Quadrinhos de Abril – Parte 2: Uma DC como você nunca viu

HQs terça-feira, 20 de maio de 2014

Olá, pessoal. Depois de falar um pouco sobre o mês passado da Marvel com o Homem-Aranha (Que você pode ver aqui), essa semana é a vez do mês passado da DC Comics.

Sabe Superman, Batman? Então, deles eu não vou falar, vou falar de outras HQs da DC, que aqui no Brasil são lançados pela Panini. Desta vez vou falar sobre as HQs Arqueiro Verde 8 (Onde estão os números Birds of Prey 22 e 23 e Green Arrow 23.1) e Universo DC (Aquaman 22, Earth 2 14, Flash 22, Supergirl 18 e 19, Wonder Woman 22 e World’s Finest 14).

Vamos para logo de enrolação e começar essa bagaça.

Birds of Prey 22/23

Birds of Prey 22 (Roteiro: Christy Marx, Arte: Romano Molenaar e Robson Rocha) e Birds of Prey 23 (Roteiro: Christy Marx, Arte Romano Molenaar)

Pra quem não sabe, Birds of Prey é o grupo de heroínas (Atualmente tem um homem, mas sempre foram mulheres) liderados pela Canário Negro (Que não é mais casada com o Arqueiro Verde, o que já é uma verdadeira porcaria). Além da Canário, temos Batgirl (Sim, a Barbara Gordon anda e luta contra o crime, a melhor historia feita pela DC foi jogada no lixo nesses Novos 52), Garra (Uma “ninja” muda que regenera instantaneamente e era membro da Corte das Corujas, recomendo ler a saga Noite das Corujas) e Condor (Um cara numa roupa que voa, que de alguma maneira, ainda não explicada, conhece o passado da Canário).

A história dessas duas HQs é justamente sobre esse passado: Um grupo chamado Basilisco ataca o grupo querendo levar a Canário e o Condor de volta pra eles. A história se desenvolva de uma maneira tão rápida que me pareceu apenas o plot de algo maior mesmo. No final, algo do passado da Canário é revelado e deixa claro que tem muuuito mais coisa pra acontecer. Como um todo só vale a pena se você é fã dessa nova Canário, caso contrário, pule pra próxima historia. Nota: 5

Green Arrow 23.1

(Roteiro: Jeff Lemire, Arte: Andrea Sorrentino)

Essa história faz parte de um uma ideia fantástica da DC de dedicar a edição 23 alguma coisa aos vilões “específicos”. No caso do Arqueiro Verde, dedicado ao Conde Vertigo. A HQ tem um estilo todo particular de graphic novel e conta a história do vilão, seu surgimento, de onde vieram seus poderes e sobre sua mãe que o entregou pequeno para a empresa que fez os testes nele. Sinceramente, eu nunca fui muito ligado ao Arqueiro Verde, até gostei da série, mas não sou um conhecedor profundo disso, menos ainda do Conde Vertigo, então devo dizer que fiquei apetecido em ler mais coisas, tamanha a qualidade de roteiro e da arte mais deformada do quadrinho. Se continuar assim, vale muito a pena continuar acompanhando. Nota: 8

Aquaman 22

(Roteiro: Geoff Johns, Arte: Paul Pelletier)

Até agora, tudo o que eu ouvi dizer é que Aquaman é a HQ mais adulta da DC, e lendo esse em especifico, percebi que realmente as histórias do Rei dos Mares estão muito boas. Esse quadrinho é o quarto da série sobre o retorno do Rei Morto, o primeiro rei de Atlântida.

A história se passa em 3 frentes, a primeira é com Arthur chegando em Xebel para encontrar Mera, que foi até lá falar com seus outros irmãos que vivem lá, quando todos são atacados pelo Rei Morto, o primeiro rei de Atlantida cujo nome foi retirado das lendas. A segunda frente se faz com o Escavador, que depois de ter roubado alguns artefatos de Atlântida, invade a cidade para destruir Arthur, mas acaba não o encontrando lá e domina a cidade a espera dele. E a terceira frente conta a historia de Murk, Swatt e Tula, que vem a terra para resgatar Orm, irmão de Arthur, que após ter tentado dominar a Terra e ser impedido pelo próprio irmão, foi preso numa prisão de contenção de super-poderosos. O roteiro lembra um quadrinho medieval e isso dá um valor diferente a história, a arte é muito boa e a saga surge interessante em meio aos outros personagens da DC. Nota: 9

Earth 2 14

(Roteiro: James Robinson, Arte: Nicola Scott)

