Violência Gratuita (Funny Games U.S.)

Cinema quinta-feira, 18 de setembro de 2008

 Neste thriller provocante e brutal do diretor Michael Haneke, uma família em férias recebe a inesperada visita de dois jovens profundamente perturbados, em sua casa de campo, aparentemente calma e tranqüila. A partir daí, suas férias de sonhos se transformam em pesadelo quando são sujeitados a inimagináveis terrores e provações para continuarem vivos.

Pra começar, esse filme é um remake americano do filme Funny Games, que foi feito pelo próprio Michael Haneke. “E porque raios ele fez esse remake?” Oras, não seja ingênuo. Por que é divertido. E porque dá grana. Mas vamos ao filme.

A cena inicial, da família no carro, botando música clássica pra tocar e tentando adivinhar, dá uma falsa sensação de segurança. Que é quebrada quando, do nada, começa a tocar um death metal ou algo do gênero, não sou especialista. Ou seja, não fique contente com coisa boa que não dura.
Quando chegam na vizinhança, a família vê seus vizinhos jogando golfe com dois rapazes desconhecidos. Dão uma “bronca” nos vizinhos, inclusive. E vão para sua casa, descarregar tudo e se preparar pra temporada. Depois de algumas cenas típicas de convivência familiar, um dos jovens que estava com os vizinhos, Peter, vem pedir alguns ovos para Ann, pois ele e o outro jovem estão passando um tempo com os vizinhos, e os ovos de lá acabaram.

 Não se engane…

Depois de um pouco de conversa, Peter derruba o celular de Ann na pia cheia d’água, fazendo ele parar de funcionar. Então o rapaz vai embora. Ou é o que você pensa. Depois, ele aparece novamente com Paul, pois Peter tem medo de cachorros. Paul então vê os tacos de golfe do marido de Ann, George, e pergunta se pode testar um. Quando ele sai com o taco, o cachorro começa a latir. E depois para. Nenhuma imagem é mostrada, mas você já pode imaginar o que acontece. Então que ele volta, e irrita Ann. George e o filho, Georgie, chegam, e o pai, vendo o transtorno de sua mulher, tenta expulsar os garotos de lá. Ledo engano. Eles não só não saem, como Paul quebra o joelho de George. E dai pra frente só piora. Quando outros vizinhos [Não os que apareceram no início] chamam no cáis, Paul e Ann descem lá, pra conversar, e fingir que está tudo bem. Depois de uma tentativa de fuga do filho, que é recapturado na casa do vizinho, chega a confirmação: O casal que estava com os garotos e a filha estão mortos. A dupla, que se chamam de Tom e Jerry ou Beavis e But-Head, os matou. E não parece que vá deixar essa família viva.

 “É o seguinte: Cês tão fudidos na minha mão.”

Eles começam a jogar jogos [o que explica inclusive o nome original do filme], em que o único objetivo é causar mais sofrimento à família. Até que propoem uma aposta: Que todos vão morrer antes de nove horas da manhã do dia seguinte. Claro que se eles não morrerem, ganham. Mas se morrerem, quem ganha são os moleques. E eles não vão deixar de ganhar. E aqui começa a putaria generalizada: Até metalinguagem aparece no filme! Pra quem não sabe, vou dar um exemplo bem tosco: Quando um personagem fala com você, o espectador, isso é metalinguagem. E isso acontece mais de uma vez. Tem até uma hora em que Peter é morto com um tiro de escopeta, e o feladaputa do Paul pega o controle remoto, e volta até pouco antes do acontecido, pra impedir. Sem perder a classe, afinal ele é um gentleman. E, depois de um final que eu não sei se é inesperado ou totalmente explicavel, [depois do que foi visto] Paul e Peter vão para a casa dos vizinhos que foram ao cais, lembra?

 O terror nunca pára…

O filme é revoltante, mas você queria o que? Ele se chama Violência Gratuita não é a toa! Acho que o nome brasileiro é melhor que o original, inclusive.

