Realidades Paralelas: Reino do Amanhã

HQs sexta-feira, 15 de abril de 2011

Pretendo abordar, nos próximos artigos, algumas realidades e linhas do tempo alternativa em que nos deparamos com versões de heróis conhecidos em histórias marcantes ou apenas divertidas, sejam elas publicadas em séries, mini-séries ou edições especiais. E como mencionei o Reino do Amanhã no artigo anterior, iniciemos por ele.

A história foi escrita por Mark Waid e ilustrada por Alex Ross, sendo publicada em 1996. A história mostrava cerca de 20 anos a frente num possível futuro do Universo DC, onde a humanidade havia perdido o respeito pelos heróis.

A história nos é mostrada pela visão do pastor Norman McCay, que graças ao Espectro, se torna invisível, inaudível e intangível, podendo desta forma presenciar vários fatos sem se ferir. Assim, ele vivencia o momento que causou esse futuro: O Coringa invadindo o Planeta Diário e matando a todos, com exceção de Clark Kent, o Superman.

O homem de aço, é claro, procura o vilão, mas, Magog, um herói em ascensão, acaba encontrando o palhaço do crime antes, e o executa. O novato herói é levado a julgamento e absolvido pela população. Com isso, Superman e os demais heróis ficam decepcionados com a humanidade e se “aposentam”, por acharem que o povo não tinha mais apreço pelo valor mais defendido por eles: A vida.

 O Reino do Amanhã tentou resgatar o conceito do que é ser herói.

Assim, Magog passa a comandar os demais heróis que atuam contra o crime, sempre com uma atitude violenta, fazendo muitas vezes papel de juiz, júri e executor. Em uma de suas ações atrás do vilão Parasita, esse consegue “rasgar” o peito do Capitão Átomo, que explode, destruindo boa parte do Kansas e matando a maioria dos heróis que lhe perseguiam, e apenas Magog sobreviveu.

Após esse incidente, o Superman decide retornar ao bom combate, pois a nova geração de heróis não demonstravam apreço pelos seres humanos e se preocupavam apenas em lutar por lutar e assim mostrar seu poder. Com a volta do Superman, outros heróis voltam a ativa com a intenção de mostrar aos novos heróis que o mais importante é preservar a vida acima de qualquer coisa.

Assim, os heróis que não passam a seguir o “velho código de honra e justiça” acabam sendo presos como vilões e iniciam uma revolta na “prisão” para a qual são levados. Contudo, para impedir um massacre e dar o exemplo, Superman vai até lá e entra numa batalha épica com o Capitão Marvel.

 Superman e Capitão Marvel se enfretam numa batalha épica.

O Mortal Mais Poderoso da Terra havia sofrido uma lavagem cerebral por Lex Luthor, e por isso entrara em conflito com o Homem de Aço. Em meio à essa batalha, o governo (Com medo de outra tragédia como a do Kansas) dispara uma bomba nuclear para destruir todos os superseres, heróis e vilões.

O Superman então consegue fazer com que o Capitão Marvel recobre sua consciência e parte para impedir que a bomba destrua tudo. Ele acaba sendo impedido pelo campeão de Shazam, que tenta se redimir tentando deter a bomba, porém ele falha e muitos morrem na explosão, restando apenas poucos sobreviventes. Após essa tragédia, Superman vai até a ONU, perdoa os humanos e afirma que irá retomar a função de proteger o mundo e servir como guia para os humanos.

Apesar do clima meio religioso da história, ela se tornou um marco ao mostrar que o ideal dos antigos heróis de preservar a vida não havia morrido e eram ainda válidos. Isso também serviu como uma crítica aos heróis dos anos 90, que haviam se tornado mais e mais sombrios e violentos, principalmente pelo sucesso atingido pelos heróis da Editora Image nesse período.

Além disso, a história nos traz conceitos interessantes como o Flash (Wally West) fundido a Força da Aceleração e o Batman controlando o combate ao crime em Gotham com bat-robôs.

De qualquer forma, o roteiro de Waid e a arte de Ross apresentam aos leitores uma ótima história onde, mais do que seres super-poderosos, os heróis são humanos.

Após a série 52, descobrimos que esse possível futuro se concretizou numa das novas terras do multiverso, a Terra 22, possibilitando até a participação do Superman desta terra no Universo DC tradicional em um arco de histórias da Sociedade da Justiça.

 Após Reino do Amanhã se tornar a Terra 22, o Superman daquele universo participou do universo “tradicional” ao lado da Sociedade da Justiça.

No próximo artigo, mais uma mini de sucesso e em seguida um Universo todo novo.

Leia mais em: , , , , , , ,

Antes de comentar, tenha em mente que...

...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • O reino do amanhã foi uma das coisas mais geniais, senão a mais genial em muitos anos de universo dc!

  • Marinheiro de banheira

    Acho que assisti algo parecido em um desenho da liga da justiça.
    bem, neste episódio se retratava um futuro onde após algum super heroi ser morto pelo coringa, superman acaba o lobotomisando (tornando o coringa um vegetal), gerando então uma nova formade ação dos super herois que acabavam por levr os bandidos pro jure e então eram lobotomizados pelo superman, daí neste episódio o superman do passado viaja para o futuro e resolve essa parada.
    P.S. não sei bem se foi o superman do passado que viajou pro futuro ou outro supeheroi.

busca

confira

quem?

baconfrito