Os Smurfs: De coadjuvantes dos quadrinhos a astros

HQs sexta-feira, 05 de agosto de 2011

Os Smurfs finalmente chegaram aos cinemas, seguindo a tendência dos últimos anos, nas quais as HQs começam a se transportar para as telonas. É claro que a versão que virou filme é mais baseada no desenho animado, que marcou a infância de muita gente, do que nas HQs, na qual os azulzinhos surgiram.

E se engana quem pensa que eles já nasceram protagonistas. Isso mesmo, esses minúsculos seres não passavam de coadjuvantes em sua primeira aparição. Esses seres encantadores apareceram pela primeira vez em 1958, na história A Flauta de 6 Estrumpfes na série Johan e Pirlouit, de autoria do belga Pierre Culiford, mais conhecido como Peyo.

Peyo vinha publicando a série desde 1952, retratando as aventuras do cavaleiro Johan e seu escudeiro Pirlouit, que se passavam na Idade Média, contando principalmente com elementos mágicos. Ao todo, a série teve cerca de 20 volumes e foi publicada semestralmente até 1964 e depois esporadicamente até 1970. A série voltou com novas histórias entre 1994 e 2001, também sem regularidade. Recentemente novas histórias da dupla foram publicadas entre 2008 e 2009.

 Na primeira vez que surgiram nos quadrinhos eles eram meros coadjuvantes

Deve ser ressaltado que as histórias de Johan e Pirlouit foram criadas por Peyo até 1970. Com a morte do autor em 1994, numa forma de homenagem, os roteiristas Yvan Delporte, Thierry Culliford e Luc Parthoens, juntamente com o desenhista Alain Maury criaram as novas histórias.

Assim, os Smurfs surgiram somente na edição 09. No original, o nome dos azulzinhos é schtroumpfs, e reza a lenda que Peyo, durante um almoço com o cartunista André Franquin, foi pedir o saleiro; mas como havia esquecido a palavra, pediu ao colega que lhe passasse o “schtroumpf”, que em francês seria algo como o nosso “qualquer coisa”. Dizem que Franquin lhe respondera entre risadas: “Aqui está o qualquer coisa. Quando terminar de usar qualquer coisa, passe qualquer coisa de volta”.

 Tudo começou aqui.

A denominação Smurfs surgiu apensas algum tempo depois, quando a história foi traduzida para o holandês e acabou adotada pelos Estados Unidos e outros países. Mas o fato é que, logo no ano seguinte a sua estréia como coadjuvantes, os Smurfs ganharam sua própria série, que fez muito sucesso na Europa, principalmente nos países de língua francesa, holandesa e alemã.

Somente com a série de desenho animados produzida pela Hanna-Barbera em 1981 é que os azulzinhos, juntamente com o bruxo Gargamel, conquistaram o mundo.

As principais características destas criaturinhas são sua pele azul é claro dãh, sua altura, cerca de 15 centimetros ou três maçãs, o uso de roupas brancas (Com exceção do Papai Smurf que veste vermelho) e a idade de pouco mais de 100 anos (Novamente com exceção do Papai Smurf, que tem meros 542 anos). Eles se diferenciam por alguns fatores em seus visuais e características próprias que são colocadas diretamente em seus nomes. Além de todos serem do sexo masculino, menos Smurfette, que foi criada por Gargamel como armadilha para os Smurfs.

Quando surgiram, os Smurfs viviam supostamente num local conhecido como Terra Amaldiçoada, onde a vegetação é seca e escura, porém na sua série própria Peyo já os retratou vivendo na vila com casas em forma de cogumelos.

 Algumas das capas da Editora Vecchi.

No Brasil, os azulzinhos foram publicados pela primeira vez em 1975 pela Editora Vecchi, com um nome próximo ao seu original: Os Strunfs. E o mesmo ocorria com seus personagens, que mantiveram os nomes próximos aos originais, mas que depois, por causa do desenho animado, acabaram sendo “renomeados”. A Vecchi chegou a publicar sete edições nos famosos “formatinhos” e mais três álbuns até o ano de 1976. Os Smurfs só reapareceriam nos quadrinhos brasileiros em 1982, no embalo do desenho animado, desta vez publicados pela Editora Abril tendo 6 edições lançadas até 1983.

 As capas da Editora Abril.

O legal das histórias é que elas sempre apresentavam boas piadas e principalmente mensagens sempre positivas. É claro que o desenho fez muito mais sucesso que os quadrinhos, mas as histórias em ambas as mídias se assemelhavam. Acredito também que por causa do filme é possível que vejamos em breve mais alguma dessas HQs surgindo.

Ah, e é claro que quem assistiu os desenhos ou leu os quadrinhos vai aproveitar o filme para matar a saudade. Não sei se no filme terá, mas muita gente também com certeza se lembrará da musiquinha…

Lá lá Lá lá lá, lálá…

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