Estréias da semana – 18/07

Cinema quinta-feira, 17 de julho de 2008 – 1 comentário

Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight)
Com: Christian Bale, Michael Caine, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal, Gary Oldman, Morgan Freeman, Eric Roberts, Cillian Murphy, Anthony Michael Hall
O Coringa tá tocando o terror em Gothan, e só o Batman pode impedi-lo.
Isso é tudo que você precisa saber.

Maus Hábitos (Malos hábitos)
Com: Ximena Ayala, Elena de Haro, Marco Antonio Trevinãoo, Aurora Cano, Elisa Vicedo, Emilio Echevarría, Patricia Reyes Spíndola, Milagros Vidal, Héctor Téllez, Alejandro Calva
O filme narra a história de uma familia, ligada mais pelos disturbios de alimentação que pelo sangue. Enquanto Matilde acha que pode salvar o mundo com sua fé e muito jejum, Elena é um esqueleto que acha que a filha, Linda, tá muito gorda pra sua primeira comunhão [O que a menina discorda totalmente], e enquanto se esforça pra parecer uma etíope, seu marido, o arquiteto Gustavo arruma um caso com uma estudante do Peru que tem o apelido de Gordinha.

As Aventuras de Molière (Molière)
Com: Romain Duris, Fabrice Luchini, Laura Morante, Edouard Baer, Ludivine Sagnier, Fanny Valette, Gonzague Montuel, Gilian Petrovski, Sophie-Charlotte Husson, Anne Suarez
Molière é um ator fanfarrão que é preso por dar a volta no Leão, sendo liberado pelo Monsieur Jourdain, um ricaço que paga sua dívida em troca de um favor: Molière deve encenar uma peça para que Jourdain possa seduzir a jovem viúva Célimène. O problema é que Jourdain é casado com Elmire e pai de duas pirralhas, então tudo tem que ser na moita.

Uma Garota Dividida em Dois (La Fille Coupée en Deux)
Com: Ludivine Sagnier, Benoît Magimel, François Berléand, Mathilda May, Caroline Silhol, Marie Bunel, Valeria Cavalli, Etienne Chicot, Thomas Chabrol, Jean-Marie Winling
Uma daquelas “garotas do tempo” arruma um caso com um escritor velhote, que se caga de medo de perde-la pra um playboy, culminando em uma tragédia.

A Ilha da Imaginação (Nim’s Island)
Com: Abigail Breslin, Jodie Foster, Gerard Butler, Michael Carman, Mark Brady, Anthony Simcoe, Christopher Baker, Peter Callan, Rhonda Doyle, Russell Butler
Nim é uma piveta que viaja na maionese demais e mora com seu pai Jack numa ilha remota. Ela adora os livros que contam as histórias de Alex Rover, e acha que ele é real. Mas ele não tem idéia de que a autora dos livros Rover, Alexandra, vive sozinha na selva de pedra: A cidade grande. Acontece que o pai de Nim sumiu, e ela resolve pedir ajuda para Rover, que não existe. Quem entra no rolo é a própria escritora. As duas juntas terão que se virar pra salvar o pai da garota.

Nome Próprio (Nome Próprio)
Com: Frank Borges, Luciano Bortoluzzi, Luciana Brites, Juliano Cazarré, Milhem Cortaz, Ricardo Galli, Rosanne Holland, Munir Kanaan, Leandra Leal, Gustavo Machado
Um filme ruim pra caralho. Sério!

As Aventuras de Molière (Molière)

Cinema quinta-feira, 17 de julho de 2008 – 0 comentários

Bom, eu não sei por que eu insisto, mas dessa vez, ao menos, eu percebi que não tem jeito: Francês não sabe fazer comédia.

O jovem diretor e ator de peças teatrais, Moliére, zombava da nobreza em suas peças popularescas em praças e tavernas animando a baixa classe francesa. Cada dia, ele e sua trupe se tornarvam mais populares entre os pobres até que, por não pagar as taxas obrigatórias ao governo, o rapaz acaba sendo preso. Tudo parecia perdido até que seus débitos foram pagos por Monsieur Jourdain, um rico empresário que, em troca do favor, deseja a ajuda do escritor para interpretar uma cena para cortejar uma bela moça, Célimène. Como o empresário é casado e pai de duas filhas, o segredo deve ser mantido e ator é levado a casa como um religioso, amigo de Jourdain. Enquanto passa por uma de suas maiores provações em termos de interpretação, Moliére terá de escapar de vários desvios que podem atrapalhar sua carreira.

