Trazendo à Realidade 2.0 – Venom

Nona Arte quarta-feira, 28 de abril de 2010

Segundo biólogos, vegans, hippies e zoófilos, a natureza é linda. E, realmente, fora algumas coisas desagradáveis (Percevejos, urtigas e primos pequenos, por exemplo), tem muita coisa boa a se aproveitar no meio em que vivemos: Gordinhas, porcos fábricas de bacon, ornitorrincos e, para quem mora perto da linha do Equador, noites a cada 12h, aproximadamente. Mas não pense você que natureza é só aquilo que você vê, sexta-feira após sexta-feira, no Globo Repórter. A natureza não se resume a tucanos pulando de árvore em árvore, macacos mergulhando assustados nas águas claras dos rios e capivaras voando durante seu ritual de acasalamento. Troque de canal, vá para o Discovery Channel e espere um programa sobre vida animal. Assista e volte aqui. Pode ir, eu tenho uns episódios de Mythbusters num pendrive e um saco de Doritos aqui do lado, posso esperar.

Já voltou? Ótimo. E então, ficou horrorizado com a morte do pobre bebê antílope pela leoa malvada? Sim? Então, saia daqui, você não é o tipo de leitor que esse site precisa. Aos que ficaram: Sim, a natureza não é cuti-cuti como os livros infantis e os contos de fada ensinavam, se conforme com isso. A mamãe natureza deu presas e garras aos leões como ferramentas, não instrumentos de tortura ou cosmética. Entre as inúmeras ferramentas de sobrevivência fornecidas pela mãe natureza aos seus filhos, está uma conhecida pelo nome de simbiose.

Citando a Wikipédia:

Simbiose é uma relação mutuamente vantajosa entre dois ou mais organismos vivos de espécies diferentes. Na relação simbiótica, os organismos agem activamente (Elemento que distingue “simbiose” de “comensalismo”) em conjunto para proveito mútuo, o que pode acarretar especializações funcionais de cada espécie envolvida. A simbiose também é chamada de protocooperação

Aí, é nessa parte que o leitor chato do Cabeça de Teia começa a reclamar: “Porra, mas sempre foi explícito, desde o começo, que o Venom era um simbionte. ISSO É CÂNON, COMO VOCÊ PODE ESCREVER SOBRE HQS E NÃO SABER DISSO??!!”. Primeiro, mesmo que eu não soubesse disso, nem todo mundo pode perder parte da vida estudando HQs como você. Segundo, o leitor normal/menos nerd, que não sabe disso, ia se sentir perdido no texto.

Bom, voltando ao assunto: Existem seres que conseguem crescer muito em espaços muito curtos de tempo. Existem espécies de bambu (Não se atreva) que chegam a crescer 1m ao dia, e olha que esse é um dos recordistas em velocidade no mundo. Então, eliminamos a parte em que uma aparente mancha de graxa cresce o suficiente para cobrir um corpo humano médio em 10 segundos. Suponho que Venom seja uma espécie de fungo de rápido crescimento, tóxico/venenoso, que infecta por contato, que tenha uma predileção por um desenvolvimento subcutâneo.

Ou seja, quando Parker e cia. entraram em contato com o simbionte, eles não foram “possuídos” por uma forma de vida inteligente, mas meramente infectados por um fungo alienígena. Em seu crescimento, subcutâneo, acabaria por escurecer a pele do usuário, dando a impressão de esta ser negra. Como esta é uma relação simbiótica, o fungo-Venom retribuiria o alimento e o abrigo providos por você com um coquetel químico que melhoraria suas funções físicas e alteraria a química cerebral do hospedeiro, tornando-o mais agressivo.

E é isso aí: O maior inimigo do Aranha não passaria de um mofo simbionte metido a besta, podendo ser eliminado facilmente da face da terra com uma boa dose de antibióticos. Fãs da Marvel, tremei!

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