Realidades Paralelas: Universo 2099

HQs sexta-feira, 27 de Maio de 2011

Em 1992, a Marvel criou um novo universo, ambientado no ano de 2099, onde nos foram apresentadas versões dos heróis tradicionais da editora com algumas diferenças básicas. Assim tínhamos Homem-Aranha, Justiceiro, Hulk, X-Men, entre outros.

As histórias eram interessantes e reuniram alguns fãs, garantindo a essa linha editorial uma vida até que longa, já que houve histórias da linha de 1992 a 1998. Depois esse universo ficou no “limbo” por um tempo, mas acabou retornando algumas vezes.

A idéia desse novo universo partiu de Stan Lee, quando o mesmo trabalhou com John Byrne em uma graphic novel ambientada no futuro do universo Marvel, estrelando um vigilante chamado Ravage, herói esse inteiramente novo, que fez sua primeira aparição em Marvel Comics Presents #117.

Porém, a idéia de um novo universo e novos heróis entusiasmou não apenas Stan Lee e John Byrne, mas também muitos outros autores, e com isso iniciou-se um projeto para desenvolver títulos e personagens situados no futuro. Isso deveria também trazer novos leitores, já que traria a oportunidade de se acompanhar esses novos personagens desde sua origem, algo semelhante com o que aconteceu na década de 60.

A princípio, o personagem Ravage foi o primeiro a surgir, tendo como objetivo expandir esse universo para o Homem-Aranha e o Justiceiro, e como principal vilão deste universo, foi escolhido o Dr. Destino.

 O Dr. Destino 2099 foi o principal vilão desta realidade.

Para evitar problemas com paradoxos temporais, foi determinado que os personagens futurísticos não tivessem ligação com os personagens tradicionais de forma a não comprometer as histórias do presente. Assim, temos novos personagens sem vínculo nenhum com o legado de seus antepassados, vivendo num Estados Unidos com território fragmentado, sendo que cada setor é controlado por uma coorporação independente. Deste modo, temos a Alchemax dominando Nova York, principal reduto dos heróis, e boa parte da Costa Leste.

Também temos neste novo universo um vasto avanço tecnológico, bem como em engenharia genética. Todos se vestem com armaduras para se proteger dos criminosos, já que a violência neste novo mundo é muito superior ao mundo presente.

Como o governo é controlado por 4 ou 5 corporações corruptas, os cidadãos precisam contratar cada serviço que necessitam, desde a proteção à saúde. Com isso, a manutenção dos espaços, a ordem pública e a própria lei não existem, porque não são coisas que possam ser contratadas individualmente.

Além disso, a tradição heróica não existe neste universo, já que os super-heróis desapareceram após um evento citado apenas como o Grande Cataclismo. Com isso, todos os heróis deste universo são rebeldes, anti-heróis, já que fogem das normas e leis estabelecidas pelas grandes corporações.

Portanto, os heróis desse universo “trabalham” de forma independe. Cada um tenta somente cuidar de sua vida, desta forma temos o Motoqueiro Fantasma 2099, um hacker que foi morto pelo pai, um homem do sistema, viciado em trabalho que viu que a sua morte poderia dar lucro à empresa e agiu em conformidade, como um profissional.

Já o Hulk 2099 era um produtor de reality shows que acabou ordenando um massacre a uma comunidade, e por fim o sentimento de culpa fez com que ele se revoltasse contra as corporações, procurando assim destruir o sistema governamental.

 Hulk 2099

Já o Homem-Aranha 2009 se revolta por ter que ficar preso à Alchemax, devido a ter sido enganado por seu chefe. Miguel O’Hara era chefe de um projeto de aprimoramento genético inspirado nas capacidades do Homem-Aranha original na Alchemax, quando o proprietário da corporação Tyler Stone o contamina com um alucinógeno chamado Êxtase, substância essa que torna a pessoa tão dependente quanto o oxigênio e produzido apenas pela Alchemax.

 O Homem-Aranha 2099

Revoltado com essa atitude da Alchemax, O’Hara resolve fazer uso do material da corporação e de suas pesquisas para restabelecer sua própria estrutura molecular e assim se livrar da dependência do êxtase. Teria funcionado, se seu superior Aaron não interferisse, misturado a programação de O’Hara com os códigos do Projeto Aranha. Desta forma surgia o Homem-Aranha 2099, mas com poderes e visual diferentes de Peter Parker.

A força e a agilidade, iguais às de uma aranha, continuavam as mesmas. Porém ao contrario do original, O’Hara possuía garras retráteis que brotavam de suas mãos e pés, sua visão tornou-se mais sensível, além de produzir teias naturais a partir de seus antebraços, além de peçonhas capazes de inocular veneno.

E assim foi com todos os heróis deste universo, cada um tinha uma tragédia que os faziam se voltar contra o controle das corporações. E por quatro anos as histórias atraíram fãs para esse novo universo, porém decisões editoriais deram fim a essa linha editorial, mas como forma de amarar todas as pontas, em 1998 foi publicado o Manifesto Destino.

É claro que este não foi o fim do universo 2099, que reapareceu esporadicamente depois, como em 2004, quando a revista Marvel Knights ganhou uma versão 2099. Ou em 2006, quando os Exilados, durante o arco Turnê Mundial, visitam o universo 2099. E em 2009, quando tivemos a mini Tempestade Temporal unindo heróis do universo tradicional e do universo 2099.

 Uma das Capas de Exilados durante a Turne Mundial.

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  • Lucas cantino

    valeu pela matéria,sou um fã até hoje do Universo 2099 e estou relendo as revistas do velho von doom(graças a essa época eu o escolhi como meu personagem favorito)

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