First World Problems: Games (Ou “Sai desse jogo que você é muleque”)

Games quarta-feira, 06 de agosto de 2014

Título em inglês pra ficar ainda mais babaca: Tem já umas semanas desde que a summer sale do Steam acabou, e comprei vários jogos, Noir Syndrome foi um deles, e um dos cinco que joguei desde então: SpaceChem, Vector, Super Amazing Wagon Adventure e Dishonored… E nenhum deles me deu vontade de jogar.

Não, não é culpa dos jogos. Noir Syndrome pode ser uma diversão rápida ou um desafio de verdade; Vector é um jogo de celular, de parkour, que eu gostei ao ponto de comprar a versão pra PC; SpaceChem é uma porcaria; Super Amazing Wagon Adventure é um troço bem diferente, em que cada vez que você joga é uma história diferente, e eu não cheguei nem próximo de ver tudo que o jogo tem; e Disnohored é bem melhor do que eu esparava: Tem uma história legal, uma boa duração, vários e vários extras, missões paralelas e o caralho… É infinitamente mais legal jogá-lo do que pode parecer por algum vídeo ou alguém falando sobre.

E, ainda assim, não tenho saco pra jogar nenhum deles. O único que continua instalado é Dishonored, mais pela minha falta de vontade em desinstalar os mais de 13 giga do troço do que qualquer outra coisa. Aliás, larguei um dos DLC’s do jogo pela metade, do mesmo jeito que larguei Dead Space bem no começo também. Eu simplesmente não quero jogá-los… Na real, eu não quero jogar nada.

E o pior é que tenho várias outras opções aqui, aliás, devo ter umas vinte opções aqui, e jogos que sempre quis jogar: Rayman Legends, o primeiro Assassin’s Creed, Metro: Last Night… Larguei Metro 2033, que iria jogar de novo, pra ir pra continuação. São jogos que eu gosto, jogos que sempre quis e que paguei (Ainda que mais barato) para tê-los, e que agora estão juntando poeira virtual.

Isso nunca aconteceu antes, eu juro.

Não sei como explicar; não tenho uma desculpa. Jogo desde criança, já joguei as mais váriadas coisas, nas mais variadas plataformas. Sei que ainda gosto disso… Ou pelo menos acho que gosto: A verdade é que já tem anos que estou afastado dos portáteis e dos consoles, talvez eu tenha enjoado de jogar no computador. Já fui muito mais ligado nos joguinhos online que atualmente, mas nos últimos tempos tenho jogado-os mais e me divertido mais com eles do que com jogos “normais”. E não é culpa do tipo e estilo de jogo: Os cinco alí em cima são bem diferentes entre si.

Aliás, eu mal tenho jogado no celular também. Não que eu leve jogos pro celular à sério: Pra mim eles nunca serão uma plataforma “de verdade”, serão sempre ocasionais, daqueles que você joga enquanto está na fila do banco. Só que, tal qual os jogos joguinhos online, tenho tirado mais diversão deles do que dos outros, mesmo jogando pouco.

Minha vida gamer que merda ein tem estado bem sem graça nos últimos anos. Meu PS2 é quase um artigo de museu, sei que se eu abusar muito ele pode quebrar, e dessa vez sem recuperação. Já faz anos desde a última vez que joguei um Pokémon, e quando tentei, mais de um ano atrás, perdi o save e toquei o foda-se. Tem quase uma década desde a última vez que mexi com algum emulador. Não tenho empatia nenhuma pelo DS, e muito menos pelo Vita. Um PS4 ou One agora não vale à pena, e o PS3 e o 360 ainda não são a grande barganha que algumas pessoas falam. E tem o Wii U, mas é o Wii U.

 Olha essa porcaria e me diz se dá pra levar à sério.

É estranho pensar que uns anos atrás eu acompanhava ao menos as principais novidades, debatia consoles… Reclamei pra caralho das primeiras notícias do One, provavelmente aqui no Bacon também, e agora não tenho sequer vontade de abrir um jogo que me dei ao trabalho de baixar, instalar e jogar até o final. Não sei o que dizer, e ainda pior, não sei o que fazer: Os jogos estão aqui, só não tenho motivos para jogá-los.

É meio idiota dizer que já sei o que me espera (Caso os jogue), porque nunca é exatamente verdade, e tem jogos aqui que são completamente diferentes de outras coisas que já joguei. Mas, ainda assim, nenhum deles me passa aquela sensação de novidade, aquela coisa inédita, que te faz virar a noite jogando e acordar cedo pra jogar mais. Talvez eu precise de um controle novo, ou um jogo novo, talvez precise dar um tempo dos jogos, “repensar o relacionamento”… O quão estranho seria se o que me devolvesse a vontade de jogar fosse um Call of Duty qualquer?

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