X-Men Origens: Wolverine

Cinema quinta-feira, 30 de abril de 2009

X-Men Origens: Wolverine continua fiel à franquia X-Men e conta a história épica de Wolverine, seu passado violento e romântico, a sua complexa relação com Victor Creed e o sinistro programa Arma X. Ao longo do caminho, Wolverine encontra muitos mutantes, alguns já familiares e outros novos, incluindo aparições surpresa de várias lendas do universo X-Men cujas aparições na série dos filmes têm sido esperadas há muito tempo.

É galera, chegou o primeiro blockbuster do ano.

Desde X-Men 2, quando anunciaram que poderia ter um filme solo do mutante carcaju, que todos esperavam esse filme.

Ele chegou e, você querido leitor e amada leitora, vieram até o site mais quente da galáxia saber o que achamos sobre X-Men Origens: Wolverine.

 “Eis o meu sinal da cruz, ó senhor!”

Enfim, antes do veredicto, já vão sabendo que anos e anos de quadrinhos não podem ser compactados e levados ao pé da letra em 107 minutos. Seriam necessários uns 20 filmes para contar a origem do Wolverine e mais uns 100 para contar o resto da história.

O filme

Como é um filme cheio de detalhes e reviravoltas, vou tentar ser direto, mas sem estragar a surpresa de ninguém.

Logo de cara vemos uma cena em que todo mundo logo associa a um dos maiores clássicos dos quadrinhos da história, mas bem superficial e profunda como um pires, contando a primeira vez que James Howlett mostra sua fúria, tendo a ‘compaixão’ do seu ‘irmãozinho’ Vitinho Creed.

 “É para procurar o soldado James Ryan, entenderam?”

Depois de juras de amor fraterno, há uma sequência sensacional em que James (já como Logan) e Victor, por conta de suas naturezas, só encontram lugar no mundo através das grandes guerras da humanidade, como a Guerra Civil Americana, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial e, por último, a Guerra do Vietnã.

Interessante notar que conforme avançam os confrontos, Logan vai ficando mais humano e Victor cada vez mais animal, não tendo nenhum respeito pela vida alheia, seja soldado ou civil inocente.

 “Por que eles insistem, é a décima vez que tentam isso.”

Tanta selvageria custa uma execução pelo pelotão de fuzilamento durante a Guerra do Vietnã que, claro, não faz nenhum dano a eles.

Neste momento surge William Stryker (sim, do X-Men 2, mas não é o mesmo ator, já que precisavam de alguém mais jovem) que está recrutando pessoas especiais como eles para a Equipe X.

 “Fala com o Mickey aqui primeiro”

Somos apresentados a um camuflado militar composto inteiramente de mutantes. Seus membros são: Wolverine, seu irmão Victor Creed, também conhecido por Dentes-de-Sabre; Wade Wilson, um mercenário qualificado na esgrima que conta com apetrechos high-tech, mas que é metido a engraçadinho; Agente Zero, um perito localizador e letal atirador; Wraith, um teleportador; Fred J. Dukes que é superforte e Bradley, que pode manipular eletricidade.

Mais uma vez, parece que os irmãos encontraram seu lugar no mundo, mas as missões secretas, principalmente a busca de um metal de outro mundo, extrapolam novamente o bom senso e, Logan de saco cheio, pede para sair, abandonando seu irmãozinho e o grupo de Stryker.

 Já pensou passar a vida no fim do mundo com ela?

Aparentemente, passam-se uns anos e vemos um Logan vivendo com Kayla Silverfox no cu do mundo nas Montanhas Rochosas do Canadá e dando um trampo de lenhador.

Quando alguns integrantes da extinta Equipe X começam a ser assassinados sem dó por Dentes-de-Sabre, Stryker procura Logan para se unirem e derrotarem o insano Victor.

 “Vai pegar o pauzinho!”

Mas o Carcaju manda Stryker à merda e diz que está tranquilo com a vida que anda levando, recusando a proposta de William.

Claro que Victor o encontra, dá um fim em sua mulher e, numa luta bem marromeno, Logan toma um senhor cacete do Dentes-de-Sabre, sendo humilhado por ele.

 Luta com purpurina… FAIL!

Com a vingança nos zóio, ele vai atrás de Stryker e aceita fazer parte do projeto bilionário, o Arma X.

Mais eu não conto, só que Ciclope, Gambit, Emma Frost, entre outros aparecem no decorrer do filme.

Atuações

Mimimi, cadê o Gambit? Mimimi, só vai falar isso do Deadpool? Mimimi, quem são os outros?

É, falar mais sobre isso, é spoilear até dizer chega, e não é isso que a gente quer.

 “Tem a manha de mandar um recado para o Cara lá em cima?”

Hugh Jackman está perfeito no papel do personagem que o consagrou e o lançou para o cinema, tanto que ele até paga bundinha no filme, fazendo a mulherada ir ao delírio com as veias que ele tem na bunda.

Liev Schreiber não lembra em nada o primeiro Dentes-de-Sabre, de X-Men, que era bem fraquinho, dando o toque perfeito da fúria e amor e ódio que sentem por Logan.

 Mais purpurina, agora com o William Wonka…

O Stryker de Danny Huston também está na medida, mostrando o limiar entre a razão e a loucura do personagem, claramente pendendo para a segunda, mas sem deixar o espectador sentir o quão louco é o Coronel.

Agora vem os problemas.

 “Churras? Eu tenho os espetos aqui na minha mão, ó”

Dominic Monaghan – o eterno Merry de O Senhor dos Anéis e Charlie, o roqueiro drogado da ilha de Lost – faz um Bradley apagado, talvez porque o personagem fosse para ser apagado mesmo.

Mas é imperdoável o que acontece com os personagens de Ryan Reynolds e Taylor Kitsch, respectivamente Deadpool e Gambit.

E não é por conta das atuações dos atores, principalmente o pouco que mostra de Reynolds como Wade/Deadpool.

 “Sim, estou com essa cara porque CAGARAM no meu personagem”

A culpa é dos roteiristas e produtores que fizeram super-personagens, longe do que seriam nas histórias de quadrinhos e desenhos.

Lembra do que disse no começo, para não confundir as mídias? Então, nesse caso, o que acontece é um assassinato do personagem, já que o que fazem, principalmente com o Deadpool, é de rasgar o gibi.

 “Truco!”

E a nota?

Ok, a nota.

As cenas de ação estão interessantes, a história dá para engolir, mas infelizmente não corresponde ao hype que todos esperavam.

Vai faturar bem, baterá recordes, mas não é a obra-prima suprema que um bom fã esperava de um filme solo do velho Wolverine.

 “Vem aqui, vou te ensinar como se faz a barba”

O jeito é esperar pelo X-Men Origens: Magneto, esse sim, provavelmente fodão, já que não terá a mesma expectativa que o filme de Logan causou.

Quanto à nota, segue abaixo. Depois de assistir, dê a sua também, juntamente com o seu comentário, seja discordando ou concordando comigo.

Embora isso não importe muito.

X-Men Origins: Wolverine

X-Men Origins: Wolverine (107 minutos – Ação)
Lançamento: Austrália, Canadá, EUA, 2009
Direção: Gavin Hood
Roteiro: David Benioff e Skip Woods
Elenco: Hugh Jackman, Ryan Reynolds, Liev Schreiber, Dominic Monaghan, Lynn Collins, Danny Huston, Daniel Henney, Taylor Kitsch e Kevin Durand

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