O filme acaba sendo mais um drama do que uma comédia, pra ser sincero. E, sabe o que é pior? Esse filme tinha tudo pra ser uma PUTA comédia, e Molière tinha tudo pra ser uma puta referência de galanteador. O elenco é MUITO bom, carismático ao extremo, a prova de que faltou um roteiro pra ter faltado as risadas.

GAH!

Os franceses pecam na comédia, porém, descontam tudo em cima da qualidade geral do filme: O cenário, a história em si (como eu disse, eles só falham na comédia, mas a história é boa) e, como já dito acima, o elenco, tudo de primeira. E é por isso que, apesar de não ser engraçado, As Aventuras de Molière é um filme que… diverte. Creio que seja uma boa opção para casais, adoradores de teatro e até mesmo para quem prefere ver uma comédia não engraçada ao ver uma comédia pastelão.

É claro que eles não falham totalmente e você pode sim rir com o filme, mas em raros momentos. Também APOSTO que você vai sair da sessão com a impressão de que foi enganado, mas isso passa logo. Então, já saiba logo que o filme é ótimo, mas não pode ser chamado de comédia.

ORRÔ!

As Aventuras de Molière

Molière (127 minutos – Comédia / Drama)
Lançamento: França, 2007
Direção: Laurent Tirard
Roteiro: Laurent Tirard, Grégoire Vigneron
Elenco: Romain Duris, Fabrice Luchini, Laura Morante, Ludivine Sagnier

Conheça o Panorama do Cinema Francês no Brasil

Cinema sexta-feira, 20 de junho de 2008 – 0 comentários

Antes de tudo, um pequeno protesto.

Até agora estou me perguntando se a coletiva que o Théo me enviou, não era alguma desculpa para se vingar de algo que não lembro de ter feito ou foi para me sacanear mesmo.

Sério, além de perder o coffee-break oferecido para a imprensa antes do evento (não adianta, sempre me perco na Paulista e desço na estação errada do metrô), ainda tive que amargar duas horas de espera até a coletiva começar, por conta do atraso dos convidados franceses.

O evento em questão é o “Panorama do Cinema Francês no Brasil 2008”.

Inédito no país, a mostra irá exibir oito filmes inéditos, com a participação de diretores e atores convidados que estarão presentes em cada exibição e, após os filmes, disponíveis para perguntas, autógrafos e debates com a platéia.

O Panorama é o pontapé inicial do que será o “Ano da França no Brasil”, em 2009. Tem apoio das distribuidoras e realização da Unifrance e Embaixada da França no Brasil.

Coletiva

A coletiva para lançar o evento oficialmente contou com a participação dos atores Vincent Cassel, padrinho do evento, Roxane Mesquida, Ariane Ascaride e Clotilde Hesme, e diretores Kim Chapiron e Catherine Breillat. Por conta do cansaço evidente dos artistas (por causa da longa viagem e do atraso do vôo) e dos jornalistas (por esperarem os artistas), a coletiva foi bem burocrática.

Apesar disso, foi importante para mostrar que há vida cinematográfica fora de Hollywood. E das boas.

Para quem ainda acha que o cinema francês (e o europeu com um todo) se resume a filmes-cabeça, chatos, bons para insônia e feitos para pessoas metidas a moderninhas, saiba que ultimamente isso vem mudando ultimamente alternando entre grande produções (conhecidos popularmente como blockbusters) e filmes de autor, além de uma terceira opção que mescla os dois estilos, batizado por Catherine Breillar como “filmes do meio”. “É complicado esse negócio do filme do meio. Não sabemos dizer, exatamente, o que é esse tipo de filme”, explicou.

O Escafandro e a Borboleta é um dos sucessos da mostra

Cassel, que adora vir ao Brasil e que fala português melhor que muito brasileiro por aí, afirma que vive um caso de amor com o país. “A primeira vez que vim foi há 20 anos, para gravar para um filme, onde aprendi a jogar capoeira. Fui aprendendo a língua em aulas e na convivência com brasileiros nas praias da Bahia. É uma história de amor com o país”, afirmou. Recentemente gravou “á Deriva”, dirigido por Heitor Dhalia (O Cheiro do Ralo, filme predileto do Théo) e rodado em Búzios (RJ).

