Overdose Sci-Fi: Dossiê Arquivo X

Sit.Com terça-feira, 20 de Maio de 2008 – 2 comentários

Claro que para o Overdose Sci-Fi poderiam ter escolhido qualquer série, principalmente algo mais do gênero ficção científica, mas como esquecer da série que há mais de 10 anos mexeu com as estruturas do gênero – mesmo sendo apenas uma série televisiva – Arquivo X? Pode não ser a série predileta de críticos, porém valorizou e popularizou um gênero que andava em baixa em Hollywood. No entanto, abraçou também o sobrenatural, o terror e as conspirações governamentais.

A série conta a história de dois agentes do FBI que procuram cegamente pela verdade. Durante os 9 anos em que os agentes trabalham com os arquivos X (arquivos sem explicação “abandonados” pelo FBI), eles já se depararam com ETs (o assunto principal da série), conspirações governamentais, e todo o tipo de prova, rapidamente omitidas, de que o governo dos Estados Unidos está escondendo a verdade do povo: ETs existem e pretendem invadir a Terra e colonizar a raça humana.

Os Personagens

Um dos grandes trunfos de Arquivo X, são o agente especial Fox Mulder (David Duchovny) e a agente especial Dana Scully (Gillian Anderson). Mulder era considerado um dos melhores agentes do FBI, até achar os arquivos X. Traumatizado pela perda da irmã, que foi abduzida quando ele tinha 12 anos, ele se interessou e muito por tais arquivos. O cara era meio paranóico, se assim quiserem chamar, acreditava em absolutamente tudo, desde lobisomens até formigas comedoras de gente, portanto passou a investigar tais arquivos que outros agentes do FBI não queriam investigar por sua natureza sobrenatural. Os seus colegas passaram a chamá-lo de “o estranho”, desde então.

Scully, que então lecionava na academia do FBI, foi designada para trabalhar com Mulder, dar uma explicação racional para cada caso, e assim, quem sabe, tirar Mulder dali. No entanto isso foi meio impossível de se fazer, simplesmente porque não havia explicação racional para tais casos. Scully acabou as poucos acreditando nas teorias de Mulder (sem nunca deixar de dizer “Deve haver uma explicação científica pra isso”).

Walter Skinner (Mitch Pileggi) – O diretor-assistente do FBI é o supervisor dos agentes Mulder e Scully. Por muitas vezes durante as primeiras temporadas ele se mostrou contra as ações de Mulder, mas essa postura mudou bastante. Skinner percebeu, a partir do seqüestro de Scully, que não podia confiar no sistema do qual fazia parte. Em Avatar, o primeiro episódio centrado nele, Skinner é acusado de um assassinato que não cometeu, meticulosamente planejado para incriminá-lo. Torna-se um aliado importante em Anasazi, sem o qual os agentes não teriam sobrevivido.

Canceroso (William B. Davis) – Mitológica figura dentro da principal trama da série, Canceroso representa o poder do governo americano, a necessidade de se esconder indícios ou fatos que “a humanidade não deve saber, para não causar um desespero global”. Ele, sem dúvida, sabe de tudo o que diz respeito á Verdade que Mulder tanto busca. Mandante até de mortes (em nome da América, é claro), frequentava sempre o escritório de Skinner ou mostrava-se reunido com o “Consortium” (conselho de conspiradores que aparece em vários episódios), fumando seu cigarro. Ele tem uma história bastante confusa, o pouco que sabemos dele é que, juntamente com o pai de Mulder (que era ligado ao governo) e alguns outros homens de importância, foram os responsáveis pela maior parte das ações do governo americano durante a infância do agente. Os episódios dão a entender que Bill Mulder quis se desvincular do grupo ao saber quais os propósitos do governo em relação ao seu trabalho (ligado á catalogação de DNA, como pode ser visto na trilogia de Anasazi), e para evitar que o mesmo revelasse os projetos a outros, teriam seqüestrado a irmã de Mulder, Samantha. Na verdade, Bill e C.G.B. Spender (o nome de Canceroso) estavam a par da negociação do governo com os alienígenas, e a questão do seqüestro foi uma garantia dada pelos humanos de que a aliança com os extraterrestres seria verdadeira.

Frohike, Byers e Langly – são membros do grupo Pistoleiro Solitário, que produz o fanzine “The Magic Bullet”, relacionado a conspirações governamentais e acobertamentos do mesmo governo. Seus membros são “teóricos da paranóia”, pois vêem a conspiração que pregam em todo lugar. Eles também constituem uma fonte de informações para Mulder, no que diz respeito a computadores e relatos de outros paranóicos dos EUA, que se comunicam com os rapazes do Pistoleiro. O sucesso dos personagens foi tanto, principalmente como alívio cômico, que Chris Carter (criador da série) criou uma série só deles que, infelizmente, rendeu apenas 13 episódios.

