Drive

Cinema quinta-feira, 01 de março de 2012

 Ryan Gosling interpreta neste filme um piloto profissional que trabalha em cenas de perseguição de carros em Hollywood. Além disso, ele usa sua habilidade e precisão no volante como motorista em assaltos. Dentro do seu mundo solitário ele conhece Irene (Carrey Mulligan), cujo marido sairá da prisão em poucos dias. Disposto a ajudar essa família a pagar uma antiga dívida, ele se dividirá entre usar todas as suas habilidades para salva-lá ou embarcar em uma fulminante paixão.

Se alguém fala que vai assistir um filme chamado Drive, que é sobre um piloto de fuga de crimes, que também é mecânico e dublê, cê logo pensa num filme de ação, certo? E que haverão muitas cenas de perseguição, carros e o escambau. Pois bem, apesar de haver esse tipo de cena, elas não são maioria. O filme pode até atrair os amantes de carro [Feito eu], mas definitivamente não é o tipo de filme que se baseia apenas nos bólidos. O talento do protagonista [Que não tem nome, e eu só fui notar agora, procurando por um, veja só você como o filme te envolve sem forçar] é dirigir. Ou seja, ele toma decisões rápido, baseado no que acontece, mas também sabe definir rotas e solucionar problemas quando eles brotam. Além de botar uma banca foderosa.

Mas é claro que o filme não se desenrola somente na habilidade do rapaz de dirigir. Isso seria muita testosterona e pouco cérebro, e eu acho que já falei que o filme não se trata disso. Apesar de não faltar testosterona. Porra, a primeira cena mostra o quão foda o cara é, e ele nem se esforça muito pra isso. Afinal, ele cumpriu com o prometido, se você não soube aproveitar, pau no seu cu. Mas isso não é importante [Mentira, é importante pra caralho], o importante é que ele, como todo bom moço, acaba se envolvendo sem querer e fodendo tudo.

 Não foi ela quem ele fodeu. Quer dizer, não do jeito que você tá pensando.

Ele tava lá, de boa, vivendo a vida de merda dele [Que dava pra notar que tava uma merda pela feição no rosto dele, que não muda nem por um caralho veiudo enfiado na bunda do desgraçado], até que, por um acaso do destino, ele conhece a vizinha. Que, por sinal, é altamente comível. E tem um filho, ou seja, é MILF. Ele acaba se envolvendo e tal, só que o pai do moleque é um presidiário, e [ADIVINHA] ganha liberdade condicional. Só que tá devendo pra máfia, ou seja, ele toma um piau e tem a mulher e o filho ameaçados. O que o nosso protagonista sem nome faz?

 O que ele faz melhor: Pensar num carro parado na garagem.

Ele se propôe a ajudar o marido da muié que lhe interessa, pra evitar que fodam com ela. Só que dá uma merda gigantesca, e nada sai como o esperado. E ai tá a graça do filme. Por mais que a premissa seja batida, o modo como ele se desenrola é muito perspicaz. O cara, que era mais frio do que um pinguim dentro de uma geladeira na Antártida sem blusa, mostra à que veio e sai por ae tocando o terror, pra livrar sua amada de ser estuprada por uma gangue de babuínos pelados. Ou algo assim.

 Mas também, uma tetéia dessas, até eu.

O legal mesmo é que a resolução do final, além de não ser tão previsível, não fecha com o filme. Ou seja, cê não sabe o que realmente aconteceu, o que é legal, ao mesmo tempo que é uma filha da putagem do caralho, já que você pode “escolher” o seu final, ou seja, acreditar no que você quiser. Mas ao mesmo tempo, cê fica puto porque cê não tem certeza do que aconteceu. Mas, mesmo assim, é um belo filme. Que me deu vontade de ser piloto de fuga. E não tem como algo que me dá vontade de dirigir ser ruim.

Drive

Drive (100 minutos – Drama)
Lançamento: EUA, 2011
Direção: Nicolas Winding Refn
Roteiro: Hossein Amini, baseado em livro de James Sallis
Elenco: Ryan Gosling, Christina Hendricks, Ron Perlman, Bryan Cranston, Carey Mulligan, Oscar Isaac, Albert Brooks

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