Um pequeno apanhado sobre… Destruição

Analfabetismo Funcional segunda-feira, 06 de outubro de 2008

Destruição é algo que sempre é melhor visto em cinemas, onde temos a ajuda de defeitos especiais, que fazem com que a cabeça de quem assiste fique colada no teto, de acordo com o teor de destruição apresentado na tela. Mas quando isso é pra ser colocado em palavras, a coisa começa a ficar meio foda. Falar sobre coisas sendo destruídas pode parecer algo simples, mas fazer com que as palavras passem o mesmo impacto que elas teriam na tela é algo que exige muita habilidade do autor, ou se tornar algo que é ignorado nas primeiras linhas por quem lê.
Deve ser por isso que, quando sai um filme baseado em um livro, ele perde tanto sua fidelidade com o original e por muitas vezes acaba sendo um motivo de fãs xiitas reclamarem com meio mundo como se fosse adiantar de algo, mas isso não é a questão aqui, vamos em frente antes que eu em esqueça do que estava falando.
Se for pra falar de coisas sendo destruídas, pessoas devem tomar a frente de uma lista assim. Elas podem ser consideradas coisas, não é? Bom, não importa, para motivos de discussão, pessoas são coisas de agora em diante, por tempo indeterminado. Cenas de assassinatos e de mortes são aquelas que sempre tem boas descrições quando caem na mão de autores bons, normalmente aqueles que já tiveram experiências de combate e já devem ter visto um corpo cair com uma bala estourando os miolos. Ou foi ele mesmo que disparou a bala, nunca se sabe, mas não é ele que irá dizer isso. Barry Eisler é um autor relativamente novo, que tem bastante conhecimento sobre tudo isso e que, de acordo com seu site, tem realmente toda a habilidade pra falar sobre tudo isso, o que torna as descrições dele de mortes sempre tão boas, pelo menos algumas das melhores que já li nesses últimos anos. Existem muitos outros que falam tão bem sobre como um corpo pode ser destruído, mas só vou citar apenas mais um. Rubem Fonseca, em seu livro A grande arte, tem uma grande parte do livro que fala sobre combates com facas. Até hoje me lembro das descrições do livro. E uma cena logo no final do livro eu diria que foi perfeita, impossível alguém falar dela se não a presenciou ou foi um dos protagonistas, mas é como a de mortes por armas de fogo de outros autores; se ele fez isso, duvido que irá falar.
Destruir propriedades é também algo que é difícil de se colocar no papel. Como falar sobre como tijolos chamuscados pela força do fogo caindo de seus lugares por causa de um incêndio que acaba por destruir tudo? E um carro, sendo consumido pelas chamas até que não sobre nada, a não ser a sua carcaça irreconhecível? Esse último do carro tem aquele que alguns já devem conhecer, a cena de O poderoso chefão, quando o carro explode e… bom, sem mais detalhes. Esse mesmo livro tem muitos momentos que podem ser encaixados como destruição total, não vou citar mais nada dele, confiram vocês mesmos quais são eles. Não consigo me lembrar de nenhum exemplo de literatura que pode ser citada como destruição de propriedade, me falha a memória algum livro que tenha algo sobre isso e não vou recorrer a ajuda externa pra descobrir algo pra colocar aqui.
E por fim, aquele tema que já foi bem explorado a muitos anos atrás, que é a destruição completa de planetas. Sei que, se eu citar o Guia aqui de novo, é capaz que alguns de vocês me matem, mas sabe, só digo uma coisa: Cai dentro mano, pega eu. A destruição total do planeta logo nos primeiros capítulos serve de início de tudo o que acontece nos volumes seguintes, aqueles que já foram discutidos aqui. Acabar com tudo o que tem sobre o planeta é outro tipo de destruição, como as apresentadas em livros mais clássicos como Guerra dos Mundos de H.G. Wells, tão conhecido de todo mundo pelos filmes, que acabam com tudo no caminho, inclusive com a graça do livro. E acho que por hoje é só, se eu continuar escrevendo aqui sobre destruição, daqui a pouco você irão se dedicar a me destruir, o que no fim de tudo, não seria uma má coisa…
SE CONSEGUIREM!

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  • Brontops

    Vale o que foi destruído, ou a destruição precisa ocorrer durante a história?

    Leia “A estrada”, Cormac Mccarthy

    Pai e filho caminham rumo ao sul, para escapar do inverno de um mundo onde tudo morreu. A ambientação é phoda, mas mais phoda ainda é a relação entre pai e filho, de dar lágrimas.

    Abs

  • Isso é uma das coisas mais desgraçadas que eu acho pra descrever no que eu escrevo. Muito chato mesmo. Você fica com medo de ficar muito óbvio e/ou chato. Pior ainda é as lutas corpo-a-corpo em sí que você não pode descrever exatamente o que se vê

    “Fulano deu um soco aqui, mas Beltrano esquivou e voltou com uma cotovelada na cara de Fulano. Beltrano aproveitou e segurou o pescoço de Fulano, acertando uma joelhada em sua cara”

    E píor é que tem como melhorar esse texto, obviamente, só que se a gente pôr artifícios nele (descrição onomatopéias, intensidade de golpes, gritos entre outros) a descrição briga fica enorme com poucos golpes e se for uma grande briga e optarmos por não descrever muito fica chato pra baralho.

    É muito, mas muito ruim mesmo para nós escritores escrever sobre brigas e destruição.

    Nem quero imaginar uma cena de Guerra… Caos total, mano. Não sou capaz disso.

  • É difícil descrever essas coisas mesmo…

    “daqui a pouco você irão se dedicar a me destruir, o que no fim de tudo, não seria uma má coisa…
    SE CONSEGUIREM!”

    Duvida, é? Duvida? Então tá, aguarde.

    (Até parece, né? Huahuahuah)

  • kaus

    não nos tente desta forma
    rsrsrs

  • Santhiago sempre com um clima de ser ou não ser pela arte do saber.. Oo
    Ta eu to poetica hoje!

    XD

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