Cinzas do Passado Redux (Ashes of Time Redux)

Cinema quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Cinzas do Passado é inspirado nos personagens do romance The Eagle-Shooting Heroes de Louis Cha. O filme gira em torno de um homem chamado Ouyang Feng. Desde que foi rejeitado pela mulher que amava, Ouyang vive no deserto do oeste contratando espadachins habilidosos para realizar assassinatos de aluguel. Seu coração ferido o tornou impiedoso e cínico, mas seus encontros com amigos, clientes e futuros inimigos o fazem ter consciência da própria solidão…

É, a vida não é feita só de filmes clássicos ou blockbusters.

Esse é daqueles que o Pizurk deveria pagar uma Guiness, em pint duplo, para compensar as duas horas de agonia que passei.

Na real, nem passei por muita agonia, Cinzas do Passado quase se torna o que convenhamos chamar de trash – aquilo que, de tão ruim, é bom – mas nem isso consegue.

 “Há mil guerreiros atrás de mim sedentos por sangue”

Vamos a história meio xarope do filme.

Ouyang Feng é um terceirizador (existe essa palavra?) de mercenários. Se você tem um problema e quer dar fim ao problema, então você procura Feng, que procurará um espadachim, que dará jeito ao seu problema.

Simples assim. Todo mundo ganha, menos o problema, claro.

Ciclos solares

A história gira em torno disso, da agonia de Feng, que abandonou a mulher, que acabou casando com seu irmão mais velho, e das pessoas que o procuram para matar as pessoas que desejam.

 “Rayden Wins – FATALATY!”

Tudo é contado de acordo com os ciclos solares chineses – uma espécie de estações do ano ocidental – mostrando os acontecimentos durante o Jingzhe, Xiazhi, Bailu e Lichun.

Como as histórias são contadas de modo que cada capítulo faça parte de um todo, fica complicado contar qualquer coisa sem ter spoilers.

 “Pensa rápido!”

Só o que posso contar é que esse tipo de filme faz parte do universo jianghu — literalmente, “rios e lagos” — é o universo paralelo no qual as histórias de ficção de artes marciais se passam. É um universo que frequentemente se entrelaça com o nosso: figuras históricas reais aparecem nele eventualmente, e por muitas vezes lugares e eventos reais são incorporados. O grande número de personagens nos romances de artes marciais reflete as complicações das famílias estendidas da tradição confuciana na vida real, assim como os feudos e a rivalidade entre as facções refletem os conflitos e as guerras entre clãs ocorridos ao longo da história da China.

Ou seja, filme para um tipo de público bem específico que, infelizmente, não me encaixo.

 “É isso aí, pode vir tudo de uma vez!”

E olha que gosto de vários tipos de filmes.

O complicado é que você vê o trailer, o cartaz e as recomendações e pensa: “Caraio, esse filme deve ser foda! Cabeças mil voando, espadachins, lutas sangrentas e tudo mais. Não posso perder!”

 “Nada como o pôr do sol na Montanha do Camelo Branco”

Enfim, darei minha nota sincera e polêmica, pois me enxergo como o grosso do público que vai ao cinema, mas tenho certeza que há pessoas que gostarão desse tipo de filme.

Qualquer coisa, comentem aí.

Cinzas do Passado Redux

(Ashes of Time Redux) (93 minutos – Drama)
Lançamento: Hong Kong, China, 2008
Direção: Kar Wai Wong
Roteiro: Louis Cha, Kar Wai Wong
Elenco: Li Bai, Jacky Cheung, Leslie Cheung, Maggie Cheung, Carina Lau, Tony Leung Chiu Wai, Tony Leung Ka Fai, Brigitte Lin, Charlie Yeung

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  • vassourada

    Ps. O filme é uma versão “redux” do filme de 1994, do premiadíssimo diretor de Amor a Flor da Pele.

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