Presságio (Knowing)

Cinema quinta-feira, 09 de abril de 2009

Em 1959, como parte das celebrações de uma escola infantil, um grupo de alunos faz desenhos de como eles imaginam o futuro. Os desenhos ficarão guardados em uma cápsula do tempo e serão abertos em 50 anos. Porém, uma garota desenha diversos números aparentemente aleatórios, que ela alega estarem sendo soprados por pessoas que ela não vê.

Meio século depois, uma nova geração de alunos examina o conteúdo da cápsula e a mensagem criptografada da garota acaba nas mãos do filho do professor de astrofísica, John Koestler (Nicolas Cage), que faz uma descoberta estarrecedora.

Assim, como não vi nenhum dos concorrentes ao Oscar – que todo mundo paga um pau dizendo que são os melhores – arrisco dizer que Presságio é o melhor filme do ano até aqui.

Como diz a sinopse acima, em 1959 uma escola infantil teve a ideia genial de pedir para as crianças desenharem como elas imaginariam o futuro em 50 anos.

Todo mundo desenhou, menos uma garotinha, com cara de psica, que fez um monte de números para todos os sorteios da mega-sena aparentemente aleatórios.

Interessante frisar que a professora toma o papel à força, já que tinha dado o tempo, e que dá uma bronca na menina, já que parece que foi ela quem deu a ideia.

Enfim, passam 50 anos e somos apresentados ao professor de astrofísica do Instituto Tecnológico de Massachusetts (diga isso cinco vezes sem parar) – MIT – John Koestler (Nicolas Cage), que vive com o filho Caleb, com o qual possui uma relação conturbada.

Dramas familiares à parte, no dia da abertura da cápsula do tempo todo mundo recebe um desenho, menos, é óbvio, o pirralho do Caleb, que pega uma folha cheia de números. Sendo até zoado por isso.

Sem permissão para isso, o moleque leva a folha para casa e ainda toma uma bronca do pai, já que era só para olhar e devolver para escola.

Intrigado com a folha, John começa a olhar os números e começa a fazer cálculos e combinações com os ditos cujos, até chegar à data dos atentados do 11 de setembro e o número de mortos.

Espantando e surpreso, passa a noite inteira combinando os números, até chegar à todas as datas e números de mortos das maiores tragédias da humanidades dos últimos 50 anos, incluindo tsunamis, terremotos, incêndios, atentados e por aí vai.

Claro que ele entra em paranóia, ainda mais que há três datas que estão para acontecer, com a última envolvendo toda a humanidade, e resolve correr atrás para tentar evitar que ocorram.

Para mais dados, ele vai atrás da mulher que escreveu aquilo, mas como ela não pode ajudar, conta com ajuda da filha e da neta dela.

Nesse rolo todo, seu filho começa a ver – e conversar – com uns caras meio estranhos, ouvir vozes e ter alucinações, mostrando a John que o moleque pode estar envolvido nesse rolo todo.

Mais não conto.

Presságio é daqueles filmes que você pira de tanta informação, suspense, ação e reviravoltas que, graças à Chaplin, se encaixam perfeitamente.

Nicolas Cage está perfeito no papel, já que tem toda a cara dele o papel de homem-perturbado-cético-certo-para-salvar-a-humanidade, ainda mais com aquela cara de sonso que só ele sabe fazer.

O filme é tão bem amarrado, tem um roteiro tão bem elaborado, que várias vezes você se questiona sobre o gênero, não sabendo se é um suspense, ação, aventura, sci-fi ou terror.

Vá ao cinema e assista, se possível, mais de uma vez, porque há muitos detalhes interessantes que podem passar batidos.

Só não arrebento com um dez porque o final ficou meio, sei lá, estranho. Já que não consegui absorver bem, ora achando genial, ora achando xaropada.

Tenho certeza que quem assistir sairá do cinema achando uma bosta completa ou genial.

Aí é com vocês, depois deixem o que acharam aí nos comentários.

Presságio

Knowing (130 minutos – Ficção Científica)
Lançamento: EUA, 2009
Direção: Alex Proyas
Roteiro: Ryne Douglas Pearson, Juliet Snowden, Stiles White, Stuart Hazeldine, Alex Proyas
Elenco: Nicolas Cage, Rose Byrne, Chandler Canterbury, Lara Robinson

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  • Alessandra

    Eu estava achando que era mais um lixo de filme, -como muitos que o Cage anda fazendo nos últimos anos- mas depois do seu texto me deu vontade de ir ao cinema ve-lo.

  • Caio, The Eldar

    merda… tenho q arrumar um cinema perto de onde estou q passe o filme legendado. urgente.

  • O filme é muito bom. E torna-se tão mais interessante quanto mais conhecimento bíblico tiver o expectador, principalmente o seu final. Apesar dessa clara releitura bíblica, a referência utilizada não é que é recorrente em vários filmes.

  • André Luis

    ótimo filme, mas ainda se encaixa na categoria sessão da tarde(pelo menos para mim), ficou clara algumas ideias biblicas, que achei meio desnecessárias para o enredo,[SPOILER] mas que foi compensado pela natureza(pelo menos eu vi assim) alienigenas dos ditos “anjos”, meio Erich von Däniken, eu diria, mas num geral, gostei[/SPOILER]

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