Scott Pilgrim – Foda-se o filme; leia a HQ

HQs segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cá estou eu cagando de novo em áreas que não me pertencem (Desculpa aí pelo regaço, Guten, mas eu te pago uma cerveja pelos prováveis danos que um texto meu possa fazer na sua mente. Ou pago um horário no psicólogo, o que for mais barato e conveniente), mas sabem como é a necessidade de falar sobre algo foda que ninguém comentou. Ok, ninguém do site comentou. Fazer o quê, final/começo de ano, todo mundo tomando as sobras de cidra barata, panetone seco e se recuperando de ter pulado as ondinhas (Essa vai, especialmente, pro Bolinha, que ainda não entrou na linha), é normal que uma HQ foda como a série Scott Pilgrim tenha passado batido por aqui. Mas não temam, como o herói que volta apenas no ato final, estou aqui pra salvar o dia.

A primeira coisa que cês têm que botar na cabeça antes de continuar é que, sim, eu falo em HQs. Mas cada edição é, praticamente, um livro, com uma média de 200 páginas. A história se encontra na sequência: Precious Little Life, vs. The World, The Infinite Sadness, Gets It Together, vs. The Universe e Finest Hour. E, sendo sincero, todas valem a pena. É claro, o traço do criador Bryan Lee O’Malley no primeiro livro é bem ruim comparado com os demais, mas… Até Cavaleiros do Zodíaco é assim. E mesmo com um traço mais fraco no começo, a história não perde sua qualidade. Aliás, tem muita sacada espalhada pelo enredo que o pessoal mais ligado em games vai acompanhar. E isso é um forte indicativo de que você não tem vida social, inclusive.

Agora, e a história em si? Orra, e eu pensando que vocês não iam me perguntar isso. Tudo acontece no Canadá, onde, de fato, vive Scott Pilgrim, um maluco de 23 anos que toca baixo em uma banda. Basicamente é isso que ele faz da vida, bem vagabundo criado a leite com pêra mesmo. Até aí, tudo belezinha. Só que, logo no começo, você descobre que ele tá namorando uma menina de 17 anos. Ok, eles nem sequer ficaram de mãos dadas, mas vocês entenderam a ideia. Louco? Perturbado? PEDÓFILO? Vamos com perturbado mesmo. De qualquer jeito, todo mundo que o conhece olha esse relacionamento como algo estranho. E ele não dá a mínima.

 As onomatopeias só perdem pras tirinhas do Piratão (RIP).

Um dia, Scott tem um sonho e nele aparece uma guria de patins. Sabe o que é realmente foda? É que ele encontra a guria na vida real em vários lugares, até que, depois de bancar o babaca em uma festa, consegue fazer com que ela saia com ele. Ramona Flowers, americana, trabalha na Amazon e é uma ninja. Afinal, ela faz entregas na neve de patins. Tudo beleza, tudo maravilha. Scott não sabe o que fazer nesse momento, já que ele quer ficar com Ramona mas acha difícil terminar com a sua namorada que ainda está no ensino médio. Mas essa é a menor das preocupações que ele vai passar.

Ao decorrer da história, é apresentada a liga dos ex-namorados do mal, que é composta por sete FDPs que já namoraram com a Ramona e, mesmo assim, controlam a vida amorosa da cocota. Pra que Scott consiga continuar saindo com ela, ele tem que lutar e derrotar os sete ex-namorados – que variam desde um indiano que se veste como pirata e dispara bolas de fogo a um baixista vegetariano que tem super poderes. Variedade, é isso aí. Mas a história não fica só focada nesse lance de derrotar os sete ex-namorados, não senhores; quem tá lendo também acompanha coisas à parte, como as cagadas em um relacionamento, o dia a dia de uma banda independente que tem dois fãs, no máximo, e outras coisas rotineiras.

Eu sei, lançaram o filme da bagaça. Por que vocês leriam a HQ, sendo que ela é comprida, não é mesmo? É porque ela é melhor. A trama entre todos os personagens é bem mais densa e explorada nos livros, coisa que não aparece no filme, que tem uns personagens cortados. E ok, tudo se baseia em um garoto babaca tentando conquistar uma garota foda, mas, ao contrário do que poderia ser, não fica babaca ou meloso, pelo contrário: Em todo volume você vai dar risada, vai curtir as lutas e as referências ou até xingar as burradas que os personagens fazem. Isso se você souber ler. Se não, assista ao filme. Dublado. Sim, é pra sofrer duas vezes; uma não é suficiente.

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  • Eu bem que queria mas os lugares que eu encontrei as HQs eram caras. Aí fica chato. Mas ainda não vi o filme, então sendo bom ou ruim eu quero ver o filme.
    =1

  • K

    Elas são caras mesmo. Vi vendendo por volta de trinta reais cada, e em promoção. E é por isso mesmo que The Pirate Bay é amor.

  • Sas

    É mesmo… Porque será que não colocaram, em um filme de 1 hora e meia todos os detalhes de uma serie com quase 1500 páginas? Ah é, porque o filme só tem malditas 1 hora e meia.
    Eu concordo que a hq é muito boa, mas o filme é melhor porque como NÃO foi mencionado aqui a série é em preto e branco enquanto o filme tem efeitos especiais fodásticos e uma trilha sonora boa pra clarhao.
    Então restam duas opções:
    Ver o filme primeiro e ficar desapontado com a qualidade gráfica de série(o meu caso), ou
    Ler a hq primeiro e ficar desapontado com o que ficou de fora do filme(como K).
    Mas se fosse para escolher definitivamente ficaria só com o filme, porque ele tem o essêncial da hq com cores e efeitos muito bons.

  • K

    Sas, o filme não é ruim, so é superficial. Isso é medo de arriscar uma série no cinema. É a mesma coisa com Harry Potter: imagina a série inteira em um filme só? Pois é, isso que aconteceu. E olha que com Harry Potter a maioria das pessoas prefere o livro aos filmes – sendo que é um para um.

    Sinceramente? Um filme ter CORES e EFEITOS ESPECIAIS é obrigação. Achar que o filme é melhor que a HQ só por causa disso é coisa de tanga. E não, o essencial não é mostrado no filme. Nem de perto.

  • Danilo

    Só pq é em preto/branco o filme é melhor que a HQ? The Walking Dead é em preto e branco e ganha vários prêmios de melhor HQ.

  • vassourada

    O que o Danilo falou é verdade. A série Walking Dead não foi sequer cogitada a levar um mísero prêmio de melhor HQ.

  • Um problema do filme é ele foi lançado antes do fim da HQ

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