Protocolo Bluehand: Alienígenas (Eduardo Spohr, Alexandre Ottoni e Deive Pazos)

Livros segunda-feira, 12 de março de 2012

Já faz um tempo desde o lançamento, mas só agora li Protocolo Bluehand: Alienígenas, e bem, este post vai ser um tapa na cara de muito ““““nerd”””” idiota por aí, já que se você procurar por outras resenhas da coisa, se deparará com as decentes e as feitas por fãs, e, meus caros, todo fã é idiota, principalmente se tem internet no meio.

Como o próprio nome diz, o livro é para ser um “protocolo”: Um conjunto de regras à ser seguido caso alguma merda aconteça. Bluehand é uma pessoa/personagem que participa do Jovem Nerd, e por uma série de fatores gerou essa coisa do “manual de sobrevivência”. O troço foi escrito por Alexandre Ottoni, Deive Pazos (Jovem Nerd e Azaghal, respectivamente) e Eduardo Spohr, que começou recentemente no ofício ingrato de autor.

O livro não é um compilado de regras, do tipo “se X ocorrer, faça Y” (O que meio que fode com a parada de ser um protocolo), mas parece mais com um dossiê, no caso, sobre aliens, falando dos tipos de aliens, suas armas, capacidades, história, etc. Depois disso, vem a parte principal do livro: Como lutar contra uma invasão extraterrestre, falando sobre armas, equipamentos, refúgios, táticas de proteção e coisas do tipo, indo então para a terceira parte, que faz uma “análise” de como seria a vida, antes, durante e depois da invasão, bem como da guerra contra os ETs, e como governos e populações lidariam com a coisa toda.

O ponto forte desse livro é, definitivamente, seu visual: Muitas ilustrações, anotações e demais “recheios”. Nenhuma página é “limpa”, preto no branco, todas elas tem algum detalhe visual e claro, isso sempre deixa a coisa mais legal. A capa também é boa, mas não foi a que mais gostei: Algumas das que foram descartadas me pareceram mais legais. Tratando-se da parte física, o livro é realmente bem feito: Papel de qualidade, bem editado e porra, os ilustradores mandaram muito bem. Só achei que o livro seria maior, não em quantidade de páginas, mas em tamanho… Só eu sendo chato.

 A capa final.

Apesar do visual fazer bonito, o texto em si já faz bem diferente. O livro não tem aquela coisa de “teoria da conspiração” que sempre vem junto com ETs, mesmo tentando. Como disse alí em cima, o livro vai mais para o caminho de “uma reunião de informações e dicas” do que para “diretrizes”: A parte em que trata do plano prático, com armas, equipamentos, dicas e tudo mais é realmente boa, mas óbvia, e acaba não dando nada novo, nada que você, no caso de uma invasão, não pensaria depois de um tempo. A primeira parte, que fala sobre os ETs vale pela informação, e como o próprio livro diz, o conhecimento é uma parte importante. Já a parte final é bem clichê, se apoiando em vários filmes, que bem provavelmente estão certos, mas como sabemos, se a merda acontecer de verdade, nem tudo sai conforme o planejado. Em suma, é um “talvez role assim”, e ter uma ideia geral da situação é sempre útil.

Claro, o livro todo é baseado num site/blog, então claro que piadas internas e aquela “mitologia” criada no JN não ficaria de fora: O título é assim, e várias das partes do livro seguem isso, como, por exemplo, a que trata de criar a “Rede Bluehand”, que se apóia em um código, que identifica as habilidades de cada pessoa. Um toque legal (E viável), que deixa o livro mais completo, mesmo sem influenciar diretamente na “história”. E por fim, o livro ainda conta com apêndices, falando sobre diversos casos relatados acerca de aliens, UFOs e todo o resto, bem como uma lista de obras recomendadas, entre filmes, livros, séries: Pode não parecer, mas esses “extras” deixam a coisa bem mais completa, e fariam uma certa falta.

 Uma capa muito mais legal que poderiam ter usado.

O livro falha (E feio) como um exemplar de ufologia, teoria da conspiração e manual de sobrevivência (Que seriam os temas principais), mas em relação à “mitologia Jovem Nerd” cumpre o que promete: Um livro feito para os fãs do site (Que obviamente o acham um livro supremo digno de subserviência e adoração), uma grande piada (No bom sentido) para quem já conhece, mas que não faz grande diferença para quem pensa não conhece. Não li os outros livros do Eduardo Spohr (A Batalha do Apocalipse e Filhos do Éden), mas o pouco que já vi não me impressionou… O natural é ele ir melhorando com o tempo e a experiência: A chance inicial ele já teve, agora só resta esperar pelas próximas obras.

Este é o primeiro livro de uma série à ser lançada, no caso do segundo volume, sobre zumbis, que talvez (Mas só talvez) saia entre este ano ou no ano que vem, e que conta com um “preview” no final deste livro… Este, sobre ETs foi o primeiro por causa de 2012 e toda a coisa do fim do mundo, mas o Protocolo Bluehand começou mesmo com zumbis… Se o volume “principal” da série for melhor, a inversão tá valendo. Na real, o livro só vale caso você tenha a intenção de ter a coleção toda (E gostar do JN), caso contrário, será apenas um livro legalzinho, que ocupará espaço na prateleira.

No hotsite do livro vocês tem ilustrações, estudo de capas, trailer, informações e até uma prévia de parte do livro. Além disso, sendo uma publicação “independente”, não está à venda em livrarias e outros sites, apenas por lá. Os 50 reais do livro (Com frete grátis), valem à pena, considerando a qualidade da coisa, mas como eu disse, só compre se você quiser ter a coleção completa. Enfim, um livro bonito, mediano, cheio de “poréns”… Comprei o primeiro e vou comprar os outros… Espero que o próximo seja melhor.

Protocolo Bluehand: Alienígenas Seu Guia Definitivo Contra a Ameaça Extraterrestre


Ano de Edição: 2011
Autor: Eduardo Spohr, Alexandre Ottoni e Deive Pazos
Número de Páginas: 336
Editora: Nerd Books

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  • Eu sou fã de Jovem Nerd e ainda estou lendo o Protocolo e já li os demais livros do Spohr.
    Achei errado quando você disse: “e, meus caros, todo fã é idiota, principalmente se tem internet no meio.”
    Na verdade, realmente, concordo com a sua crítica (até o momento), um livro muito bonito mas ainda não me impressionou muito.

    Mas, cara na boa: “Não li os outros livros do Eduardo Spohr (A Batalha do Apocalipse e Filhos do Éden), mas o pouco que já vi não me impressionou… O natural é ele ir melhorando com o tempo e a experiência: A chance inicial ele já teve, agora só resta esperar pelas próximas obras.”

    Protocolo não foi “a chance inicial”, ele já fez dezenas de livros e o primeiro publicado (independentemente e por editora) foi ABdA, ele seria “a chance inicial”, você deveria ler ele, assim como Filhos do Éden. Eles sim são livros realmente “escritos” por Spohr, o Protocolo foi um livro escrito “compartilhadamente” e não vale como estudo da obra de Spohr, esse livro realmente é um livro voltado para os fãs, e como você mesmo disse, para quem conhece o mundo Jovem Nerd (fãs idiotas, como você mesmo disse [obrigado pela parte que nos toca]) ele é um ótimo livro.

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