Agente John Doggett (Robert Patrick, foto) – Introduzido na oitava temporada, no episódio Within (Por Dentro). Ele é interpretado por Robert Patrick, que é o terceiro personagem a integrar os créditos da série. O que sabemos de Jonh Jay Dogget? Não muito, hão há como explicá-lo melhor, porque não os conhecemos, ainda. Carter o apresentou como um homem máculo. Ele é um ex-policial e ex-fusileiro naval também. Pensa que todos os casos podem ser resolvidos nos métodos corretos de investigação. Ele é totalmente cético e Tem de ver, tocar, cheirar e testar para acreditar. ao contrário da Scully, seu ceticimo não é baseado na ciência. Outros adjetivos para Dogget: inteligência e honestidade. Pudemos ver que um grande mistério habita a vida de Jonn Dogget: seu filho foi raptado, sumiu, e apesar de seus esforços, o agente não o encontrou, e esse mistério ainda irá aparecer nos casos de Arquivo X.

Alex Krycek (Nicholas Lea) – Agente especial, fora designado para trabalhar com Mulder a partir do episódio Sleepless, mas a aparente confiança que ele deveria despertar foi-se logo no final do mesmo. Na trilogia Duane Barry, ele mostra bem o seu lado: tenta matar Mulder, mata Duane a fim de incriminar Mulder e some sem dar satisfação alguma. Na verdade, o agente frio e calculista foi o principal executor dos planos do Canceroso. Matou também o pai de Mulder, roubou a fita digital de Skinner em Anasazi e, depois de escapar de um atentado visando matá-lo, resolveu vender os segredos do governo. Reapareceu em Piper Maru/Apocrypha, servindo como “meio de transporte” para uma gosma preta alienígena poder chegar até a sua nave. Já na quarta temporada, em Tunguska/Terma, surgiu novamente e, com o discurso de que iria ajudar Mulder a se vingar dos que tinham matado o pai dele, quase matou o agente outra vez. Mas aqui ele teve o seu merecido castigo: perdeu o braço, cortado a sangue frio .

Annabeth Gish (Monica Reyes, foto) – A agente Especial Monica Reys – Annabeth Gish, integra a série no 14º episódio -“This is Not Happening”, da 8ª temporada, para ajudar na busca por Mulder. O passado da nova personagem como agente em New Orleans envolve investigações de crimes ritualísticos e de cultos satânicos. Ela também teve um histórico com o agente John Doggett.

Garganta Profunda (Jerry Hardin) – Nome dado por Mulder a um de seus informantes durante o primeiro ano da série. No episódio The Erlenmeyer Flask, Garganta foi assassinado numa negociação perigosa. É dele um dos lemas da série, “Não confie em ninguém”, que representa a necessidade de Mulder estar sempre vigilante quanto áqueles que o cercam. Muitos não gostaram do fato dele ter morrido, mas Carter afirma que teve de fazer isso para mostrar que “ninguém é insubstituível” no seriado. Garganta era um informante que passava a Mulder fotos e documentos secretos, e muitas vezes norteava as investigações do agente. Além disso, ele manipulava Mulder não poucas vezes, o que de fato deve ter influenciado muito a Carter na decisão de tirá-lo do seriado

Mr. X (Steven Williams) – Tornou-se o informante de Mulder após a morte do Garganta. Portanto, apesar da necessidade de se desvincular a série dos informantes, ainda assim Arquivo X precisava de alguém que pudesse passar a Mulder informações secretas. E o “X” foi o canal. Para chamá-lo, Mulder usava duas tiras de fita adesiva no vidro de sua janela, formando a letra “X”. X é praticamente o oposto de Garganta: enquanto o último era mais calmo, reservado, X é violento e perigoso. Seria capaz de matar qualquer um (qualquer um mesmo) que interferisse em seus propósitos. Tem extremas habilidades em armas e lutas (um exemplo é a cena entre ele e Skinner em um elevador, no episódio End Game), o que torna-o ainda mais perigoso. Suas aparições no entanto foram extremamente raras, o que contribuiu para o bom-senso da série. Portanto, em casos muito especiais, Mulder chama o X para alguma ajuda.

