Golpe Baixo (The Longest Yard)

Filmes bons que passam batidos terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Calma, calma, calma. Não é o filme do Adam Sandler e do Todo mundo odeia o Chris Rock. Bem, em partes é sim, já que o filme da dupla cômica é um remake (O original é um filme de 1974) do filme que mostrou Burt Reynolds para o mundo.

Acho que todo mundo já conhece a história de Paul Crewe, que como dito, foi interpretado por Adam Sandler no filme de 2005. Bom, se você não conhece, um pequeno resumo: Crewe (Burt Reynolds) é um ex-astro da liga profissional de futebol americano marcado por ter vendido um jogo, e que é preso por dirigir bêbado e bater em um policial. Ele é transferido para um presídio no fim do mundo somente porque o diretor de lá, Warden Hazen (Eddie Albert) queria que o time dos policiais, liderados pelo Capitão Knauer (Ed Lauter), fosse campeão nacional de futebol amador, e Crewe treinaria o time de dententos contra o time dos guardas.

A verdade é que a história é boa, mas fica “boba” pelo excesso de comédia inserido no filme atual, como em todo filme de Sandler. Golpe Baixo de 1974 consegue se salvar justamente por ser um filme mais maduro, e com carga dramática muito maior, ainda que em alguns pontos ele caia na comédia. É interessante também ver que o filme de 2005 reproduz algumas cenas exatamente idênticas ao do original (E eu acho essas as melhores partes do filme), porém, quando tentar inserir algo de novo, acabar por desbalancear o roteiro e manequeizar a história.

 “Você quer jogar futebol? Vai ser contra os guardas.”

Bom, agora vamos o que o filme tem de melhor: Futebol Americano. Eu não sei vocês, mas eu adoro futebol americano (E bem antes da modinha atual). O fato é que com as transmissões da ESPN, toda publicidade que o Superbowl gera, o futebol americano vem entrando cada vez mais nos lares brasileiros. Então, podemos dizer que o jogo dos dententos versus oficiais é o ponto alto do filme que aqui é tratado. São exatos 47 minutos em que a partida é desenvolvida de forma magnífica. O diretor Robert Aldrich, nessa parte específica, se sai muito bem. Ele utiliza de enquadramentos que transmitem o campo de visão dos jogadores, assim como das jogadas. Outras técnicas interessantes utilizadas pelo diretor são montagens com as diferentes reações do público, dos jogadores, narradores e etc no mesmo quadro. E não para por aí, o diretor também utiliza muito bem o slow motion e o movimento de câmera de forma acelerada para transmitir o realismo de cada jogada. O jogo é um verdadeiro show para todos nós. Sério, é uma das melhores sequências esportivas que já vi.

 “Is that I’m talkin’ about!”

Várias das sequências famosas são representadas exatemente iguais nos dois filmes, como a que um dos jogadores grita que quebrou o nariz, os travistis na torcida, e quando o encarregado rouba as fichas médicas dos oficiais. Acaba que ao final, tendo visto os dois filmes, dá para analisar quais os pontos em comum contribuem para que a história funcione e quais não. O mesmo pode ser feito para as atuações, direção e etc. Daí você decide qual é o melhor.

Golpe Baixo

The Longest Yard (121 minutos – Drama)
Lançamento: Estados Unidos, 1974
Direção: Robert Aldrich
Roteiro: Albert S. Ruddy (história), Tracy Keenan Wynn
Elenco: Burt Reynolds, Ed Lauter, Eddie Albert, Michael Conrad, James Hampton

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Antes de comentar, tenha em mente que...

...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • Curto muito os dois filmes e curto mais ainda o “Mean Machine” adaptação inglesa do original trazido pro futebol com o Vinnie Jones e o Jason Statham. 

  • João

    Caramba, eu sou a única pessoa do mundo que curte os filmes (só os antigos mesmo) do Adam Sandler?
    Esse e Click são meus favoritos dele.

  • Arthur Arantes Souza

    Mean Machine é mais legal, porque é com futebol de verdade! 

  • manu

    q porra nao tem o resumo inteiro

  • Aqui não é site de lição de casa não, jovem

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