Vida real e poderes ficcionais – Parte I

Nona Arte quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ah, a infância. Aquela doce época, vários anos atrás, na qual nossas únicas preocupações eram comer, dormir, brincar e inventar desculpas para não entregar a atividade de casa à professora. Não tínhamos que nos preocupar com dinheiro (Papai sempre lhe dava a fortuna de R$ 5-10 por semana, que seria gasta em pipoca, balas e revistas em quadrinhos). A vida era boa.

Uma das brincadeiras que eu mais me acostumei a observar era meus colegas brincando de super herói (Essa droga tem hífen ou não?). A brincadeira se resumia a clamar o nome, habilidades e/ou poderes de um protagonista das HQs e correr por aí trombando uns nos outros, enquanto gritavam os nomes de supostas habilidades dos supracitados heróis e faziam sons estranhos com a boca; eu continuava lendo O Sítio do Picapau Amarelo e me incomodando com a algazarra.

Depois desses dois parágrafos nostálgicos, surge a idéia (Sim, eu começo a fazer textos sem a mínima idéia do que vou falar): E se tivéssemos alguns desses poderes na vida real? Não me refiro àqueles que, vez ou outra, aparecem na Superinteressante/Galileu/Veja/etc., como o cego que realmente consegue usar sonar para se localizar espacialmente. Falo de coisas como capacidade de vôo, força sobrehumana, telepatia ou criação/modificação de energia e matéria a bel prazer.

Vamos começar com uma abordagem geral. Apesar de não gostar muito da Marvel, tem uma coisa nela que me agrada mais que a DC: Os personagens e sociedades demonstrados são mais, digamos, realistas. E, se tem algo que X-Men consegue mostrar bem, é a questão do preconceito. No mundo real, discriminamos outras pessoas beaseadas em besteiras, como cor de pele, religião, time de futebol e quantidade de raspas de chocolate no sorvete sabor menta chips. Imagine se realmente houvesse duas raças humanas, mutantes e “normais”. O que aconteceria? Exato, X-Men, mas sem as partes onde todo mundo ressuscita ou estava sendo substituído por um clone.

Isso dito, você gostaria de ter superpoderes, ao menos os mais comuns? Força sobrehumana seria legal, pelo menos até o ponto onde seus ossos se esmigalham e seus músculos viram papa ao tentar fazer malabarismo com jamantas. Visão de Raios X? Claro, por que não presentear cada mulher que convive com você com câncer nas mamas e nádegas? E, antes que você se pergunte, se você sair voando por aí, a FAB vai estar nos seus calcanhares antes que você possa pensar um “q”.

Querem ter seus sonhos e lembranças destruídos? Postem nos comentários super poderes/habilidades que vocês gostariam de ter. Terei o maior prazer em destruir os três devaneios que mais me agradarem, na semana que vem. Até lá, então.

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