A turma do croissant também falou sobre as dificuldades de filmar na França, por conta da forte influência da TV aberta por lá, que ajuda a financiar as produções locais (alguém se lembrou da Globo Filmes e pérolas como Os Porralokinhas? – putz vomitei!).

Questionado se a seleção de filmes exibidos por aqui representa a diversidade cinematográfica francesa na atualidade, o padrinho do evento foi taxativo: “Não acredito que a pequena seleção representa completamente a produção cinematográfica na França atualmente. Os filmes selecionados são mais autorais. Também fazemos blockbusters e filmes ruins, mas estes não serão exibidos na mostra”, disse brincando, e em francês, Cassel.

Satã: Terror de primeira, apesar do diretor Kim dizer que é comédia

Um pouco mais descontraído e não aparentando o cansaço de seus demais compatriotas, Vincent Cassel admitiu ser polivalente e que gosta de fazer todos os tipos de filmes. “Embora que por gosto pessoal, filmes como os do Cronenberg e de Noé fazem mais meu tipo”, diz.

David Cronenberg é autor de filmes fodásticos como “Marcas Violência” e “Senhores do Crime”, enquanto Gaspar Noé filmou “Irreversível”.

A Última Amante: Clássico filme francês da antiga corte e com muita putaria

Para encerrar, todos foram unânimes em declarar seu amor ao Brasil (clichê?), como o diretor Kim Chapiron, que está no país pela sétima vez: “Tem sido mais agradável trabalhar no Brasil do que na França. Não dá vontade de voltar para lá”.

Evento

Vamos ao que interessa. Se você estiver em São Paulo ou no Rio de Janeiro nos próximos dias e quer conhecer um pouco do cinema francês, não tem o que fazer, ou não gosta de Hollywood, é uma boa pedida dar um pulo no Reserva Cultural (Av. Paulista, 900 – Térreo), em São Paulo ou no cinema Odeon Petrobras (Praça Mahatma Gandhi, 2), no Rio de Janeiro, e conferir o Panorama do Cinema Francês no Brasil:

Confira abaixo a programação:

SÃO PAULO

Dia 20/6 (sexta-feira)
13h – Advogado do Terror
15h30 – Canções de Amor, seguido de debate com a atriz Clotilde Hesme
17h45 – A última amante, seguido de debate com a diretora Catherine Breillat e a atriz Roxane Mesquida
20h30 – O Segredo do Grão, seguido de debate com Hafsia Herzi
0h – Satã, seguido de debate com Kim Chapiron, Roxane Mesquida e Vincent Cassel

Dia 21/6 (sábado)
11h – As Aventuras de Molière
21h30 – O Escafandro e a Borboleta

Dia 22/6 (domingo)
21h30 – Lady Jane

Dia 23/6 (segunda-feira)
21h30 – Advogado do Terror

Dia 24/6 (terça-feira)
21h30 – As Aventuras de Molière

Dia 25/6 (quarta-feira)
21h30 – O Segredo do Grão

Dia 26/6 (quinta-feira)
19h40 – Canções de Amor
21h30 – A Última Amante

RIO DE JANEIRO

Dia 21/6 (sábado)
19h – Canções de Amor, seguido de debate com Clotilde Hesme
22h – Satã, apresentado por Kim Chapiron, Roxane Mesquida e Vincent Cassel

Dia 22/6 (domingo)
13h – Advogado do Terror
15h30 – Lady Jane, seguido de debate Ariane Ascaride
17h45 – A Última Amante, seguido de debate com Catherine Breillat e Roxane Mesquida
20h30 – O Segredo do Grão, seguido de debate com Hafsia Herzi

Dia 23/6 (segunda-feira)
18h – As Aventuras de Molière
20h30 – O Escafandro e a Borboleta

Dia 24/6 (terça-feira)
18h – Canções de Amor
20h30 – A Última Amante

Dia 25/6 (quarta-feira)
18h – O Escafandro e a Borboleta
20h30 – O Segredo do Grão

Dia 26/6 (quinta-feira)
16h – Lady Jane
18h – Advogado do Terror
20h30 – As Aventuras de Molière

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