Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off)

Bogart é TANGA! domingo, 21 de junho de 2009

Depois de séculos sem atualização, cá estamos nós de novo com o BéT. Aposto que vocês quase nem se aguentaram de saudade. Ou não. Enfim, semana passada foi o meu aniversário e resolvi me dar de presente a resenha de um dos meus filmes favoritos ever. Ei-la:

Ferris Bueller. Dotado de um senso mágico de descobrir coisas por acaso, ele é um modelo para todos aqueles que se levam muito a sério. Um cara que sabe o valor de um dia de folga. Curtindo a Vida Adoidado conta as aventuras de um jovem, Ferris (Matthew Broderick). Num dia de primavera, quase no fim do último ano no colégio, Ferris vê-se preso de um incontrolável desejo de largar a escola, ir para o centro da cidade de Chicago, juntamente com sua namorada (Mia Sara) e seu melhor amigo (Alan Ruck), para passear, experimentar um dia de liberdade, e mostrar que com alguma engenhosidade, um pouco de coragem e uma Ferrari vermelha, a vida pode ser uma aventura aos 17 anos!

(Quem escreve as sinopses das contra-capas dos DVDs? Pelamor…)

Sabe aqueles dias que você abre as cortinas do quarto, vê um dia perfeito mas sabe que nem vai poder aproveitar? É num desses que Ferris decide que, qual o que, vai aproveitá-lo sim, senhor. Assim sendo, ele se faz de doente e consegue a permissão dos pais pra faltar na escola. Assim que os dois tontos saem de cena, Ferris começa a falar com o público (é, você!) e em 3 minutos dá uma lição simples de como matar aula. No caminho pro banho o cara faz um monólogo genial sobre escola, carros, política e Beatles. Um dia eu tentei anotar algumas das coisas mais legais que ele falava, mas quando vi que já tava quase no meio do filme e eu não parava de escrever, resolvi deixar pra lá pelo bem do meu pulso.

Sem carro e doido pra… curtir a vida adoidado, Ferris liga pro melhor amigo, que também tá matando aula e faz chantagem emocional pro cara ir lá busca-lo. Só que Cameron é um hipocondríaco incurável e realmente acredita que está a beira da morte, ao que Ferris responde “você não está morrendo, só não consegue pensar em nada melhor pra fazer”. Então os dois se juntam pra tirar a namorada de Ferris da escola também e pra isso matam a pobre da avó moça. Afinal, quem nunca matou a vó pra justificar alguma coisa? O problema é que Cameron se enrola um pouco enquanto se fazia passar por pai de Sloane, a namorada do Ferris, daí os meninos são praticamente obrigados a pegar emprestada a Ferrari do pai do Cameron.

 Ô lá em casa…

Ok, eles não são obrigados, mas o que interessa é que esse é O carro e se torna um dos personagens principais da trama. Eles buscam a moça na escola e partem pro centro de Chicago. O que eles fazem? Difícil é dizer o que eles NÃO fazem. Eles sobem no prédio mais alto do planeta, batem um papo mímico com corretores da bolsa, vão num jogo de baseball, almoçam num restaurante francês trés chic, passeiam num museu e participam de uma parada alemã. Tudo isso com o diretor do colégio e a irmã de Ferris putos procurando o rapaz, doidos pra acabar com a alegria do moço.

Acho praticamente impossível que alguém aqui não tenha visto esse filme, já que se trata de um dos queridinhos da Sessão da Tarde. Ou tratava, pelo menos, já que a Globo tem o poder de caçar e executar cada uma das coisas que prestam na programação, então tem até um tempinho já que não escuto falar dele na TV. Se bem que tem séculos que eu não assisto a Globo a tarde. Mas enfim, acho que ouviria o nome “Curtindo a Vida Adoidado” a quilometros de distância. E eu tenho o DVD mesmo, então tô nem aí. Aliás, tenho DOIS. Não perguntem.

Aí cês me perguntam: o que tem de clássico nesse filme? Não é uma super produção, não tem sexo, drogas ou rock’n’roll violência. Conta uma história pra lá de simples. Então por que tanta gente (incluindo os dois colunistas de cinema dessa bagaça) o glorifica tanto? Exatamente por ser tão simples. Dizem que o filme tem atenção especial da geração 80, mas a verdade é que ele é condizente com a realidade de qualquer década. Ferris é um anti-héroi, um rapaz que burla o sistema com um intuito não exatamente nobre, pelo menos a princípio. Mas a verdade é que ele faz o que todo mundo sonha, e deveria de fato fazer: roubar uma Ferrari tirar um dia de folga só pra se divertir.

 “E aí, bora viver um pouco?”

Os personagens são extremamente bem construídos e eu precisaria de um novo texto só pra falar especificamente de cada um, então nem vou começar. O roteirista e diretor John Hughes (do Clube dos Cinco, também ótimo) se superou ao contar a história de um cara que agrada quase todo mundo, dos mais malucos aos mais certinhos, exceto pelos mal-comidos invejosos. As cenas com o diretor Ed Rooney e com a irmã de Ferris, Jeannie (Jennifer Grey, de outro clássico dos anos 80 – Dirty Dancing) são um espetáculo a parte dentro do filme.

Eu realmente poderia passar horas falando desse filme, mas acho que por hoje tá bom. Até porque um texto só não é suficiente pra falar decentemente de cada ator, personagem, trilha sonora e por aí vai. Aguardem a parte II. Essa foi só pra dar um gostinho.

Porque a vida passa bem depressa. Se você não parar e dar uma olhada de vez em quando, você pode perde-la.

Curtindo a Vida Adoidado

Ferris Bueller’s Day Off (103 minutos – Comédia)
Lançamento: EUA, 1986
Direção: John Hughes
Roteiro: John Hughes
Elenco: Matthew Broderick, Alan Ruck, Mia Sara, Jeffrey Jones, Jennifer Grey, Charlie Sheen, Ben Stein

Leia mais em: , , , ,

Antes de comentar, tenha em mente que...

...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

confira

quem?

baconfrito