Top 10 cenas musicais

Cinema terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ok, eu não tenho motivo irrelevante nenhum pra escrever o post dessa vez, tirando o fato de que ele estava no rascunho há meses. Então bora pular a introdução costumeira e escolher as 10 melhores combinações entre cena e música do cinema. Mas antes, algumas regras: Não valem filmes musicais. E a música tem que estrar presente fisicamente na cena. Ou de um jeito que os personagens possam interagir com ela pelo menos, se bem que eu não vejo como isso pode acontecer sem ela estar presente fisicamente na cena. Existe até um nome específico pra isso, mas é claro que eu não lembro qual é. Enfim, nada de trilha sonora também.

10 – Encontros e Desencontros (Lost in Translation)

Tá, a princípio essa cena de pouco mais de um minuto não parece nada de mais, é só o Bill Murray cantando More Than This no karaoke caraoquê karaokê. Pera aí, é o Bill Fucking Murray cantando More Than This no karaokê, porra! Mas como eu vinha dizendo, não é só isso. É nessa cena que os personagens do filme finalmente se encontram, no sentido existencial da coisa. Ao menos por um momento (E depois de muitos desencontros, heh). Tá, péssimo jogo de palavras com o nome do filme. Mas se o Encontros e Desencontros é tão legal que dá até pra esquecer o papel da Sofia Coppola no terceiro Poderoso Chefão, podemos perdoar isso também, certo?

9 – Amargo Pesadelo (Deliverance)

O Amargo Pesadelo é um dos poucos filmes que conseguem manter um clima de tensão até o último momento. É denso, sufocante, quase um filme de terror sem nada de sobrenatural. Depois de vê-lo, somos tomados por um desconforto similar ao que o final d’O Bebê de Rosemary nos proporciona. Em um grau diferente, claro. E já nessa cena aparentemente alegre do duelo de banjos entre um dos protagonistas, que pretendem passar o fim de semana descendo um rio e uma criança anormal, já dá pra perceber algo de errado no ar. Apenas um prelúdio do que está por vir.

8 – O Demônio das Onze Horas (Pierrot le fou)

O filme não é lá essas coisas, com um Godard mais pretensioso do que nunca tentando parecer mais despretensioso do que nunca. Mas vale a pena pelas cenas musicais, principalmente a da Anna Karina (Ah, a Anna Karina…) cantando Jamais je ne t’ai dit que je t’aimerai toujour, algo como Eu nunca disse que sempre vou te amar (Usei o tradutor do Google, não me julguem). E sim, eu sei que o instrumental não tá na cena e tudo o mais, mas a lista é minha e eu faço o que eu quero. Hunf.

7 – Como Enlouquecer seu Chefe (Office Space)

E já que estamos quebrando algumas regras, vamos a uma das cenas mais legais de todos os tempos. Não tem como imaginar os personagens do Como Enlouquecer seu Chefe finalmente se vingando da copiadora da empresa sem a música Still, do Geto Boys, mesmo sem ela estar fisicamente ali. É um dos raros casos em que tudo se encaixa tão perfeitamente que a música parece realmente ter sido feita pra esse momento, e não sobre matar membros da gangue rival nas ruas de Los Angeles. Sem contar que a cena representa perfeitamente os sentimentos de todo mundo que já precisou trabalhar com alguma maldita impressora e/ou copiadora que não funciona direito. Ou seja, todas as impressoras e/ou copiadoras que existem.

6 – Antes do Pôr-do-Sol (Before Sunset)

Mas voltemos ao regulamento original, que isso aqui não é bagunça. Eu sei, eu sei, outro filme de mulherzinha. Mas fazer o que, se o Antes do Pôr-do-Sol não chega aos pés do seu predecessor, mas ainda é bem bacana. Principalmente quando a Julie Delpy praticamente resume os dois filmes cantando A Waltz for a Night. É, acho que eu tenho uma queda por mulheres cantando em francês. Ou com sotaque francês, no caso.

5 – De Volta para o Futuro (Back to the Future)

Clássico absoluto de quem teve infância nessa vida, o De Volta Para o Futuro é cheio de momentos absolutamente geniais. Olha só essa cena, não só tem o Marty McFly tocando Johnny B. Goode em 1955, como ainda conseguiram encaixar uma piadinha de paradoxos temporais com o tal primo do Chuck Berry. E além de tudo, mostra que o Michael J. Fox não treme diante de uma plateia, han, han? Tun tun, tshi!

4 – Laranja Mecânica (A Clockwork Orange)

Só mesmo o Stanley Kubrick pra conseguir pegar uma música já conhecida por outro filme e torná-la tão ou mais identificada com sua obra do que com o próprio Cantando na Chuva. E ainda subvertendo totalmente a versão do Gene Kelly no processo. Mesmo que o Laranja Mecânica não seja um dos maiores trabalhos do Kubrick, temos que admitir que não há nada melhor do que cantarolar Singin’ in the Rain enquanto bebemos um copo de leite e apreciamos a boa e velha ultraviolência. Que por algum motivo o youtube não me deixa colocar aqui, mas cês podem conferir facilmente clicando aqui. O que é a tecnologia, não?

3 – A Vida de Brian (Life of Brian)

Os filmes do Monty Python tem vários momentos musicais sensacionais, mas o final d’A Vida de Brian é insuperável. Mesmo no seu filme mais fraco (Ou menos melhor), os ingleses mais geniais de que se tem notícia conseguiram partir de uma premissa aparentemente simples (Mas genial) pra satirizar, bem… Tudo. E nada mais genial do que acabar a história de Brian, que passou a vida inteira sendo confundido com um messias e acaba por ser crucifixado por isso, com uma canção sobre apreciar o lado positivo da vida.

E o uso excessivo da palavra genial no último paragrafo não foi intencional, e muito menos teve o objetivo de fazer com que vocês associassem inconscientemente o termo em questão (Genial) com o Monty Python. E não, eu não estou usando psicologia reversa nesse momento.

2 – Apocalypse Now

Eu sei que eu já falei várias e várias vezes desse filme por aqui, mas é inevitável. A cena dos helicópteros incendiando a selva vietnamita ao som de Cavalgada das Valquírias foi tão referenciada e parodiada que se tornou uma das mais icônicas do cinema. Ou vice-versa. O que importa é esse é só mais um grande exemplo de como o Francis Ford Coppola realmente conseguiu capturar o absurdo da Guerra do Vietnãno seu Apocalypse Now. Ah, eu amo o cheiro de napalm pela manhã…

1 – Cães de Aluguel (Reservoir Dogs)

Foi com esse filme, mais especificamente com a cena do Mr. Blonde cortando a orelha de um policial, que o Quentin Tarantino mostrou a que veio. Outro caso onde é impossível imaginar a cena sem a música. Claro, um Michael Madsen psicótico sempre vai ser divertido de alguma forma, mas não seria a mesma coisa sem Stuck in the Middle with You tocando no rádio. De outro modo, como ele poderia ensaiar alguns passos de dança enquanto tortura o pobre agente da lei? Mas chega de enrolar, que eu não pensei numa conclusão decente pra isso aqui. De novo, o Youtube tenta me sabotar e não me permite inserir a cena aqui, mas recorrendo novamente ao recurso conhecido como hyperlink, aqui está. Deliciem-se.

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