Highlander – O Guerreiro Imortal (Highlander)

Filmes bons que passam batidos sexta-feira, 29 de julho de 2011


Connor MacLeod (Christopher Lambert), um imortal guerreiro escocês do século XVI é doutrinado pelo também imortal Juan Sanchez Villa-Lobos Ramirez (Sean Connery) em como combater (e se defender de) outros imortais, para não perder, literalmente, a sua cabeça, pois ao último imortal um prêmio estaria reservado. Após quatro séculos e meio, em meados dos anos 80, Connor reencontra Victor Krueger (Clancy Brown) em Nova York com quem irá duelar a vaga de único imortal da face da Terra.

Se hoje eu sou cinéfila do jeito que sou, devo muito disso à minha mãe. No fim dos anos 80 ela chegou a ter uma vídeo locadora (A única) na pequena cidadezinha onde nós morávamos. Como ela não vivia disso, a locadora logo fechou as portas e um pequeno acervo de fitas ficou guardado esperando que alguém (Eu!) as descobrisse. A coleção contava com obras primas como O Exterminador do Futuro II – O Julgamento Final, Massacre no Bairro Japonês, As Tartarugas Ninjas, Três Solteirões e Uma Pequena Dama, O Aprendiz de Feiticeiro e claro, Highlander – O Guerreiro Imortal. Acontece que mesmo assistindo todos eles repetidas vezes, eu não me lembrava com clareza de Highlander. Resolvi então, assistir mais uma vez e ver qual que era. Fiquei embasbacada com o que assisti e o que chamou minha atenção logo nos primeiros minutos foi o Queen arrasando muito com Princess of The Universe, feita especialmente para o filme. Clica aí e confere:

Pois bem, Highlander já tinha ganhado minha admiração pela abertura foda. Só que não parou por aí, o negócio foi ficando cada vez melhor. No longa, Connor MacLeod tem sua vida contada do presente para o passado, no começo com muito mistério, mas depois de forma bem didática. Importante decisão, já que o Highlander transpassa mais de 4 séculos e tem uma longa jornada. A história é fantasiosa, mas o duelo entre os imortais fica muito interessante quando se acrescenta espadas, raios e cabeças rolando. E bons atores. Sean Connery dispensa apresentações e mesmo tendo uma passagem relativamente rápida no longa, não decepciona. Clancy Brown que interpreta o insano Victor Krueger/Kurgan, é dono de uma voz poderosa (Não à toa o cara é dublador até hoje) e convence muito como vilão. Já Christopher Lambert se sai um bom Highlander e ouso dizer que este foi o melhor papel de sua carreira (Você pode não lembrar, mas eu não esqueci o fiasco do Raiden em Mortal Kombat). Por fim a simpática Roxanne Hart como a detetive Brenda também se sai bem, uma espécie de mocinha inteligente, sem contar que a hot scene entre ela e MacLeod é uma das mais convincentes (E explícitas) que já vi no cinema.

Porém, o filme perde muuitos pontos quando vamos para a parte técnica. São incontáveis os defeitos, de cabos que esqueceram de apagar no computador à falta de homogeneidade (Cenas muitos lentas em conflitos ágeis). É fácil encontrar os defeitos na edição, ainda mais se você for um pouco mais exigente. Eu me incomodei várias vezes, e até com a vesguisse voz fina do Christopher Lambert em alguns momentos que ele deveria urrar como macho. No entanto, Highlander se compensa com cenas ótimas. Por exemplo, o fim do aprendizado de Connor com Ramirez, a corrida na praia, a sequência em cima das pedras. Kurgan andando por Nova York ao som de Queen (Que aliás, assina boa parte da trilha sonora e ajuda muito no resultado final, né? WHO WAAANTS TO LIIIVE FOREEVER?). A sequência da igreja ou então, o final com a explosão dos vidros e os raios. Tá difícil entender? Pois bem, Highlander é assim, uma montanha russa eletrizante de cenas boas e ruins.

Apesar de todos os pesares, é um filme que vale a pena. Consegue, sem dúvidas, atingir o objetivo final que é o entretenimento. Highlander – O Guerreiro Imortal prende o espectador, conta sua história com dignidade e tem um vilão tão bom quanto qualquer clássico de ação. Aliás, tão sucesso foi que este filme marcou o início de uma franquia que durou até os anos 2000 (E nem adianta me perguntar, não vi nenhum além deste). Reza a lenda que as continuações não são tão boas, mas eu gosto de assistir o primeiro, nem que seja pra falar mal. De qualquer forma, pode baixar alugar tranquilo, quase duas horas de diversão garantida. Anos 80 na sua versão mais pura e mais legal: Inteligente, divertido e despreocupado.

Highlander – O Guerreiro Imortal

Highlander (116 minutos – Ação/Fantasia)
Lançamento: EUA/Reino Unido, 1986
Direção: Russel Mucahy
Roteiro: Gregory Widen
Elenco: Christopher Lambert, Sean Connery, Clancy Brown e Roxanne Hart.

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