Tramas

Abordando temas tais como teorias da conspiração envolvendo alienígenas, encobrimentos governamentais de alto nível e paranormalidade, a série conseguiu conjugar características de séries como A Quinta Dimensão, Além da Imaginação e Twin Peaks. Os episódios da mitologia da série ocorriam principalmente nos finais de temporadas e em algum momento do meio da temporada, normalmente contando com episódios duplos ou triplos para o desenvolvimento da história. Estes episódios contavam com tramas mais dramáticas, incluindo mortes de pessoas próximas aos agentes e revelações (mesmo que a conta-gotas) dos grandes segredos que envolviam os mistérios da trama.

Vários questionamentos foram colocados ao espectador, durante os nove anos de produção de Arquivo X, como, por exempo:

1 – O que aconteceu com Samantha Mulder, na infância de Mulder?
2 – Quem faz parte do governo secreto? E qual a real intenção dos informantes de Mulder?
3 – Eles estão mesmo aliados com aliens?
4 – O que de fato é o “Sindicato das Sombras”?
5 – Qual o papel do pai de Mulder na conspiração?
6 – O “Canceroso” é o verdadeiro pai de Mulder?
7 – O que é o óleo negro?
8 – Quem são os seres sem face, caçadores de recompensa?
9 – O que são os Supersoldados?

Os episódios de Arquivo X variavam entre estes centrados na conspiração, mas no decorrer natural da temporada eram abordados freqüentemente temas mais místicos, como satanismo, relato de aparições de fantasmas, em episódios que ficaram conhecidos como “monstros da semana”. Além deles, houveram diversos episódios de tom mais leve, com ênfase no humor. Vale lembrar que nestes episódios isolados, Arquivo X, contou com roteiros escritos pelos mestres da literatura de horror, Stephen King e Clive Barker (ambos fãs declarados da série).

Infelizmente, na sétima temporada começaram a surgir problemas, devido ao estrelismo de David Duchovny, que resolveu afastar-se da série para investir na sua carreira cinematográfica (que não rendeu muito ao ator, que somente agora, voltando a televisão com a série Californication, conseguiu arrebatar elogios novamente). Após muita insistência de Carter, ele acabou assinando contrato para participar de metade da oitava temporada. Mas isso levou ao surgimento de um novo agente para trabalhar com Scully na ausência de Mulder: John Doggett. Algum tempo depois, foi a vez da agente Mônica Reyes, que na oitava temporada participa de apenas alguns episódios. Além de novos personagens, isto também levou ao surgimento de novas tramas que não ficaram muito bem encaixadas na mitologia da série, como o filho de Scully e os Supersoldados. No nono ano, Dogget e Mônica passaram a ser definitivamente a nova dupla, com Scully sendo apenas uma espécie de consultora deles. Fox Mulder só retornou no episódio final da série que explica, detalhadamente, o que foi a conspiração.

Mídias

Se houvesse internet, orkut e fóruns como hoje em dia, possivelmente, a interação entre a série e seus fãs seria tão grande como ocorre com Lost. Mesmo assim, Arquivo X angariou milhões de fãs pelo mundo, criou marcas como Excers (para os fãs da série) e outros nomes específicos do universo da série como Shippers (para os fãs que torciam pela união amorosa dos protagonistas). A série no que pode aproveitar rendeu games, livros com narrativas de episódios ou mesmo tramas inéditas.

Outro tipo de livro que Arquivo X rendeu foram os livros que relatavam os bastidores de cada temporada com guia de episódio e curiosidades de cada um, além de diversas entrevistas com todos os envolvidos na produção (nem preciso dizer que tenho 3 livros aqui na minha coleção).

Enfim, Arquivo X começou timidamente mas se tornou uma febre mundial nos anos 90. Apesar da perceptível queda na qualidade da série em suas últimas temporadas, mesmo nelas encontramos episódios excelentes, acima da média do que se produz na televisão mundial. Portanto, Arquivo X pode, merecidamente, ser considerada uma das melhores séries de TV em todos os tempos.

Divulgada a sinopse de Arquivo X 2

Cinema terça-feira, 22 de abril de 2008 – 1 comentário

Semana passada foi revelado o subtítulo do filme, o clássico “I Want To Believe”, sempre presente na série. Agora, finalmente, foi revelado a sinopse do filme que estréia em julho nos cinemas. Como foi prometido pelo criador/diretor/roteirista, Chris Carter, a trama foge um pouco das conspirações alienígenas, grande foco da mitologia da série e presente também no primeiro filme.