Deixe eu explicar um pouco sobre o que é a Terra 2: Os fãs da DC sentiam falta da antiga Sociedade da Justiça. Quem não sentiria? Os heróis eram os mesmos mas eram velhotes e é sempre divertido ver um velhote dando uma surra em alguém. Ai, atendendo ao pedidos dos fãs, a DC fez um mundo só pra eles e os colocou jovens. Por que? A história inteira se passa sobre uma guerra contra Steppenwolf, mas você não presta a atenção nisso. Tudo o que você consegue pensar é “Porque a DC fez isso?”. Mas foda-se, a arte é animal, uma das melhores da DC. Nota: 6

Flash 22

(Roteiro: Francis Manapul e Brian Buccellato, Arte: Francis Manapul)

Pra quem não sabe, agora o poder do Flash não é só ser o homem mais rápido do mundo. Nas HQs do meninão ai, surgiu a “Força da Aceleração”, algo que deixa qualquer outro super-herói no chinelo. Simplesmente, através dessa força, o Flash agora pode mudar sua densidade, como ele explica para o Kid Flash na revista anterior, acelerar seu corpo, acelerar outros corpos, desacelerar outros corpos, voltar ou acelerar-se no tempo, atravessar dimensões e etc, etc, e etc. Poderoso? Só um pouquinho.

E sobre o que montar uma historia com um cara tão poderoso assim? Quem seria um vilão digno? Exatamente, o vilão dessa microssaga que está em sua 3ª parte nessa exata revista, o Flash Reverso. Só explicando, o Flash Reverso não é o homem mais lento no mundo, ele é alguém como o Flash, alguém de poder imensurável, com um agravante: Ele é viciado na força de aceleração. Essa é a parte que queria chegar. Nessa história, o Flash confronta o Flash Reverso após o mesmo assassinar varias pessoas que, de alguma maneira, estavam ligadas a Força de Aceleração. A HQ em si não tem nada de extraordinário, porém a sequência que foi feita até esse numero é muito interessante, colocando o Flash em contato com vários outros velocistas do selo DC. Vale como parte da obra geral, mas sozinha não é tão fantástica. Ela também não é o final, ou seja, vale a pena buscar para acompanhar. Nota: 8

Supergirl 18/19

Supergirl 18 (Roteiro: Frank Hannah, Arte: Robson Rocha) e Supergirl 19 (Roteiro: Mike Johnson, Arte: Mahmud Asrar)

Agora a confusão está instalada. Aparentemente, ambas histórias se passam no mundo principal da DC, mas por diversas vezes eu me perdi no lance “Quem é a oficial: Poderosa ou Supergirl?”. Fora isso, são garotas com saias de colegial e peitões, o que não é nada mal. Supergirl foi envenenada por krypitonita enquanto lutava com H’El, ela se recupera ficando no Sol por um tempo, mas quando volta ela está sob o olhar de Luthor, que esta preso e conversa com seu grupo criminoso através de neurotransmissores ou algo assim. Ao mesmo tempo a outra Kara, a Poderosa, descobre sobre essa sua versão mais jovem e vai de encontro a ela para salvá-la (Tá confuso? Nem me fale). Bom, arte é interessante, roteiro é meio atrapalhado, mas peitos compensam tudo sempre. Nota: 7

Wonder Woman 22

(Roteiro: Brian Azzarello, Arte: Cliff Chiang)

OK, Mulher Maravilha escrita por Brian Azzarello, é sem erro. A saga sobre o ultimogênito de Zeus. Depois da volta do primogênito de Zeus, que eu acredito ser Hércules, mas o nome dele não foi dito ainda, Diana acorda em Nova Genesis, terra natal de Orion. Queria poder explicar mais dessa saga, mas ela já está correndo a uns 10 números e como qualquer coisa do Azzarello, se for dado spoiler antes da hora perde 50% da diversão. Minha recomendação? Leiam, com certeza, a arte remete a era de ouro, a história é envolvente e redondinha, sem pontas soltas até agora, vale a HQ sem dúvida. Nota: 9

World’s Finest 14

(Roteiro: Paul Levitz, Arte: Robson Rocha)

As meninas juntas, Poderosa e Caçadora, uma loira e uma morena, descrevendo parece até uma HQ pornô, mas não é (Infelizmente?). A história é simples: As duas estão juntas fugindo do Desaad, braço direito de Darkseid, um dos terrores de Apokolips. A historia parece ser ainda um prelúdio de um arco próximo a acontecer entre elas e Desaad. Nada de mais, começa com a cabana onde a Caçadora se esconde pegando fogo, depois elas se encontram juntas protegendo umas armas que eram de Apokolips e acaba. Lá no finzinho tem uma surpresinha, mas nada que fosse de alguma maneira “super divertido”. Nota: 6

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