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baconfrito domingo, 02 de junho de 2019

Eu penso demais.

Não executo 99% das coisas que eu penso [Grande maioria por impossibilidades físicas/sociais/morais, mas algumas vezes por pura preguiça], e dos outros 1%, cerca de 0,9% não sai como o esperado. E isso me frustra tremendamente, já que eu sou perfeccionista [Não parece, né? Eu sou um ótimo mentiroso, também]. Eu criei um mecânismo de defesa contra a frustração das coisas que não dão certo, que até onde eu sei é bem comum entre as pessoas que tem mania de perfeccionismo: Se chama “nem tentar”. O que eu não tento não tem como dar errado. A lógica é inversa ao ditado popular que diz que você erra 100% dos tiros que não dispara: Se você não disparar, nunca vai errar.

Você deve estar se perguntando do motivo pelo qual isso importa; é muito simples, comissário, essa fita mostra tudo: Eu tendo à inação, por ser uma zona de conforto. E como toda zona de conforto, é difícil de sair dela. E uma das vezes em que eu sai da zona de conforto rendeu esse texto aqui, que só foi gerado por eu ter mandado um e-mail pra um cara do site [Chamado Ato ou Efeito] que eu lia, perguntando se não ia ter nada publicado a respeito do festival que eu fui. Em decorrência disso, eu fui convidado a escrever notícias sobre cinema, no tal site. Conforme foi, de notícias de cinema, eu agreguei também a publicação das Estréias da Semana [Isso foi antes do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa], além de outras coisas.

Mas o site parou de existir [Como você pode perceber pelas imagens quebradas que eu não tentei arrumar, por pura preguiça], e com ele se foi parte do que eu tinha escrito, juntamente com, sei lá, a alegria de escrever sem uma pauta definida, falando só as bostas que eu quero. Não que eu não possa fazer isso aqui, mas eu evito fugir da temática cinema/TV/música/jogos/HQ/livros, por pura auto-imposição. Sei lá, pra mim é importante se ater à pauta, por mais que eu goste de fugir do assunto. É a beleza de tentar limitar os devaneios, a fim de não gerar um lero-lero infinito feito eu estou fazendo nesse parágrafo.

Eu tenho um problema sério de divagação.

Esse é o sétimo milésimo [É assim que escreve 7000º por extenso?] texto publicado no Bacon Frito, segundo o contador interno do site. Mas isso é um engodo, já que parte dos textos foi publicado antes de 02 de junho de 2009. 2331, mais especificamente. Ou seja, na verdade o Bacon está tendo publicado, de verdade, seu 4669º texto [Nice]. Outro problema meu é que eu gosto de gerar estatísticas inúteis. Como por exemplo, você sabia que, de 510 Clipes da Semana, 275 foram feitos pela minha pessoa? Pois é, isso não vai mudar a vida de ninguém.

Assim como saber que, de 63 pessoas que tiveram textos publicados no Bacon [Ou no AOE], eu consegui convidar cerca de 20 [Fora alguns convites pra pessoas que nunca tiveram nada publicado aqui] pra escreverem sobre o aniversário de 10 anos de Bacon, e até o dia 02/06/2019, exatos 10 enviaram seus textos, que serão publicados no decorrer dos próximos dias, pra não ficar aquele volume gigantesco de coisa num domingo e o abandono habitual durante a semana. Foi uma participação bem maior do que eu esperava [Que era de zero pessoas].

Inclusive, se você, que está lendo essas linhas mal e porcamente escritas, tiver interesse em compartilhar sua experiência com esse site em forma textual [Ou mesmo outras mídias, como desenhos, tirinhas, dança interpretativa ou sinais de fumaça], pode me mandar o conteúdo por e-mail, Facebook, Twitter ou mesmo Orkut [Ah, não, esse morreu], que eu prometo que publico.

Já publiquei cada coisa na internet, que hoje em dia não publicaria.

 Imagem histórica de épocas remotas.

A verdade é que, felizmente, eu mudei. Se foi pra melhor ou pra pior eu não sei [Apesar de gostar de achar que foi pra melhor, já que piorar aquela porcaria era difícil], mas o que eu sei é que, de um babaca de 21 anos que não tinha emprego, mas tinha raiva [E gostava de jogar essa raiva nos outros via internet], eu passei pra um babaca de 31 anos que tem emprego e tem menos raiva [E talvez tenha produzido menos conteúdo por conta disso]. E se isso não é evoluir, eu não sei o que é. Talvez se eu tivesse ficado rico. Mas tudo bem, os próximos 10 anos parecem promissores. Muita coisa ainda deve mudar. O que eu não pretendo mudar é que, por mais que seja mais fácil consumir conteúdo do que produzir, a produção vai continuar enquanto for possível.

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