Quando um grupo de mulheres é abduzido nas colinas rurais da Virgínia, as únicas pistas são grotescos restos humanos que começam a aparecer nas encostas nevadas ao longo de uma rodovia. Com policiais desesperados por qualquer dica, um padre em desgraça, motivado por visões, coloca a cidade numa caçada que culmina na descoberta de um bizarro experimento secreto que pode ou não estar ligado aos desaparecimentos. Seria um caso típico para os Arquivos X. Mas o FBI fechou o departamento que investigava tais casos paranormais anos atrás. Os melhores profissionais para o trabalho são os ex-agentes Fox Mulder e Dra. Dana Scully, que não têm qualquer desejo de revisitar seus passados. Ainda assim, a verdade sobre esses horríveis crimes está lá fora em algum lugar… e caberá a Mulder e Scully encontrá-la!

Contando os dias para a estréia, The X Files – I want To Believe, tem roteiro de Max Allan Collins (de A Estrada para Perdição) e no elenco, além de David Duchovny e Giliam Anderson, Billy Connoly, Amanda Peet e Xzibit.

Aberta a Temporada de Blockbusters – Capítulo Final

Primeira Fila sexta-feira, 18 de abril de 2008 – 3 comentários

Antes que a coluna se transforme numa cinessérie sem fim, vou terminar como uma clássica TRILOGIA este especial citando os filmes que devem dominar os cinemas nestes próximos meses. Para terminar, três adaptações de séries televisivas para a telona e outra continuação.

Arquivo X: I want to Believe

A Trama: Não divulgada. Sabe-se apenas que é uma história independente que levará a relação entre os agentes Fox Mulder e Danna Scully a direções inesperadas. Previsão de estréia 25/07.

Expectativa – Nas Alturas: O que você esperava de um fanático pela série? Estou contando os dias para a estréia do filme, a oportunidade de ver os dois personagens tão queridos para os fãs, Mulder e Scully, e descobrir o que ocorreu desde o término da série (há mais de cinco anos). Quem sabe o sucesso do filme não dá uma empurradinha na carreira vacilante do criador – aqui diretor e co-roteirista – Chris Carter?

Trailer: Lamento pelo trailer, mas ainda não houve nenhum oficialmente, fiquem com este pequeno preview gravado dentro de um cinema.

Sex and The City

A Trama: Quatro jovens, desejáveis e cheias de desejo. Amigas inseparáveis na selva urbana de Nova York, trocando confidências sobre seus confusos relacionamentos sempre em mutação, tão diferentes quanto suas naturezas. Descubra o que aconteceu com Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda, quatro anos depois do episódio final da série de sucesso. Previsão de estréia 06/06.

Expectativa – Positiva: Sempre me diverti com as aventuras sexuais e profissionais das quatro amigas em Nova York, principalmente por ser uma série sem censura. Claro que lançá-las em pleno verão americano tem como meta atingir o público feminino (alguém lembra do sucesso de O Diabo Veste Prada?), nesta época da lançamentos quase que exclusivamente para jovens e homens. Acredito que será bastante divertido.

Trailer:

Agente 86

A Trama: De acordo com o diretor Peter Segal, a K.A.O.S está chantageando os Estados Unidos, ameaçando vender códigos de ativação de armas nucleares espalhadas pelo país aos terroristas. “Max (personagem de Carell) tem que descobrir onde estas armas estão e desarmá-las”, disse Segal. Esta será a primeira missão de Max, que acaba de se tornar um agente especial da C.O.N.T.R.O.L.E. e está sob a tutela da agente 99, personagem de Hathaway. Previsão de estréia 20/06.

Expectativa – Média: Filme chave para a carreira cinematográfica do talentoso comediante Steve Carell (do ótimo Virgem de 40 e do fraquinho A Volta do Todo Poderoso), pelo trailer o filme parace ser bastante engraçado combinando a trama farsesca com o jeito atrapalhado de Carell. Como colírio ainda temos Anne Hathaway no elenco.

Trailer:

A Múmia 3

A Trama: Desta vez, Rick O’Connell, o aventureiro interpretado por Fraser, terá que interromper os planos de dominação mundial do Imperador Qin Shihuang, que espera o momento de acordar seu vasto exército, os famosos Guerreiros de Xian, transformados em terracota por uma maldição secular. Previsão de estréia 15/08.

Expectativa – Baixa: Num ano onde temos o grande homenageado (copiado) desta cinessérie (Indiana Jones) me parece um desperdício de elenco e trama, acho que os personagens já deram o que tinham que dar. Tanto isto é verdade que a belíssima Rachel Weizs pulou fora da produção e em seu lugar escalaram Maria Bello, como partner de Brendan Fraser. Quem sabe o trama centrada no Oriente, com a entrada dos astros chineses Jet Li e Michelle Yeoh, ainda possa divertir mas…

Pôster: Como ainda não houve um trailer oficial, fiquem com o primeiro pôster.

