Poltronas Grátis

Analfabetismo Funcional segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Um comentário em um dos textos aqui me chamou a atenção nessa semana agora. O comentário é o seguinte:

Em Minas isso é mal visto. Vira até caso de polícia. Um costume muito estranho esse aí do Rio, pois a cada livro que é lido dentro da loja, é uma venda a menos. Acho que eu não permitiria, se fosse dono de livraria.

esse comentário foi feito pelo Bruno, vocês podem conferir ele melhor aqui, ó.

Isso de ler livros dentro de livrarias é algo comum na maioria das cidades. Não vou entrar no detalhe de cidades grandes e pequenas, até porque isso não fará sentido nenhum. O que vem a minha cabeça agora é que a maioria das grandes redes de livrarias tem seus esquemas de atrair leitores.

Desde colocando cafeterias em seus interiores ou poltronas confortáveis, elas praticamente estão convidando os clientes a se sentarem e desfrutarem de livros que poderão ser comprados. Mas se não forem… bom, elas já pagam pelo café, é algo que pode ser considerado já não um prejuízo.
Eu mesmo já me sentei em livrarias e fiquei lendo por horas e horas. Acho que o principal motivo de uma livraria ser um bom lugar para se andar é o de que ela inspira calma e paz. Já perceberam que, ao entrar numa livraria num shopping, pouco se ouve do ambiente externo do local? É praticamente um porto seguro para mentes que não são acostumadas a frenética movimentação de um shopping. Livrarias ainda que possuam programações alternativas são a melhor escolha.
Aqui em Curitiba existem vários shoppings e, exceto o shopping São José, todos possuem livrarias em sua lista de lojas. E como são de locais movimentados, onde a fauna da cidade se reúne para contemplar as piriguetes e as mina (YO!), juntamente com os seres mais depressivos que eu poderia colocar na categoria de excluídos da sociedade, os EMOS.
Mas não vou me focar neles.
As livrarias nos shoppings usam e abusam de seus espaços amplos para atrair o público. Seja com shows, reuniões de autores ou estréias de livros extremamente importantes (e pops). E isso não é nada ruim, pois quem ganha é o público, que tem pelo menos algo a mais pra se fazer nesses locais. E tudo isso para que?
Para que entrem pessoas nas livrarias. Para que a imagem de um templo de livros seja perdida ou abrandada e acima de tudo: para chamar a atenção de um consumidor ocasional.
Então, se uma livraria tem poltronas confortáveis, um lugar legal pra se sentar e pra comer algo, porque não aproveitar? No fim de tudo, quem sai ganhando são eles, pois se ninguém vai te encher o saco, reclamar por estar ali mais de 4 horas, com certeza um dia você vai voltar. E, quem sabe, comprar algo.

Antes de comentar, tenha em mente que...

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  • caiadinho

    é a diferenca entre uma livraria que vende e uma que nao vende. a única livraria nobel da minha cidade que fica em um shopping nao oferece nada para os clientes. até para saber o preco de um livro, tem-se que pegar o mesmo e levar ao computador para consultar o codigo de barras. pra minha sorte, abriu uma savaraiva aqui perfeira para um bom apreciador de livros. sabe qtas vezes volto na nobel depois disso?

    como o lanche que costumo comer por aqui. o lanche do careca. é longe da minha casa e caro para os padroes de qualquer lugar, mas o cara atende tao bem que vive lotado.

    mentalidade capitalista de comeco do seculo passado é phoda (com ph proposital). nuff said!

  • bombaaa

    putx….jah cansei d parar pra ler na saraiva….
    ouvir cds…(dpois d descobrir um bugzinho, q nem sei c ainda funciona, d ouvir + d 30seg do cd entaum!hehehehheh)

    leio ateh em pé msm, morando em paquetá (qm eh od rio conhece, ou naum!) sempre parava lah pra ler principalmente mangá e hq, dando um tempo pra barca sair!

    e poder parar pra pelo menos dar uma lidinha d leve nakele livro q vc naum sabe c compra ou naum, tomando um cafezinho pra acompanhar eh td d bom neh!
    xP

  • – TCZ –

    Sei lá, tem um amigo meu que ia e tinha a impáfia de marcar os livros com um papelzinho pra voltar e ler outro dia. Ele leu todo o Bavaghad Gita assim, isso eu acho sacanagem.

    Mas tudo bem, nos meus tempos de RPG eu já fui numa Nobel dessas e anotei estatísticas dum suplemento de armas de fogo pra usar depois… mas pelo menos eu fui e voltei, ponto huahauahauh

    Enfim, não concordo com isso muito não, dar uma folheada básica pra ver se gosta e quer levar beleza, mas ler tudo (e até chegar ao ponto de marcar a leitra) é demais. Isso acaba por deixar os livros com marcas de utilização e desvalorizar o produto pro consumidor final…

  • dervecna

    Verdade pura e absoluta isso.
    Há uma certa livraria, onde li uma coleção INTEIRA de livros, quando eu era criança.
    Além de alguns volumes de Harry Potter.
    Eu não tinha grana pra comprar esses livros, então lia lá mesmo. Foi a primeira que eu conheci que permitia isso.
    Como compensação, sempre procurava um livro lá primeiro. I don’t know, talvez por eu ter lido TANTO lá quando era criança, se tornou um local “familiar” para mim.
    Agora é que frequento um pouco menos, pois busco mais livros técnicos universitários, assunto em que a livraria não é boa.
    Mas enfim… com isso, eles certamente me ganharam como cliente.
    Assim como a livraria jurídica que eu vou me ganhou como cliente pela possibilidade de encomendar, reservar, pedir entrega gratuita, amplo acervo e o cafézinho grátis. XD

  • Bruno

    Oi, eu sou o Bruno que fez o comentário no outro texto. Imagino que essa diferença seja pelo fato de na minha cidade só ter uma livraria ‘padrão’ (tem duas especializadas em livros jurídicos, mas essas não contam justamente por serem especializadas) e ela não fica num shopping nem nada do tipo, é uma loja pequenininha. Mas lá tem um café. Um ponto importante, e é assim que eles atraem os clientes.

    Agora veja bem: Se você lê um livro dentro da livraria, você pode até voltar lá depois e comprar alguma coisa, mas aquele que você acabou de ler não vai despertar seu interesse, afinal você já o leu. E provavelmente não causará tanta sensação quanto poderia em alguém que ainda não o leu, por já estar um pouco gasto. Aqui mesmo eu li alguém da equipe (não lembro quem) dizer que um dia encontrou quatro encadernados de Sandman “não tão intocados assim”. Ler dentro de lojas na minha opinião é feio, pois você pode até comprar algo depois, mas não vai comprar o que já foi lido por você lá dentro. Sem falar que tira aquele aspecto de livro novo, qualquer um pode ver que certos livros ali não estão mais tão intocados assim. Se quer apenas ler os livros sem comprá-los, procure uma biblioteca pública.

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