Rock of Ages: O Filme (Rock of Ages)

Cinema quinta-feira, 23 de agosto de 2012

 “Rock of Ages: O Filme” conta a história de uma garota interiorana, Sherrie, e de um garoto da cidade, Drew, que se conhecem no Sunset Strip enquanto buscam seus sonhos em Hollywood. O romance ‘rock and roll’ é contado em clássicos e canções emocionantes de Def Leppard, Joan Jett, Journey, Foreigner, Bon Jovi, Night Ranger, REO Speedwagon, Pat Benatar, Twisted Sister, Poison, Whitesnake e muito mais.

Eu acho que já deixei claro meu preconceito com musicais nesse sítio da internet. Mas é sempre bom reforçar: Eu não gosto de musicais. Pra mim, eles são mais forçados que filmes de ação. Porque nos filmes de ação, qualquer um sem treino sabe operar uma arma e tal. Isso é meio forçado, mas plausível.

Agora, num musical, pessoas que nunca se viram na vida sabem a letra de uma música inventada na hora, além de uma coreografia toda bacanuda, como se esse tipo de coisa não exigisse treino intensivo e um relacionamento interpessoal poderoso. Sem contar que todo mundo canta bem e não desafina, isso é surreal.

Mas ok, fui ver o filme porque alguém [Chamada Aline] me disse que era uma comédia. Um musical de comédia? Me desarmei e fui sem grandes esperanças, mesmo porque, esperar algo de um musical de rock que tem um maluquinho com cara de Jonas Brothers como protagonista seria insanidade. E eu fiz bem em me desarmar. O filme não é ruim, só não é pra ser levado a sério, como todo musical. E sim, isso é um recado para todos vocês, musicais que se levaram a sério.

 Tetéia!

Tudo bem, como todo musical que se preze, esse também tem as suas músicas autorais, ou seja, feitas especificamente pra história. Mas puta que pariu, como elas são ruins. Dava pra usar só clássicos. E, pra mim, não havia necessidade de alterar os crássicos, como foi feito com alguns deles. Por exemplo, a “batalha” de músicas entre os rockeiros e as carolas, com o primeiro grupo cantando We Built This City e o segundo respondendo com We’re Not Gonna Take It foi fenomenal [Mesmo que seja bem irônico as velhotas da igreja falando “we’ve got the right to choose“, sendo que elas querem tirar o poder de escolha das pessoas. Mas irônico mesmo é que o Twisted Sister é um grupo de caras que se veste feito mulher, mas divago]. E que fique aqui registrado que na peça teatral que originou o filme, não tem música autoral, só crássicos.

 Diliça!

Mas tirando as musiquinhas cagadas que botaram ali pra contar história e o romance clichê [Se conhecem na adversidade, um mal entendido separa o casal, eles se encontram e esclarecem tudo], o filme é bacana. A parte humorística funciona muito bem, mesmo sendo meio esquisito ver o Alec Baldwin beijar o ex-marido da Katy Perry Russell Brand. E o Tom Cruise baixou o rockstar, mostrando que por trás de todo badass tem um moleque que teve seu coração arrancado por uma mulher. Ou que acha que teve, mas eu não vou entrar nesse tipo de detalhe.

 E a Catherine Zeta-Jones ainda dá um belo de um caldo, hein?

Pra encerrar: O filme é bom porque, apesar de algumas músicas ruins e do romance clichê, você consegue sobreviver, caso leve seu interesse amoroso [Ou só sexual, quem sou eu pra julgar sua vida?] pra ensinar o que é música de verdade, e não essas porcarias de tchu e tchá que vocês ouvem por ae.

Rock of Ages: O Filme

Rock of Ages (123 minutos – Musical)
Lançamento: EUA, 2012
Direção: Adam Shankman
Roteiro: Justin Theroux, Chris D’Arienzo e Allan Loeb
Elenco: Julianne Hough, Tom Cruise, Diego Boneta, Paul Giamatti, Russell Brand, Mary J. Blige, Malin Akerman, Bryan Cranston, Catherine Zeta-Jones, Alec Baldwin

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  • ClaytonSlayer

    O título é algo com “dois pontos, O Filme”? Suspeito. Musical? Culpado.

  • Mas tem rock no título, cara. E não é rock de mentira. É só ver a trilha sonora da bagaça.

  • ClaytonSlayer

    Tudo bem ,tem rock. Vou manter como suspeito na minha lista, então. Esperando que não estejam fazendo mau uso do bom, velho e sujo roquenrou.

  • Cê nem leu o texto, né? Fazem um uso razoável.

  • ClaytonSlayer

    Claro que li, velho. Leio quase tudo no Bacon (só pulo os quadrinhos, não são minha praia). É que quando se fala em musical a primeira coisa que me vem à mente é um bando de gente em formação de pino de boliche, olhando para a câmera. E se cantarem um crássico dessa forma, eu ia achar mau uso. Mas eu vou arriscar. Assim que o filme chegar no camelô mais próximo da minha casa, vou assistir. Abraços!

  • oxugim

    É uma idiotice ficar implicando com certos gêneros por eles terem aspectos irrealistas. Você pode reclamar que o roteiro é desconexo, que mesmo considerando o aspecto fantasioso da obra, existem contradições internas. Aí é válido. Mas não gostar simplesmente por causa de não ser possível de acontecer na vida real é infantil.

    Se quer ver realidade, veja a sua vida, pô. Arte não é para representar a vida como realmente é.

  • Não é nem questão de ser realista. É ser babaca mesmo.

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