Catfish

Cinema terça-feira, 30 de Abril de 2013

 Documentário que conta a história de Nev, um fotógrafo de Nova Iorque de 24 anos que acaba conhecendo a artista Megan e iniciando um romance online. Ao descobrirem revelações surpreendentes sobre a moça, Nev e seus amigos embarcam em uma viagem em busca da verdade.

Ultimamente eu ando nessa vibe de assistir documentários, então aí vai uma recomendaçãozinha procêis. Quer dizer, na verdade eu devo ter visto uns dois. Mas se comparado com as outras zero coisas que eu vi nos últimos tempos, dá pra dizer que essa é a vibe sim.

Bom, pra começar, o Catfish, ou popular bagre, trata de toda essa parada dos relacionamentos virtuais, identidade dentro do computadô e tudo o mais, mas sentem aí que eu explico. O nome vem de uma historinha contada por um dos personagens no final, só que isso eu não explico não, tem que ver pra descobrir. Tudo começa quando o fotografo Nev, que vive com o irmão e um amigo (Ambos cineastas, que devem filmar qualquer coisa pra terem capturado tudo desde o começo), tem uma foto publicada em um jornal. Tempos depois, ele recebe uma pintura da foto, feita por uma garota de 8 anos. A partir de então, eles começam uma relação, trocando correspondências e CALMA! Não é nada disso que vocês estão pensando.

Ele é apenas gente boa e começa a se corresponder com a criança, incentivando ela pintar e tal. E SÓ. Inicialmente, pelo menos, porque aí a família dela começa a falar com Nev, agradecendo pelo apoio e tudo o mais. Nisso, ele fica conhecendo a mãe, o pai, e finalmente a irmã dela, Megan. Agora sim, taí o que vocês estavam esperando. Aparentemente, os dois têm muito em comum e passam a conversar com cada vez mais frequência, até que o negócio fica tão complexo quanto um relacionamento cara a cara. Tirando a parte do cara a cara, o que não deve ter deixado a coisa muito legal.

 Esse é Nev.

Até então, tudo vai muito bem, até que eles combinam e descombinam de se encontrar algumas vezes, já que um imprevisto sempre impede a reunião. Numa dessas, Megan manda uma música que compôs pra Nev. E outra, e outra, e ainda outra, que ela fez em meia hora. E que ele acha o máximo, até procurar o nome da canção no Youtube e encontrar uma versão idêntica. Anterior a que ele recebeu. Feita por outra pessoa.

 E essa, aparentemente, é Megan.

A partir daí, os caras começam uma investigação pra ver sobre o que mais ela mentiu, na esperança inicial de não ter sido absolutamente tudo. E depois, de ter sido absolutamente tudo, pra história render um bom filme. E rende. Com direito a descoberta de uma rede inteira de amigos falsos nas redes sociais, como nos bons tempos de Orkut e… Quer dizer, nada não.

O fato é que o filme é interessante por não apenas alertar para os ~perigos da internet~ e parar por aí. Já que o protagonista tá diretamente envolvido, a gente vê todas as consequências dessa brincadeira, aparentemente inofensiva. E, pra melhorar, tem o outro lado, da autora dessa filha da putisse. Que olha só, também não teve culpa, cara. Toda essa invenção era só um mecanismo de auto-defesa, mais uma tentativa de escapar da vida que ela levava.

Ou seja, situação não muito difícil de se identificar, sem culpados aparentes e que, inevitavelmente, fode com todos os envolvidos. A premissa até virou um programa da MTV de mesmo nome, onde os autores do documentário investigam a verdade por trás dos relacionamentos virtuais. E sim, existem algumas dúvidas quanto a autenticidade da coisa toda, já que a história completa tá na câmera, além de parecer surreal demais pra ter acontecido mesmo. Mas cês acreditaram de boa no Banksy e o seu Exit Through the Gift Shop que eu sei, então deem uma chance pros caras. E falso ou não, ainda dá pra se aprofundar nas reflexões sobre identidade, realidade e todas essas coisas bacanas. Porém, no final, que fica é mais uma reafirmação de que esses americanos tem sérios problemas.

Catfish

Catfish (87 minutos – Documentário)
Lançamento: Estados Unidos, 2010
Direção: Henry Joost, Ariel Schulman
Elenco: Melody C. Roscher, Ariel Schulman, Nev Schulman, Henry Joost, Angela Wesselman-Pierce e Steve Fogarty

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Antes de comentar, tenha em mente que...

...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • TRÓU

    “situação não muito difícil de se identificar”

    É, essa história aí do filme acontece comigo o tempo todo. Acho que tá na hora de eu parar de usar Facebook.

  • Pablo Westphalen da Costa

    Eu descobri a série na MTV esses dias, é maneira. Não sabia desse documentário, talvez assista. Essas histórias acontecem o tempo todo (e com muita gente, não só com o nosso amigo TRÓU). Como já dizia esse cartunista em 1993…

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