A Mão Esquerda de Deus (Paul Hoffman)

Livros sexta-feira, 03 de setembro de 2010

O Santuário dos Redentores é um lugar desolador. Um lugar onde a esperança e a alegria não são bem-vindas. A maior parte dos meninos que habitam o lugar foi levada para lá muito nova e contra a vontade. […] No meio desses corredores há um menino. […] Lá dentro ele é chamado de Thomas Cale. Seu verdadeiro nome já esqueceu há muitos anos. Ele já esqueceu tudo de sua antiga vida. Em breve, será a testemunha de um ato horrendo.

A Mão Esquerda de Deus parece, à primeira vista, um livro bobo e sem graça, mais um daqueles clichês chatos sobre guerra santa e tudo mais. E acreditem, é exatamente disso que o livro trata. A narrativa segue pelo ponto de vista de Cale, mostrando o treinamento e as constantes torturas que os Lordes Redentores aplicam nos alcólitos.

Uma sociedade que cultua o Redentor Enforcado, obrigando os alcólitos a treinar o manuseio dos mais diversos tipos de armas, estratégias de guerra e tudo que é coisa do tipo, na intenção de acabar de uma vez por toda com a heresia e os pecados dos Antagonistas.

Logo no início do livro, somos apresentados aos personagens principais: Cale, o melhor em estratégias de guerra e combate, Kleist, que é especialista em lanças e açougueiro nato e Henri Embromador, especialista em bestas, as armas que atiram (Não achei um jeito melhor pra dizer isso). Cale (Meio que obviamente) é o melhor dos 5 mil garotos que vivem no Santuário, sendo treinado pelo Redentor Bosco, o Lorde das Guerras.

 Pros pivetes, rato é uma especiaria gastronômica

Um dos cuidados que os Redentores tomaram foi tapar (Ou esconder) todas as portas do Santuário, para impedir a fuga dos alcólitos. Kleist e Henri acham uma, aonde pensam ter acesso a comida, uma vez que tudo que eles comem era pé de defunto (Também fiquei sem saber se era algo literal ou só uma comparação…). Logo, eles dois e Cale descobrem que no Santuário há garotas – algo que eles nunca haviam visto na vida – e comida de ótima qualidade (Como bolos, tortas, pães e tudo mais), além de que as tais garotas tinham uma vida extremamento oposta a deles: Paparicadas (Ainda usam essa palavra?), saudáveis e (Consequentemente) “gordinhas”.

Após quase serem pegos depois do toque de recolher, Bosco faz Cale ir entregar um bilhete para o Lorde Disciplinador. Cale, obedecendo à ordem, vai até o Lorde, porém o encontra fazendo uma autópsia (Ou biópsia…) numa das garotas – ainda viva – que ele havia visto no dia anterior. Cale portanto mata o Redentor e salva a outra garota (Haviam 2 no recinto), que mais tarde lhe conta se chamar Riba.

Cale, Kleist, Henri e Riba fogem então do Santuário, indo para a cidade mais próxima e capital de um grande império: Memphis. No caminho conhecem IdrisPukke, que estava sendo levado como prisioneiro para Memphis. Já na cidade, os garotos são remanejados pelo chanceler Vipond para treinarem com Solomon Solomon, onde conhecem o mais habilidoso guerreiro do grupo e membro da família mais poderosa do império: Conn Materazzi e posteriormente a princesa do Reino: Arbell Materazzi (Ou como a chamam, Arbell Pescoço de Cisne).

 Só eu acho uma adolescente magrela, branquela e loira, feia?

Após Cale humilhar Conn e quebrar a espada mais preciosa da família Materazzi, Cale é levado por IdrisPukke (Que ele descobre ser o irmão do chanceler Vipond, que por suas “aventuras” é procurado por diversos lugares) que, em troca de alguns “favores políticos”, o leva para um bosque próximo, enquanto Kleist, Henri e Riba ficam em Memphis.

Após Cale e IdrisPukke salvarem Arbell de um sequestro tramado pelos Redentores, Cale ganha o posto de guarda-costas da garota (E como é um safado, arrasta seus companheiros pro serviço). Após a cidade ser atacada, o pai de Arbell (O Marechal) declara guerra aos Redentores e… bem… o resto você tem que ler.

A Mão Esquerda de Deus tem vários clichês clássicos, porém tem alguns detalhes que suavizam esse efeito “já vi” no livro. Sendo a primeira parte de uma trilogia (O livro foi lançado esse ano) não tem como dar muitos detalhes a mais sobre a história (Aliás, o que fiz acima é praticamente um resumo do livro, uma vez que na última página já é falado que tem continuação), até porque a segunda parte ainda não foi lançada nem no Reino Unido (De onde vem o original). É um livro interessante, e para dar uma opinião mais concreta só é possível após ver o que ainda vem pela frente. O autor, Paul Hoffman, não liberou nada a respeito do segundo livro e não tem nada no site (Faça o favor e não acesse… te dá uma certa vergonha ao ver a qualidade “tava faltando grana”).

A Mão Esquerda de Deus


The Left Hand of God
Ano de Edição: 2010
Autor: Paul Hoffman
Número de Páginas: 327
Editora: Editora Objetiva (Suma de Letras)

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