Já assistiu o reboot de DuckTales?

Televisão segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Láááá em 1987 a tia Disney lançou um de seus melhores desenhos: DuckTales: Os Caçadores de Aventuras. O treco durou quatro temporadas e teve um filme pra TV e era FODA. As histórias eram legais, sem aquele monte de baboseira que normalmente tem na Disney: Os personagens faziam coisas interessantes, exploravam locais novos, personagens pouco conhecidos eram utilizados… DuckTales era bom porque era divertido. E bem, lá em 2017 decidiram reviver a parada.

Eu duvido muito que tenha assistido todos os episódios da série original porque né, do jeito que a exibição era (E ainda é) no Brasil, metade da parada era transmitido em repetição eterna e o resto jamais chegava por aqui. Seja como for, o treco ficou na minha cabeça por esses anos todos, então foi com grata surpresa ver que a série iria ser trazida de volta… Surpresa e certo receio. Acabou que a nova série foi (E é) um reboot da original, mudando a história e os personagens em vários pontos, mas véi… Que bom que é assim.

Apesar de tudo que a série original faz bem, ainda eram os anos 80 com uma limitação de recursos pra fazer a parada… O DuckTales original não é nem tão original assim em suas ideias e nem tão bom na execução delas. Muito pelo contrário, é repetitivo, clichê, óbvio e, tantas e tantas vezes, até meio estúpido do jeito que só os desenhos dos anos 80 conseguem ser. A série de 2017 vai por um caminho bem diferente.

Sim, é tia Ivete.

Primeiro que a série tem um valor de produção BEM melhor, tanto pelo investimento quanto pelo próprio avanço tecnológico, e segundo, e muito mais importante, que desta vez há atenção aos personagens e às suas histórias, e isso faz toda diferença. O treco está atualmente em sua terceira e última temporada e deve encerrar esse ano, mas além dela própria já tem curtas, gibis, livros e, claro, um monte de merchandise, porque a Disney ainda é a Disney. Ainda assim, enquanto série original é sobre aventuras, o reboot é sobre os personagens. Não só Huguinho, Zezinho e Luisinho têm personalidades únicas ao invés de ser o mesmo personagem colorido diferente (Lição aprendida lá com o Quack Pack, que era maneiro também), como a série explora cada personagem e as relações entre eles: A primeira trata da relação do Pato Donald com o Tio Patinhas, a segunda trata da Dumbela Pato, a irmã do Pato Donald e a terceira finalmente reúne a família tal qual esta seria antes dos eventos da série.

Aliás, taí a parada: A série é ótima em fazer o revival de um monte de personagem que tava largado e nunca foi realmente aprofundado antes, de forma semelhante ao qual a série original já fazia, só que melhor. A quantidade de crossovers (Com o Darkwing Duck, com o Zé Carioca, com o Tico e Teco, o próprio Pateta) é ridícula, pra não falar nos easter eggs… Mas eles ocorrem de forma natural, de modo a criar uma narrativa coesa, dando vida ao universo… Cara, a série começa com o Pato Donald conhecendo e encontrando a Margarida! O troço se dá ao trabalho de fazer jus aos últimos 30 anos de histórias que a Disney criou e, numa forma geral, largou de lado. E mais que isso, apesar de ser uma série infantil ela não se furta a oportunidade de tocar em temas complicados só por isso.

Pra variar a exibição no Brasil tá meio bagunçada, e mesmo lá fora ela teve suas reviravoltas, e eu não sou grande fã da dublagem por aqui, mas numa forma geral tá bem mais tranquilo acompanhar a coisa atualmente que lá em 87. É muito legal ver tanto os personagens originais pra série de 87 retornando quanto ver velhos conhecidos da Disney finalmente sendo utilizados de forma interessante, mas a grande graça da série é realmente a núcleo principal… É uma série pra quem conhece Disney, e feliz ou infelizmente eu tô nessa desgraça de categoria. Ainda assim, se não é a tua praia, DuckTales continua sendo uma série de aventura, sem frescuras de princesas e finais felizes, com personagens legais e, mais importante que isso, que não trata o público feito idiota. Por mais divertido que seja caçar referências, a série se sustenta perfeitamente por si mesma, tanto sem precisar da original (Ou o resto do universo Disney) quanto sem te forçar a acompanhar os outros trecos derivados dela: Tá tudo bem assistir o DuckTales de 2017 e desligar a TV logo em seguida… Mas cê provavelmente vai querer maratonar a parada mesmo assim.

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