Eternos — Review (sem spoilers)

Cinema terça-feira, 09 de novembro de 2021

Pensaram que eu não vinha? Eternos é o filme mais controverso do MCU até agora, com atuais 49% no Rotten Tomatoes (E caindo), 17 pontos percentuais abaixo de Thor: O Mundo Sombrio (2013). Não dava para eu ficar de fora. Será que o filme da diretora premiada Chloé Zhao é tão ruim assim? O que explica esses reviews? Vem comigo e descubram (Talvez). Review sem spoilers, em respeito aos que ainda estão vigiando o distanciamento social. Lembrando que o filme tem 2 (Duas) cenas pós-créditos, das quais não falarei aqui. Let’s go.

Caso você tenha lido meus reviews de Viúva Negra e Shang-Chi, talvez não seja uma surpresa que eu queria algo diferente para variar. Viúva Negra foi um clássico filme marvelesco, abrindo mão de fazerem um verdadeiro Jason Bourne feminino, enquanto Shang-Chi conseguiu ser diferente o suficiente (Na medida do possível) para me deixar contente com o resultado. E Eternos?

Eu diria que é de longe o filme mais diferente e quiçá o mais interessante que o MCU produziu até agora. Porém, não é um filme perfeito. Como um crítico disse, é o filme mais interessante do MCU, e o menos interessante da Chloé Zhao. Admito que só vi Nomadland (2020), que achei muito bom, apesar de imaginar que muita gente tenha dificuldade em gostar dele por meio que ser um filme sem “história” (Uma crítica boba, do meu ponto de vista, mas deixemos essa discussão para outra hora).

O ritmo do filme é bem diferente do padrão Marvel, lento em sua maior parte, porém não muito consistente. Um ponto muito positivo é o uso de gravações com cenários reais, fugindo da mesmice do green screen. Isso fica bem evidente mesmo que você não se ligue muito nesse tipo de coisa, porque a aparência do filme fica outra, mais natural, menos saturada.

Em relação ao plot, não é o mais original que eu já vi (Algumas pessoas até apontaram similaridades com outro filme do MCU), mas também consegue sair um pouco do lugar comum. O que me incomoda é a escala da coisa, que eu acho que tá batida não só no universo dos super-heróis, como em vários outros filmes hollywoodianos de hoje em dia. Fazer o quê, é o que tem pra hoje.

“Tá bom, Smith, o filme não é o mesmo arroz com feijão do MCU, mas o que ele É?” Olha, é uma história bem ambiciosa, apresentando 10 personagens novos de uma vez, sem maiores conexões com o resto do universo (Para mim, outro aspecto positivo). Apesar das mais de 2 horas e meia (É mais longo que Guerra Infinita, 2018), é natural que nem todos do elenco são explorados o suficiente. Os atores em si não decepcionaram. Sobre a duração, pessoalmente não me pareceu arrastado, mas certamente há quem discorde.

De fato, alguns dos dez poderiam ter sido completamente removidos da trama sem alterar muita coisa (E olha que quase teve mais dois Eternos). Há também quem tenha criticado alguns dos personagens por não serem interessantes o suficiente. Não acho que tenha sido o caso, mas fica aquela vontade de explorá-los mais. Isso na verdade se relaciona com outra questão do filme: Tem muita coisa acontecendo, e parece que o produto final não é de todo coeso.

 Essa foto não tem muita relação com o resto do review, mas como deixar de fora?

Pelo score do RT, é chover no molhado falar que muita gente não gostou do filme. Alguns ficaram com uma fala do Kevin Feige de anos atrás sobre a possibilidade de ser indicado ao Oscar na cabeça e essa expectativa não se justificou. O que não quer dizer muita coisa, Esquadrão Suicida ganhou um Oscar, de Melhor Maquiagem (O de 2016 que todos queremos esquecer, não “O” Esquadrão Suicida desse ano do James Gunn). Eu nem ficaria surpreso se Eternos ganhasse alguma indicação, não de Melhor Filme ou Diretor, quem sabe para Efeitos Visuais.

Pessoalmente, curti. Não é o de sempre do MCU, o que para mim que já estou começando a questionar se faz sentido acompanhar com tanto afinco uma série de mais de 25 filmes é um alívio. A verdade é: O resultado é algo entre um filme da Marvel e um filme da Chloé Zhao. Não é inteiramente nem uma coisa nem outra, e sim um meio termo. Dito isso, eu gostaria de ver uma sequência dirigida pela Zhao, agora mais experiente com um blockbuster desses.

Eternos é o último filme do MCU sem ser uma sequência pelos próximos 7, de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (Agora em dezembro) até Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (2023). E olha que o único filme confirmado não-sequência é o segundo reboot do Quarteto Fantástico. Na telinha, antes do Cabeça de Teia, ainda temos Gavião Arqueiro estreando 24 de novembro.

Já falei que aparentemente vai ter uma série para a bruxa coadjuvante de WandaVision? Acho que falo por todos quando pergunto: Por quê?

Talvez eu volte aqui para Hawkeye, talvez para o Peter, o Parker e o Spider-Man, ou talvez eu tome vergonha na cara e arrume um emprego com CLT. Abraços.

Smith aparentemente tá precisando de um emprego, mas tem dinheiro o suficiente pra ir no cinema. Vai entender. Quer dar um pitaco no Bacon? Esteja a vontade, camarada.

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