Leitura Comentada: O Nome da Rosa, de Umberto Eco (Parte 2)

Livros sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Pois bem, dando continuidade ao projeto, finalmente cheguei ao terceiro dia, que é muito mais legal que o segundo que é bem mais legal que o primeiro… Não que monges mortos sejam legais, mas é que… Ah, foda-se.

 Zóclos.

Pois então, o primeiro capítulo termina e finalmente a história começa de verdade: Venâncio de Salvamec é encontrado morto, enfiado de cabeça para baixo no tonel cheio de sangue de porcos. Pois é, eu disse que ficava mais legal. Entre investigações, debates sobre o riso e sobre venenos, nos damos conta de que o mosteiro não é um lugar onde, de fato, hajam “irmãos”: Um está sempre esperando o melhor momento para furar os olhos do outro, seja insinuando, relatando ou dissertando acerca das proezas divinas e como é legal enriquecer em nome de Deus.

No meio disso tudo, sabemos mais sobre a vida de alguns dos monges, bem como sobre o mosteiro em si e, principalmente, sobre a biblioteca, que no fim das contas é tudo que importa. Aliás, o monge Alinardo, o mais velho no mosteiro, é um dos personagens mais legais, mesmo que apareça pouco. Tomando todo o final do segundo dia, temos a narração de como é a biblioteca, que não supreendentemente é também um labirinto, e porra, que troço legal. Digo, a narrativa, não o labirinto: As cenas do filme passam longe de serem tão legais quanto os parágrafos acerca dos livros, as descrições e as loucas aventuras dessa turminha do barulho o que Guilherme e Adso acham por lá (E olhem que estou me esforçando para não dar tanto spoiler…).

Como disse alí em cima, o terceiro capítulo é o mais legal até agora: Um outro monge, Berengário de Arundel, ajudande do bibliotecário (E um dos que mais tem enchido o saco), está desaparecido desde o dia anterior. Entre encheções de lingüiça com trema, porque eu sou rebelde e contextualiações históricas por parte de Salvatore (O Hellboy), descobrimos que Guilherme finalmente decifrou uma mensagem deixada por Venâncio (O cara do tonel de sangue), que dá uma luz (Ou quase…) no mistério todo.

Não parece tão legal? Então tá: Guilherme e Adso descobrem um meio de superar o labirinto que é a biblioteca, descobrimos a história de frei Dulcino, um herege que matava gente da igreja e organizava bacanais, sabemos que haverá um encontro entre gente importante da igreja, para discutir se é ou não bom que a igreja seja rica, bem como a vinda de Bernardo Gui, um inquisitor que Guilherme odeia e, para coroar a coisa toda, Adso conta como ele comeu uma molér… Acho que cês se interessaram agora.

 Coisa linda de Deus.

E como o terceiro dia ainda não acabou, Guilherme e Adso resolvem dar um rolê por aí e descobrem o que caralhos aconteceu com Berengário: Nu, morto, inchado e devidamente feio, afogado numa das “banheiras” da casa de banho. E sim, o capítulo termina assim… Maldita influência das novelas.

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  • Lucas

    O padre cego é o assassino. O livro desaparecido é a comédia de Aristóteles.

  • Loney

    É, eu sei, a resenha do filme é minha.

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