Prometheus

Cinema quinta-feira, 14 de junho de 2012

 O visionário cineasta Ridley Scott retorna ao gênero que ele ajudou a definir, criando um épico de ficção científica original em um dos lugares mais perigosos do universo. O filme traz uma equipe de cientistas e exploradores em uma jornada que testará os limites físicos e mentais, colocando-os em um mundo distante, onde eles descobrirão as respostas para nossos dilemas mais profundos e para o grande mistério da vida.

A série Alien começou como horror puro, mas a partir do segundo filme descambou pra ação. Não que isso seja ruim, afinal um monstro de carapaça espessa que sangra ácido molecular e tem por mania matar humanos não é uma má ideia de vilão. A questão é que os filmes foram piorando com o passar do tempo, como costuma acontecer com continuações. Mas, felizmente, isso aqui não é uma continuação [Direta], tá mais pra uma prequência. Que até melhora o nível da parada. Mas não muito.

E o filme não tem a participação do Val Kilmer. Aquele é o Guy Pearce maquiado. Mais spoilers em frente.

O filme começa com uma escavação cabreira no interior da Escócia, lá no fim do século XXI. O mesmo padrão que foi encontrado em várias civilizações, aparentemente sem conexão entre si, se repete: Um monte de maluquinho louvando um gigante que aponta pro céu. Após vasculhar o horizonte em busca da formação que o gigante aponta, apenas um resultado é encontrado: Um planeta lá na puta que pariu, chamado LV-426. Familiar? Deveria, se você viu o primero Alien.

 E lá vamos nós, numa nave muito mais moderna que a Nostromo, apesar de ser TRINTA ANOS MAIS NOVA.

Guiando a expedição estão os descobridores dos vestígios dos deuses astronautas: Elizabeth Shaw e Charlie Holloway, que também são um casal. Só que tá todo mundo dormindo, e David é quem cuida da casa: Assiste vídeos, joga basquete enquanto anda de bicicleta, esse tipo de coisa normal que só os androides fazem por você. Mas porque diabos eles foram atrás desse pedaço de pedra perdido no mundo universo, você se pergunta. E eu respondo: Quer mesmo saber? Vai ver o filme.

 Dica: Eles não estão sendo motivados por altruísmo.

É aqui que o bicho pega: O maldito do Ridley Scott tentou recriar a atmosfera do primeiro Alien, mas falhou miseravelmente, a despeito de ter mais tecnologia. Talvez ele tenha falhado justamente por tentar usar a mesma fórmula só que com mais ação e tal. Ou talvez porque não dá pra criar claustrofobia tendo um planeta gigante pra explorar, ou mesmo grandes domos de terraformação, ao contrário dos pequenos corredores de nave espacial. Sem contar que o inimigo é muito menos alien e mais interno. Se bem que ambos os fatores são usados com relativo sucesso.

 Mas algumas referências ficaram legais, admito.

É aquela coisa: Se o filme não tivesse sido vinculado à franquia Alien, talvez ele pudesse ser melhor trabalhado, ou mesmo a expectativa fosse menor [Afinal, querendo ou não, cê sabe que é o universo de Alien]. Mas com o que foi entregue, fica difícil ficar contente. Talvez satisfeito. Mas com aquele sentimento de “dava pra tirar mais coisa dae”.

Prometheus

Prometheus (124 minutos – Ação)
Lançamento: EUA, 2012
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Jon Spaihts e Damon Lindelof
Elenco: Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, Guy Pearce, Idris Elba, Patrick Wilson, Rafe Spall, Logan Marshall-Green, Kate Dickie, Sean Harris, Emun Elliott

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