Sobre scans, bancas de jornal e editoras

HQs sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

Acho que todos nós já entramos numa banca, seja para comprar jornal, histórias em quadrinhos, cards falsificados e as diversas publicações revistas (E CDs, DVDs, pôsteres e tudo mais) “para-maiores-de-18” que lá existem, seja para comprar os já extintos cartões de telefone. Atualmente, com a internet fodendo vários dos bons costumes de antigamente, as bancas (E as editoras) se veem em um dilema: Continuar nesse ramo ou largar tudo e deixar os scans ganharem o mercado de uma vez por todas.

 É, eu sei que vocês queriam as fotos das putarias já mencionadas

Desde que a internet se popularizou, nerds e otakus trambiqueiros resolveram que era uma boa ideia comprar uma revista (Ou qualquer outra coisa com páginas), escaneá-las e disponibilizá-las (Normalmente de graça) para qualquer um que quisesse ler/ver tais publicações. Basicamente é o mesmo que fizeram com as músicas, as séries, os filmes e alguns outros tipos de mídia.

Com o passar do tempo, o escaneamento (Isso existe…?) ficou mais “profissional”: A qualidade melhorou, a espera diminuiu e a quantidade de material disponibilizado aumentou, aumentou MUITO. Com o sucesso das scans (Já que estas são de graça e apresentam uma qualidade relativamente boa) é quase que óbvio que as revistas “reais” tivessem uma redução nas vendas, o que é um problema para as bancas que as vendem e para as editoras que as publicam.

Com as publicações vendendo menos (Com a maior parcela de culpa para as scans, sejamos sinceros), as editoras passaram a considerar a internet como um inimigo e as bancas passam a ter prejuízo, pois não vendem mais os produtos e ainda passam a serem vistas com certa desconfiança pelas editoras, afinal, “alguém tem que comprar a revista em ALGUM LUGAR para poder escaneá-la”. Sim, pois o mais correto é culpar quem compra o produto diretamente com você.

Ver a internet como um inimigo é, obviamente, um erro grave por parte das editoras, afinal, é um mercado de pode ser (E é) explorado: Não apenas como meio de divulgação, mas também ajuda na relação com o leitor (Tenho que escrever sobre isso qualquer dia…), permite novas ideias para publicações futuras e toda aquela história de sempre. Porra, achar que um produto vai deixar de ser vendido por causa da internet é burrice, afinal, para se ter a scan A REVISTA TEM DE SER COMPRADA!

É claro que a pirataria é algo realmente grave, mas de que adianta ter um produto caro e vender poucas edições? Claro que as scans diminuem as vendas de um produto, mas não ZERAM a venda desse produto. Aquela coisa de “usar a força do seu ‘inimigo’ contra ele próprio” é brega, mas funciona! Não é atoa que várias editoras já disponibilizam alguns de seus produtos na internet, de graça ou com preços muito melhores que nas bancas… Pois é, não se pode ter tudo na vida.

 Já faz um tempinho que não usam essas, mas e daí?

A relação entre as bancas e os leitores é a mesma há muito tempo: Um ganha dinheiro e o outro lê o que quer, mas ambas dependem das editoras. Estas por sua vez deixaram de pensar no leitor, que é o que motiva as vendas, que faz o ciclo editora-banca-leitor continuar (?) circulando. Se as editoras não fazem mais o que os leitores querem ver (Coisas com qualidade, regularidade de publicação e preços “corretos” estão nesta lista), as scans, que são “o jeito errado de se ler algo” ganham espaço, pois se é para ver merda, que seja de graça pelo menos. No final a culpa é do capitalismo da editora que não apresenta um bom produto e do leitor que recorre ao método “feio”… Donos de banca que se fodam.

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  • Grunge

    Ahhhh,lembro dos velhos tempos em que saia do colégio direto para a banca da dona Maria…. Esperava impacientemente pelo próximo numero da extinta revista herói … Mas tarde vieram os doces mangas ….bons tempos

  • Marina

    Ainda mais agora, com a popularização dos leitores de e-books, as bancas estão mesmo taxadas à falência.

  • Meio que quase rolou uma lágrima agora, como disse o amigo acima, ia todo dia numa banca, na saída do colégio, ver tudo que tinha direito, e lia tudo, já que não tinha dinheiro para comprar. No começo, o dono ficou puto, mas depois, vendo que realmente eu lia, só deu um toque para não ler quando tivesse gente na banca. Óbvio que dependendo do que fosse, eu não obedecia. Passado muito tempo, trabalhei nessa mesma banca durante 5 anos, o cara que me contratou virou um dos meus melhores amigos e, infelizmente, ele se foi de forma trágica.
    Pode-se dizer que bancas são parte da minha história, até hoje tenho o costume de parar na frente de uma para ficar lendo a capa dos jornais e o que tem de novo nas revistas.
    Nostalgia pura.

  • É foda, meus caros… também ia em banca quando era pequeno e sempre ganhava pipoca do dono… bons tempos aqueles.

  • Grunge

    @Loney. Sempre ganhava pipoca?

  • @Grunge

    É, pipoca mesmo, aquelas que o personagem era uma pipoca amarela de lado e o saquinho era vermelho.

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