Matinê (Marcelo Costa e Magno Costa)

HQs terça-feira, 03 de abril de 2012

Um brando de traficantes tem sua rotina interrompida pela chegada de um misterioso homem vestindo preto. Balas voando, drogas alucinógenas e um “luchador” mascarado em uma história simples e direta sobre os bons filmes de ação. Matinê tem como inspiração o bom e velho cinema de ação e aventura, com uma pitada de sangue e humor como tempero.

Eu nunca tinha ouvido falar em Matinê, e tampouco em Marcelo Costa e Magno Costa – que, diga-se de passagem, são gêmeos – até umas semanas atrás. Em uma tentativa de sair da minha “zona de conforto” de heróis e vilões, junto com uma vontade de explorar obras nacionais, me aventurei pela Comix em busca de algumas HQs diferentes. Sem procurar reviews, críticas ou quaisquer referencias, fui selecionando uma, duas, quatro, sete, dez obras, levando em conta mais o preço que o conteúdo. Assim, conheci Matinê meio que por acaso e sem muita empolgação, já que a sinopse oferecida pelo site não é lá aquilo tudo. O motivo que me levou a comprar ela – fora o preço relativamente barato – talvez tenha sido o fato de a capa me lembrar, de alguma estranha maneira, a obra Bando de Dois, do Danilo Beyruth.

 Isso não é a capa, seu besta.

HQ em mãos, e uma cagada depois, eu terminei a leitura. Veja bem, esse já a primeira coisa que achei boa nesse gibi: Ela é do tamanho de uma boa cagada. Com suas 30 e poucas páginas e diálogos pequenos e diretos, ela se transforma numa leitura ideal para o seu momento no troninho. Por falar em páginas, a impressão é boa e o papel é de qualidade. Digo, é de qualidade para a impressão, leitura, tinta e blábláblá, não para limpar sua bunda, que fique claro.

A história é bem direta e cheia de ação. Como ela faz breves referencias a alucinações, talvez eu devesse ler ela chapado, para pegar o feeling da coisa, mas cagar chapado não me pareceu uma boa ideia. O traço, que é muito bom, me lembrou um pouco Beyruth e Moon & Bá, e as cores – ou a falta de – e os quadros – que tem uma sequência fantástica – me fizeram ambientar um curta metragem na minha cabeça enquanto eu fazia força para me livrar de um almoço exagerado de pimenta. O final é uma surpresa agradável e engraçada, e até faz você reler a história procurando elementos que justifiquem o mesmo.

 Ele perdeu os zóio, cara.

Depois de ler, procurei um pouco mais sobre os autores e a obra. Matinê é uma HQ independente e teve Marcio Moreno como convidado especial. Segundo os próprios autores, a história se inspirou nos filmes da ação, e isso é bem visível durante a leitura. Os quadros ajudam a ambientar a ação, os ângulos, a movimentação e a velocidade das cenas, transformando essas páginas em um divertido filme com sangue, ação, humor e peitos. Arrisco dizer que com os diálogos certos até se passaria por algo do Tarantino. De qualquer forma, Matinê é uma ótima HQ, e custou só 10 dinheiros. Bom invesimento.

Matinê


Matinê
Lançamento: 2011
Roteiro: Magno Costa
Arte: Marcelo Costa, Magno Costa e Marcio Moreno.
Número de Páginas: 32
Editora: Independente

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