Traindo o Movimento

Música segunda-feira, 18 de março de 2013

Esses dias vagando por aí, me encontrei em meio a uma discussão musical com uma amiga que disse: Gostar de rock e samba é muito estranho. E não, não estávamos falando de Sambô, embora a discussão tenha começado por causa do grupo. E só pra constar, sim, eu gosto de Sambô. Mas a discussão era sobre você ouvir o bom e velho rock and roll e também curtir um bom e velho samba. Acho que o mesmo aconteceria se fosse com o forró e o rap, o funk e a música clássica… E antes de falar merda do funk, dê uma olhada no texto sobre funk feito por este mesmo gordo e aprenda algo. Enfim, vamos expandir este assunto sobre a intolerância musical.

 Até que o Facebook tá ficando engraçadinho.

Obviamente, todos tem uns estilos musicais que gostam mais, outros que gostam menos e uns que odeiam, e é aí que eu quero chegar. Tá, eu não sou muito fã daqueles hip hops americanos, ou sertanejo universitário e tão pouco desses funks de hoje em dia. Mas eu não saio do local que estou simplesmente porque algum playboy estaciona o carro do papai na rua, abre o porta malas e dali saem atrocidades como arrocha e músicas do Mr. Catra. O que eu quero dizer é: A trilha sonora não me incomoda, até mesmo porque se eu quiser ouvir apenas as músicas que eu gosto, eu fico em casa no computador.

Esse extremismo sobre “roqueiro só pode ouvir rock, sambista só pode ouvir samba, pagodeiro só pode ouvir pagode, funkeiro só pode ouvir funk, etc, etc…” é que gera todo esse preconceito que pessoas que preferem um estilo ao outro tem. E assim, todo roqueiro é satanista, todo sambista é “macumbeiro”, todo pagodeiro é burro, todo funkeiro é favelado e por aí vai. A música, como tudo no meio do entretenimento, está aí pra (Capitão Óbvio) entreter, indiferente se a letra é de uma genialidade ou não. A música foi feita para ser divertida, para passar um sentimento, uma mensagem, mas acima de tudo, foi feita para ser dançada. Indiferente de gênero musical, a musica precisa ser divertida e dançante, ou você falhou nisso. O tipo de extremismo de “se você ouvir outro estilo musical se não o que você mais gosta, você estará traindo o movimento” é para ser curtido aos 13 anos de idade. Se você continuar com esse mesmo tipo de pensamento após isso, você é um retardado. Desculpa, mas é verdade.

O fato de você aparentar ser rockeiro não pode, e não deve, impedí-lo de ouvir uma música de outro estilo, indiferente do que for. Digo isso porque eu vejo muita gente, em especial rockeiros, se proibindo de gostar de certas coisas por ser contra o “movimento”. É, eu também já fui um moleque chato do skate que só ouvia punk e hardcore, mesmo escutando escondido em casa uma música ou outra do White Stripes, Chico Buarque, Novos Baianos e tals. Cês tem noção do quanto isso é ridículo? Sabem o quanto rótulos são escrotos? Essa porra não é uma partida de RPG, você não precisa escolher entre guerreiro e mago, você pode ser um multi-classes e já que os rótulos não acabarão só porque eu não gosto deles, isso significa que você pode ser um rockeiro, sambista, funkeiro, rapper e afins. Só vamos maneirar nas ideia pra não fazer bizarrice, né galerinha. Bom gosto e senso de ridículo sempre, é o que a equipe do Bacon Frito e afiliados deseja a todos vocês. Tô falando disso aqui ó:

 As ideia do filho da puta!

Enfim, espero que vocês parem com essa porra de pensamento de “trair o movimento”. Ah, e pra quem é muito chato e BURRO e não tem ideia da charada inicial, é essa música aqui, sua mula!

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Antes de comentar, tenha em mente que...

...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • Vou escutando Rock, Samba, MPB, Jazz, Blues, Soul, Rap e sendo feliz.

  • Loney

    A coisa mais legal da 4ª edição é finalmente ter um mago Gandalf way of life.

  • ClaytonSlayer

    Mais um ponto para minha chatice e burrice. Só entendi a charada com o clipe.

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