Páginas, palavras e dicionários

Livros segunda-feira, 29 de março de 2010

É o seguinte: vocês não me conhecem, a galera daqui do Bacon não me conhece, eu não conheço vocês e não é agora que isso vai mudar. Bem, eu sou um dos novos coitados estagiários daqui do Bacon. Sendo este meu primeiro texto, deixo vocês me xingarem, ok?

Deixando de lado as formalidades, o assunto do qual vou falar é bem simples: O vocabulário e a quantidade de páginas de um livro.

Sim, escrevo sobre Literatura. Ou como está aqui no Bacon, “livros”. Livro, como vocês bem sabem, é um monte de páginas juntas, nas quais são impressas palavras em ordem de formar frases, que formam parágrafos, que formam capítulos e que por fim formar algo mais útil do que o Curintxa.

Devo estar assinando minha morte agora.

Nem todo livro grande é bom, há certo sentido nessas palavras, por motivos bem simples: requer tempo e dedicação para ser escrito, desenvolvier a história e os personagens, criar os locais no qual se passa a narrativa, além, é claro, de todos os compromissos que vem com o sucesso do livro: autógrafos, sessões de chat, entrevistas, etc.

Conforme o autor (Ou autora) desenvolve uma história, independente do tema, uma consequência é o aumento do número de páginas. Claro, poderia ser utilizada uma página de 10 X 15 metros, mas aí teríamos que pisar nas páginas para ler. Se é uma boa história e se o autor for bom, o número de páginas demonstra que o autor tem capacidade para escrever. Se for uma história ruim e um autor bom, o número de páginas demonstra que todo mundo faz merda na vida. E se a história for boa e o autor ruim, é bem provável que ele tenha roubado a história de outra pessoa.

Vários livros possuem um vocabulário fácil, com palavras simples. Esses podem ser divertidos de ler, mas dificilmente acrescentam algo ao seu conhecimento além da história em si. O dicionário é um livro de vocabulário “misto”, se você o considera um livro difícil de ler, você realmente precisa lê-lo. O vocabulário usado no livro, seja pelo autor seja pelo tradutor, demonstra que uma dessas pessoas (Ou ambas) sabem o que fazem, diferentemente do Pizurk, que é cara de mamão.

Se você se depara com coisas do tipo “E Lily brincou pelos campos floridos, alegremente, até que sua mãe a chamou para tomar chocolate quente e comer biscoitos” você ou está lendo um texto irônico ou está lendo uma história infantil ou é um otário.

Agora, se você ler algo um pouco mais difícil (E entender, claro) como “Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Proin massa arcu, dictum eu sagittis et, porta ac dui. Ut sagittis pellentesque lectus nec consequat. Pellentesque vitae urna sapien” você pode se considerar detentor de um bom vocabulário e até mesmo um poliglota.

Um bom livro, dentre muitas características, normalmente (Há livros muito bons com poucas folhas) deve ter ao menos uma centena de folhas e no total umas 10 palavras “desconhecidas”. A vida não é feita de “iae blz?”, “abraz” e “Eu AMU A kArlAh PErEZ” diferentemente do que vocês pensam.

Não vou me prolongar no “quanto a leitura é boa” – não agora – mas se uma leitura não acrescenta nada na sua vida (Nem na de ninguém) e não tem um bom desenrolar, é frustrante ter perdido seu tempo vendo algo que apareceria no G1, por exemplo.

Sei lá, mas o que importa pra mim (E deveria importar procês também) é a qualidade do livro. Muitos livros não possuem um vocabulário tão elaborado e ainda sim são ótimos livros, como Jurassic Park, por exemplo. E livros como O Hobbit que possuem um bom vocabulário aliado a uma boa história. Outros livros ainda, caso de O Símbolo Perdido, possuem uma história fraca e um vocabulário meia boca.

De qualquer forma, alie a possibilidade de aprender novas palavras com uma história boa e bem desenvolvida (De nada adianta ser a melhor história do mundo se a execução da mesma é pior que a direção do Michael Bay – quem escreve sobre cinema, me desculpe pela intromissão) que por mais chato que um livro seja, lê-lo ainda vai valer à pena.

Resumão: 476 páginas, 17 consultas ao dicionário, 34 horas e “VAISIFUDEMANO!” para o autor e os personagens, fazem uma boa leitura, não importa o assunto.

See ya!

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...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • Tô gostando dos colunistas que falam sobre livros. =D

  • Climber

    Bem isso!

    Li os 4 primeiros Harry Potter em 1 mês, e a “Lógica do Cisne Negro” em 2.5 meses.
    O primeiro era/é um passatempo e o outro fazia com que eu (curioso) fosse atrás de algumas informações extras (e dá-lhe mais leitura!)

    Ótima coluna

  • É mais ou menos por aí.
    O texto se resume nesse parágrafo:
    “Sei lá, mas o que importa pra mim (E deveria importar procês também) é a qualidade do livro. Muitos livros não possuem um vocabulário tão elaborado e ainda sim são ótimos livros, como Jurassic Park, por exemplo. E livros como O Hobbit que possuem um bom vocabulário aliado a uma boa história. Outros livros ainda, caso de O Símbolo Perdido, possuem uma história fraca e um vocabulário meia boca.”

  • Monnica Calabria

    Eu só pego livro que tem no minimo 350 paginas pra lá.Não sei, é coisa da minha cabeça,acho que livro com pouca página não é bom, mas eh obsessão.Gostei do texto!

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