Review – Cidade Cinza (CPM 22)

Música segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Primeiro, antes que comecem a me chamar de EMO, vou falar um pouco de o porque eu gostAVA de CPM22. Há muito tempo atrás, eu estava passando por rádios e ouvindo porcarias randômicas, que tocam sem ordem nenhuma por aí. Ao parar em uma estação, lembro de ter ouvido a música “Anteontem”. puxando um pouco pela memória, já tinha ouvido essa música em uma versão do Dibob, outra banda desconhecida pra muitos.
Fui atrás dos cd´s dos caras, e acabei gostando. Depois de ouvir todas as músicas que eles tinham feito, chegou a hora da separação. Acabei apagando mais de 70% das músicas, só ficando com as que eu realmente gostei, o que deu umas 25 músicas.
O tempo passa, e eu vou criando um gosto musical mais apurado, mas ainda ouvindo essas 25 músicas. quando vi a noticia do lançamento do disco, resolvi ouvi-lo, e cheguei a uma conclusão:
Eles não são os mesmos que eu ouvia.
Dadas essas explicações, vamos ao review faixa a faixa do disco. é, eu consegui depois de um esforço chegar ao final dele.

cidadecinza.jpg

CPM22 – Cidade Cinza
lançamento: novembro de 2007
formado por: CPM22: Badauí (voz), Wally (guitarra), Luciano (guitarra), Fê (baixo), Japinha (bateria).

Faixa 1. Estranho no Espelho
faixa de abertura do disco. não foi uma boa escolha, fez com que u pensasse que o disco fosse melhorar depois dela. letra mediana, um baixo medíocre, e na maioria do tempo, não consegui entender a letra. calma, é só o começo, vai PIORAR.
Faixa 2. Nossa Música
Musica tem que ser algo pra relaxar, servir de trilha sonora pra algum momento especial, e essa música não tem estilo nenhum pra se encaixar em nenhuma dessas situações. Sério,ela me fez ficar deprimido depois de 1:30. E eu deprimido não é algo legal, então, PRóXIMA!
Faixa 3. Ano que Vem Talvez
O começo dessa faixa é ótimo, os primeiros 15 segundos. E só. Sua letra falando sobre alguma coisa que ainda acho que é sobre o cara que levou um pé na bunda, é muito… fraca, sentimento demais. Típica música pra tocar nas rádios e fazer o povo comprar o CD. Mas não se engane, ainda tem mais.
Faixa 4. Escolha, Provas e Promessas
O início dessa faixa é aquele típico das músicas do CPM22, que sempre me fez confundir elas, achando que era outra tocando. Talvez tenha sido a tentativa deles de atraírem os antigos fãs com alguma coisa que já era garantido que iria funcionar, mas não deu muito certo. Mas mesmo assim, é a música que eu mais gostei do disco.
Faixa 5. Tempestade de Facas
Mudando completamente o estilo da banda, essa música é cheia de gritos, me lembrando umas músicas do ratos do porão. Mas é claro, apesar de eles falarem que não são emos, essa faixa não ajudou em NADA pra mudar a imagem deles.
Faixa 6. 1000 Motivos
Mais uma faixa que me deixou pra baixo. Não vou falar dela, não vale a pena falar alguma coisa sobre ela. Eu não vou escrever nada MESMO sobre ela.
Faixa 7. Depois de Horas
A música mais “escutável” do disco. É curta, tem solos legalzinhos, e a letra não é muito enrolada, chega direto ao que quer falar, sem ficar enchendo o saco. E tem um ritmo melhor do que eles estão acostumados a fazer. Desconfio que não seja uma música deles, mas, quem sabe?
Faixa 8. Mais Rápido que as Lágrimas
Depois da faixa anterior, essa faixa é um soco no estômago, de tão igual a tudo o que eles fizeram. Clichê ao extremo, a melhor parte é os últimos 30 segundos, que quando tá parecendo que vai ficar boa, acaba a faixa.
Faixa 9. Reais Amigos
Eles deviam patentear esse riff que eles usam. Ele sempre aparece nas músicas deles, e essa não é diferente. A letra dela se salva, mas não o suficiente para salvar o que o ritmo estragou. Vale a pena pela letra, apenas isso.
Faixa 10. Tempo
Não sei o que pensar dessa faixa. Ela é a mais sem açúcar do disco, e cheguei ao final dela completamente indiferente, de tão sem graça que ela é. ganha o selo de “pior música do álbum”
Faixa 11. Maldita Herança
Sabe a faixa 5 e o que eu disse sobre ela? mude algumas palavras, coloque uns 20 segundos a mais, e terá a faixa 11 do disco. Nada demais, além de uma bateria completamente insana e sem sentido acompanhando a faixa inteira.
Faixa 12. Cidade Cinza
A faixa que dá o titulo ao disco. Não entendo o porque disso, ela não é assim tão boa. Seu refrão “Vivaaaaaaa, na cidade cinzaaaaaaa” é irritante demais. Mas me fez ficar feliz, pois o CD chegou ao fim ,e agora posso apagar ele.
Conclusão final:
Tem 25 reais e quer gastar em um cd brasileiro? Compre o do Matanza, garanto que é bem melhor.

Antes de comentar, tenha em mente que...

...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • murilo

    mesmo de pois de ser tão zoado esse review saiu msm?

  • murillo: “depois” se escreve juntinho, ok?

    Então, eu já ouvi cpm 22. E eu gostava. Mas das 2 ou 3 músicas que eu ouvi um pedaço nada me chamou atenção. Na real parece que eles querem chamar atenção. A melodia não combina em nada. Uma das músicas que eu ouvi parecia que o vocal tava no meio de um rap enquanto as guitarras e demais intrumentos tentavam imitar um hc ou algo do gênero. Bizarro demais.

  • Friederichs

    Santhyago é um cara de coragem!!! Ganhou meu respeito tacando o post sobre oque ele queria falar!!!!
    BOAAAAA Santhyago!!

  • joao

    Aquele na capa é o théo perdendo o onibus???

  • théo

    @joao
    É, nesse dia.

  • Black

    Cara, depois de ler esse review eu fiquei deprê. Porra, e isso que eu GOSTO da banda. Eles me deixaram com medo desse cd, mas agora eu fiquei com ódio mesmo. E cadê aquelas músicas que eles tocaram no Ao Vivo? Decadência.

  • Ibrahimovic

    Eu vou escutar o Tankard e encher a cara que eu faço mais futuro.

  • Capitão Piratão

    Mais uma vez ce conseguiu se afundar pra levar outro cara junto, Santhyago. ó lá, ce acaba de fazer o Black se auto-destruir, também.

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