Maldição que ronda os criadores

Sit.Com terça-feira, 15 de abril de 2008 – 0 comentários

Com o cancelamento prematuro de The Return of Jezebel James, com apenas 3 episódios exibidos, a série criada por Amy Sherman Palladino, mais conhecida pela criação da série família Gilmore Girls, me trouxe á mente um tema que vive surgindo na mídia: a maldição que cerca os roteiristas que criam fantásticas e históricas séries e, depois disso, não acertam mais a mão.

O caso mais alarmante é o verdadeiro sumiço de Chris Carter, responsável por espetaculares séries como Arquivo X e Millennium (que eu, particularmente, adorava). Se Arquivo X durou nove temporadas (com questionável qualidade quando do seu término), Millennium durou três temporadas. No entanto, na rasteira destes dois sucessos surgiram: Harsh Realm, um misto de ficção e drama com o pouco conhecido na época Terry “Locke” O’Quinn – porém, a série foi cancelada com apenas 9 episódios exibidos; a outra série foi o spin-off de Arquivo X, The Lone Gunmen, onde os geeks informantes de Mulder, conhecidos como Cavaleiros Solitários, ganharam a chance de mostrar diversas conspirações – uma pena que o tom cômico dos personagens não agradou a audiência e a série foi cancelada com apenas 13 episódios. Depois disso Chris Carter sumiu, voltando agora com o retorno do Arquivo X aos cinemas.

Outro ídolo dos série maniácos, Joss Whedon, criador de Buffy – a Caça-Vampiros (com sete temporadas, e atualmente, uma trama em HQ) e Angel (cinco temporadas) arriscou seu cacife em um mix de ação, ficção e faroeste no incompreendido Firefly (que durou apenas 14 episódios) e um filme (Serenity) muito bom para os cinemas. Na próxima temporada Whedon aposta numa trama com toques de ficção, Dollhouse, contando com Eliza Dushku (Faith de Buffy e Angel) e Olivia Williams (atriz de O Sexto Sentido) no elenco. Na trama, Dushku interpretará Echo, uma das agentes que trabalham em missões secretas ao redor do mundo e têm suas memórias apagadas a cada trabalho completo. A casa de bonecas é o laboratório para onde os agentes são mandados quando completam suas missões. Cada “boneca” é programada com personalidades, habilidades e memórias distintas, dependendo da missão – que pode ser uma tarefa física, romântica, ilegal. Echo será a única que desenvolve consciência de seus atos.

O mais idolatrado criador do momento, o midas televisivo J. J. Abrams, criador de Felicity, Alias e a mega-ultra-hypada Lost, teve nos últimos dois anos dois tiros (séries) n’água. A dramédia romântica What About Brian, que ainda teve duas temporadas mostrando os percalços amorosos do personagem título (Brian Watson, atualmente em Samantha Who), sempre foi relegada pelo grande público e pela crítica. No entanto, Six Degrees estreou com alta expectativa, um elenco fabuloso – acima da média, com atores talentosos do cinema – e uma sinopse ambiciosa; tratar sobre as coincidências da vida em seis personagens que vivem em Nova York. Resultado: bomba, a série não saia do lugar, forçava os acasos e não conseguiu conquistar a audiência com os fracos personagens e seus elos de ligação.

Porém, Abrams promete na próxima temporada dar a volta por cima com a estréia de Fringe. O episódio-piloto de duas horas apresentará Olivia Warren (Anna Torv), jovem e durona agente do FBI forçada a encarar um fenômeno paranormal inexplicável e a trabalhar ao lado do Dr. Walter Bishop (John Noble), um cientista cujo trabalho pode estar no centro de uma vindoura tempestade. Fica a expectativa e a sensação de deja vu com uma série citada acima, não?

David Duchovny recebe roteiro da continuação de Arquivo X

Cinema terça-feira, 28 de agosto de 2007 – 1 comentário

Atenção fãs de Arquivo X (eu, eu, eu), David Duchovny confirmou que ja leu o roteiro, porém, por motivos contratuais que exigem sigilo sobre a trama do filme, não pode comentar nada sobre a história (ahhhh). O roteiro de Chris Carter, criador do seriado, está sendo escondido à sete chaves, mas comenta-se que seria uma história isolada não envolvendo a conspiração de invasão alienígena. Como fã, o que importa é a existência deste segundo filme reunindo novamente Mulder e Scully (a atriz Gillian Anderson também está confirmada).

Enquanto isso, David Duchovny continua “comendo” quase todo o elenco feminino da divertida e pervertida série Californication.

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