Violência Gratuita

Funny Games U.S. (111 minutos – Thriller)
Lançamento: EUA, França, Inglaterra, Áustria, Alemanha, Itália, 2007
Direção: Michael Haneke
Roteiro: Michael Haneke
Elenco:Naomi Watts, Tim Roth, Michael Pitt, Brady Corbet, Devon Gearhart

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Antes de comentar, tenha em mente que...

...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • Renan Paiva

    Gostei da resenha, vou procurar assistir. :)

  • Putz, vi uns trailers no youtube, o filme deve ser realmente otimo, vou procurar para ver também, as 2 versões. :D

  • Lucas

    Esse filme eh uma bosta sinceramente.

    Do estilo: Olha meu filme eh violento, mas eh cult. Puta treco fruta do caralho. C quer ser violento, mostra logo os miolos, sangue e nego morrendo. Não fica com essa d está sub-entendido mataram o ser. C ateh espera q vai melhorar…ai nada.

    Decepção total.

  • .Leorick.

    Eu digo o contrario do que o “ser” ai de cima, achei o filme muito interessante, tem um aspecto de violencia bem diferente da merda que vemos hoje em dia, “miolos, sangue e nego morrendo” , a real funny games…
    Mas que é bem inusitado os 3 morrerem é, normalmente voce espera que 1 sobreviva xD
    Pra quem gosta de filmes do genero esse é uma ótima pedida, e rapidinho por torrent =x

  • ryuk

    um dos filmes mais brutais do cinema sem cenas realmente violentas. a violência que tem em funny games é algo psicológico que varia de pessoa para pessoa, portanto, quanto mais violento for seu pensamento mais violento será o filme.

    o efeito que o diretor consegue genialmente de nos sentirmos em desconforto assistindo a essa película é causado pela posição que ocupamos durante o filme: somos apresentados apenas aos assassinos, querendo ou não, e nós os condenamos.

    a cena do controle remoto é um divisor de águas. ou você odeia ou ama o filme por causa disso. e pra mim, essa é umas das melhores cenas da história cinematográfica. quando finalmente pensamos que o resto da família se salvaria, ficamos cada vez mais putos com a ousadia do diretor.

    outra cena sensacional é quando um dos jovens explica porque fazem toda essa tortura com a família. e aí o diretor brinca com vários estereótipos dramáticos.

    funny games é uma espécie de laranja mecânica, e muitas influências deixam isso bem claro. jovens, educados, inteligentes e sem explicações são doentios. até o figurino lembra o polêmico filme de kubrick.

  • @Lucas
    Já ouviu falar em violência psicológica?

    @ryuk
    Os cénarios, fotografia, figurino e etc foram inspirados no Laranja Mecânica, inclusive

  • O filme é bom bagarai, maaaaaaaaas… Eu tava esperando mais da atuação do Michael Pitt.

  • paulo

    um lixo de filme!

  • Marcio

    O Filme é parado, entediante e desconfortável, no meio você já fica querendo que ele termine e quando termina você se arrepende de ter perdido tempo, não vejo nada de interessante, penso que quem gosta deste tipo de filme é desequilibrado, cara é totalmente chato, você não se sente bem assistindo.

  • @Marcio
    Mas a idéia é desconfortar quem tá vendo.
    Não é a toa que o nome do filme é Violência Gratuita

  • Orochimaru

    qual é esta banda de death metal ??? quem pode me dizer?
    aki esta meu e-mail joao_vitorj4@hotmail.com!

    Eu vi o filme e sinceramente foi um dos melhores q ja tinha visto !
    como o camarada ai em cima disse ”qaunto + seu pensamento for violento nao precisa de cenas de violencia vc ja pode imaginar por si mesmo por isso o filme se torna bom” eu adorei !

  • Julia

    a banda é Naked City :)

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