Leitura Comentada: O Nome da Rosa, de Umberto Eco (Parte 1)

Livros segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Como sou vagabundo e inocente, decidi ter uma nova ideia: Pegar um livro famoso e ligeiramente grande e ao invés de lê-lo e fazer uma resenha, ir lendo aos poucos e fazendo textos de tempos em tempos, falando sobre minhas impressões de cada parte do livro… Falando assim soa complicado, mas é bem fácil na real e me dá material pra vários textos, e o primeiro (E provavelmente último) escolhido foi O Nome da Rosa do Umberto Eco.

 Eçe merrrmo.

Então, sendo este o primeiro post (Devem ser entre 4 e 7), nada mais justo que falar um pouco sobre a obra em si: Foi lançada em 1980 e tornou o tio Eco famoso no mundo todo, tendo sido adaptado para o cinema em 1986, com o Sean Connery no papel principal.

O livro conta a história de Guilherme de Baskerville, um frade franciscano, e seu noviço/serviçal/ajudante/aluno Adso de Melk, que é beneditino, e que é quem narra a história toda. Para resumir a história, Guilherme e Adso vão para um mosteiro no norte da Itália, para investigar a morte de vários monges, e entre várias RODADAS DE SUCO PRA GALERA AAAAAAAAAAEEEEEEEEEEEEEEE, se perguntam o que é a vida, o que pode e o que não pode, se foi o capeta ou não e o que caralhos acontecia para tantos monges morrerem.

A obra é dividida em sete dias, e estes são divididos em horas (Que formam os capítulos), além de prólogo e epílogo. O livro na verdade começa com a narração “Um manuscrito, naturalmente”, em que o autor diz que na verdade o livro se origina de uma outra obra (A que teria sido escrita por Adso), e que ele meramente a traduziu, cês sabem, pra dar aquele ar de “será que foi verdade”.

A primeira coisa que me chamou atenção foi a estrutura dos períodos, não sei se por mérito do Umberto Eco ou de quem traduziu, mas a questão é que é bem mais legal por ser mais difícil (Principalmente por causa da pontuação). Além disso, há vários e vários trechos em latim, italiano, alemão e provavelmente aparecerão mais conforme a leitura avance… O único detalhe é que nenhuma delas tem tradução, então é um “foda-se” pra leitor preguiçoso mesmo (Na edição que estou lendo não tem, nas mais recentes já não sei).

 Olha o Hellboy antes de dormir na praia (Se fodam aí com a piada ruim).

Até agora, li o primeiro dia apenas, que porra, é a introdução, então não vai falar muita coisa. Narra-se a chegada de Guilherme e Adso ao mosteiro, apresenta-se os personagens, expõe-se o começo da trama bem como dos problemas que ainda vão acontecer. De forma simples, não há muito o que falar até agora, já que nada realmente interessante aconteceu.

Outra parte legal do livro são as descrições, não dos personagens, mas dos locais, como a Abadia, a cela, o scriptorium (Onde os monges copiam, traduzem e leem os livros) e o mosteiro como um todo, com detalhe para a entrada da Abadia, digna de uma leve viagem na bisavó do LSD tou mandando muito bem nas piadas hoje.

Por fim, a última coisa que posso dizer por agora é o óbvio embate entre a fé e a razão. É meio estranho ver Guilherme de Baskerville afirmando veementemente que “máquinas voadoras” seriam o próximo passo da evolução do homem porque os desígnios de Deus permitem que o homem use a ciência… Em pleno século XIV. Para resumir, ao menos por enquanto o livro parece ser melhor que o filme oh, novidade, mas esperemos até semana que vem para decidir isso… É no segundo dia que as coisas começam a ficar legais de verdade.

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