Vou escrever um livro! Ou ao menos tentar

Livros terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Estou pensando em escrever um livro. Será, obviamente, inédito, jogando com as emoções dos leitores, ora fazendo-os ficar ao lado do mocinho, ora ao lado do vilão. E vai ter a mulher, é claro, dividida entre seus sentimentos e seus deveres, lutando para não cair nas garras de uma vida sem emoção… Quero uma ajuda, então vamos lá.

 Prassinga

Então, o livro. Estou indeciso entre aventura romântica ou romance de ação. Por um lado o primeiro permite demonstrar melhor a evolução da história e dos personagens, já que tem mais espaço para construir essas coisas: A constante necessidade de desafios a serem superados faz com que a história tenha vários elementos, o que faz com que cada um seja único e permita desenvolver um lado da história, principalmente o relacionamento entre os personagens. Por outro lado, o segundo foca no relacionamento, sendo que é este que gera os desafios e obstáculos: A ação em si é mais importante que a “viagem”, o que significa que, de forma geral, o final será mais emocionante também.

Tenho umas ideias para os personagens já, mas nada muito avançado: A maior parte precisa ser desenvolvida após o plano de fundo estar definido, já que este afeta diretamente como os personagens serão construídos. Para o personagem principal (Não encontrei nenhum nome ainda – todos sabemos que essa é a pior parte) não quero o típico galã, mas sim algo diferente: A história é que vai mostrar, aos poucos, o porque da garota se interessar por ele, e não aquela coisa brega de amor à primeira vista ou ainda algo como Indiana Jones e 007. Esse tipo de desenvolvimento vai melhor com a aventura romântica…

Indo para a mulher, também não quero os clichês: Nada de mocinha em perigo e nem a que consegue fazer tudo sozinha. Chato pra caralho nego achar que se a piranha não está amarrada sobre um poço de tubarões então ela está atirando em exércitos inteiros só para “ser um par digno” para o personagem principal. Tem que ser mais realista, e isso não só para ela: Se for pra dar merda, vai dar. Tudo bem que, no final, eles terminam bem, é o esperado, mas até lá nada dessa frescurada toda. Também puxando para o realista, não quero a tal femme fatale: Esse tipo de mulher não acaba a história casando com o personagem principal e largando o resto, não acreditem em Hollywood.

E, por fim, o vilão. Em termos de personagens secundários, a maior parte já está feita, alguns até praticamente prontos, então além dessa parte estar bem, não quero estragar a surpresa, e a maior dificuldade obviamente é com quem é principal para a história: Nada de cientista maluco, gênio do mal, milhões e milhões de capangas e nem nada disso, o vilão tem que ser foda por si só, sem minions, armas tecnológicas e planos infalíveis. O que eu quero do vilão é muito simples: Um inimigo à altura do personagem principal que, na necessidade, consegue se virar com o que tem (Claro que não no nível MacGyver). O mais importante é: O vilão não só tem motivos para ser como é, como tem motivos para fazer o que faz. Mesmo que seja algo “ruim”, é algo que faz sentido, e que parte do público pode concordar totalmente.

 Tipo isso, só que sem o zéquisnaider.

Guardando o melhor para o final, vamos à história: Como eu disse, ainda estou indeciso sobre qual caminho seguir em termos de estilo, mas a linha de eventos principal já está mais ou menos definida. Claro que ela vai mudar de acordo com o estilo e claro que pode mudar com o desenvolvimento da história, mas isto aqui é o que eu espero cumprir. Estou pensando em um livro entre 250 e 350 páginas. Sei que é uma margem grande, mas é justamente para ter liberdade que é assim: Também não vou predeterminar quantidade e tamanho de capítulos, se o troço vai ou não ser dividido em partes e nem nada disso. A ideia é manter a coisa simples, sem grandes frescuras, mas com um bom desenvolvimento geral, tendo começo, meio e fim claros e não uma coisa só. Mas nada de continuações: Um livro, história completa.

A história deve começar num flashback, ainda não decidi se do final dos anos 70 ou meio dos anos 50: Uma mala com conteúdo não determinado é trocada de mãos num aeroporto, levada então num avião particular para uma ilha que não se sabe onde é. O conteúdo da mala obviamente é importante e foi necessário grande esforço e sacrifício para conseguir levá-lo à salvo para o aeroporto, mas agora tudo está bem: O avião pousa, a mala é entregue para o destinatário, que a abre, fica satisfeito e se retira da companhia dos “entregadores”. Estes são então conduzidos para fora das instalações da ilha e atacados. O flashback termina aí, sem mostrar mais nada. Mais tarde, na história, vai ser revelado que sabe-se o que aconteceu na época por causa das comunicações do avião com torres de controle e outras aeronaves e, o que aconteceu na ilha, por meio de um jornal.

A história começa então de verdade, há uns anos atrás, entre 2000 e 2004: O personagem principal é parte da equipe técnica que filma todos os tipos de documentários sobre a vida selvagem, passando a maior parte do tempo em algum lugar isolado, para as filmagens. No começo da história, entretanto, ele está na cidade, indo para o prédio da companhia, após ter voltado de mais uma produção. No escritório, ele debate com seu chefe acerca de seu trabalho e outras questões menores, conhece alguns colegas que participarão de próxima produção: O problema é que nenhum deles tem grande experiência e as filmagens serão em lugares especialmente difíceis, isolados e perigosos de forma geral, sendo mais uma tentativa de produção sobre o local em questão, tendo todas as anteriores, de diversas pessoas, falhado por motivos variados.

Tô muito mal hoje, credo.

A nova equipe se prepara e, pouco depois, parte em relação ao seu destino (Não a ilha do começo), onde o trabalho se prova mais fácil do que o esperado, deixando todos intrigados de o porquê de nenhuma outra produção antes ser bem sucedida. Com a produção do documentário terminada antes do previsto, a equipe decide ficar no local até o fim do prazo, aproveitando umas pequenas férias e com a esperança de descobrir o que realmente rolou com as produções anteriores: É durante essa “investigação” que o personagem principal encontra a mulher, descobre alguns rumores sobre as produções e, por se intrometer demais, acaba conhecendo o vilão. A mulher e o vilão não tem ligação alguma, já basta meio mundo usar essa história.

O vilão, como medida de segurança, rouba o documentário recém feito, deixa a equipe de produção num estado deplorável e foge. A equipe é ajudada pela mulher, e agora deve conseguir o documentário de volta, já que, além de todo o equipamento ter sido danificado e o orçamento ter acabado, questões climáticas e sazonais do local não permitem mais a regravação do material. Começa então a “caçada ao avesso”, sendo que a mulher não vai junto, mas segue a equipe por conta própria, sem estes saberem.

E essa é a premissa básica. Percebam que deixei várias explicações de fora, além de não dar nenhum detalhe, já que se é pra contar a coisa toda, termino a porra do livro e mando um ctrl+c/ctrl+v aqui. Porém, vou dizer algumas coisas óbvias: A história vai terminar na ilha do começo, sabendo o que rolou de verdade por lá e o que aconteceu com aquelas pessoas. A mulher vai alcançar a equipe e esta também vai alcançar o vilão, e isso antes do fim da história (Informação bônus essa), além de ter explicações sobre o local do documentário nesse meio. E sim, os dois vão ficar juntos.

E é isso aí: Opiniões, reclamações, xingamentos e dicas são bem vindas. Espero terminar isso o mais rápido possível e que a adaptação pro cinema fique bem feita.

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