Bom Dia, Vietnã (Good Morning, Vietnam)

Filmes bons que passam batidos domingo, 21 de novembro de 2010

Achei esse filme na locadora e resolvi assistir. Na verdade, já tinha visto uma parte dele uma vez na Globo, acho, e simpatizei no mesmo instante. Deve ser a ambientação, a época em que se passa, sei lá. Gosto de filmes que mostrem coisas antigas. Enfim.

Adrian Cronauer, piloto da Força Aérea Americana, é designado para Saigon, Vietnã, pra trabalhar como disc jockey no Serviço de Rádio das Forças Armadas. É 1965 e tem uma guerra lá. Assim que chega, Cronauer já tenta ir atrás de duas bonitas moças, mas nem consegue. Aliás, ele é impedido mesmo, pelo soldado Edward Garlick, aquele que vai ser uma espécie de guia dele e foi buscá-lo no aeroporto.

O humor de Adrian contrasta com praticamente tudo no Vietnã. O cara faz piadas rápidas e inteligentes até, com assuntos diversos. Na rádio, transforma os chatos boletins de notícias (Que passam por dois censores até chegar nele) e da previsão do tempo em torrentes de piadas imprevisíveis. Ele ainda toca rock, ao invés da usual música sem graça. É assim que ele desperta a enorme antipatia do Tenente Steve Hauk, um idiota que ninguém respeita, mesmo sendo de um posto superior, e o Sargento Major Dickerson, um superior sem senso de humor.

 Cronauer contra Dickerson

Cronauer se apaixona por uma menina vietnamita chamada Trinh, e acaba ficando até amigo do irmão dela, Tuan, pra poder chegar perto da garota e respeitar os costumes locais. Só que as coisas ficam complicadas logo. Depois de se envolver em uma briga de bar, ele é repreendido por seus superiores – que já não gostam muito dele. A coisa piora quando ele testemunha a explosão do bar local em um atentado dos Vietcongues. Ele vê dois soldados mortos e fica um tanto chocado. A censura das notícias não o deixa falar do atentado, isso revelaria que o exército americano não tinha tanto controle assim sobre a cidade quanto as pessoas pensavam. Ignorando o que possa acontecer, ele fala assim mesmo, e o sinal do programa é cortado e Adrian, suspenso. Hauk o substitui, mas… O problema é que o cara não tem graça nenhuma. Mesmo. É um idiota, e ainda se acha engraçado. Além disso ainda toca polka o dia todo, que não é exatamente um estilo musical interessante pro público.

Cartas e telefonemas aparecem de todo lado pedindo Cronauer de volta. E ele é colocado no programa de rádio mais uma vez, mas ainda tem coisas pra enfrentar, como dois superiores irritados com a ordem do comandante geral de trazê-lo de volta, vietcongues irritados por ele simplesmente existir, a garota que confunde a cabeça dele… Enfim.

 Adrian Cronauer, na rádio

Como eu disse no começo, eu simpatizo muito com esse filme. Gosto do Robin Williams como ator e como comediante, e ele tem tempo nesse filme pra mostrar serviço nos dois postos. Muitas músicas antigas são tocadas, muitas piadas boas são contadas, e alguns temas sérios são tratados, e no final o filme é uma espécie de comédia misturada com drama.

Alguns dos que têm músicas tocadas no filme (E que vocês provavelmente não conhecem porquê são jovens moderninhos demais) são: The Beach Boys, Louis Armstrong, The Searchers, The Supremes, Ray Conniff, The Rivieras e The Supremes.

Em 1979, o verdadeiro Adrian Cronauer – sim, o filme é baseado em uma história real – tentou escrever uma sitcom baseada em suas experiências no Vietnã como disc jockey. As empresas de TV não viam graça em uma série tendo como tema a guerra. Adrian então escreveu um roteiro para um filme, que eventualmente chamou a atenção de Robbin Williams. Pouco do roteiro original ficou depois da vinda de Mitch Markowitz. O filme foi filmado em Bangkok, na Tailândia. Robbin William foi nomeado para um Oscar de melhor ator no papel principal e ganhou um Globo de Ouro.

Bom Dia, Vietnã

Good Morning, Vietnam (120 minutos – Comédia/Drama)
Lançamento: 1987
Direção: Barry Levinson
Roteiro: Mitch Markowitz
Elenco: Robin Williams, Forest Whitaker, Bruno Kirby, J. T. Walsh

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  • Já vou falando, nunca assisti. Mas a premissa é tão parecida com Patch Adams, Sociedade dos Poetas Mortos e Tempo de Despertar… não aguento mais ver o Robin Williams sendo o “diferente e inovador que atrai a ira de seus superiores”.

  • Lil

    A idéia é meio repetida sim, mas eu gostei da história. Quero ver!

  • A idéia pode soar repetida quando se fala do filme, mas quando eu assisti, nem pensei nisso.

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