Os 30 Melhores Filmes de 2010 (20-11)

Clássico é Clássico segunda-feira, 21 de março de 2011

Antes, pausa para a imagem (Não tão) desconexa.

 Fonte: Cracked.com

20) Ameaça Terrorista

Diretor: Gregor Jordan
Filme direto lançado em DVD, no primeiro semestre = fria, certo? Guerra ao Terror não concordaria com essa relação. E nem Unthinkable (No original), um thriller de fundo político sobre até onde as pessoas (Se usando da tortura) precisam ir para salvar a vida de outras – em contraposição ao poder do fanatismo. Com uma atuação digna de indicação ao Oscar de Michael Sheen. Inclusive já estão devendo uma a algum tempo.

19) A Ilha do Medo

Diretor: Martin Scorsese
O filme de Scorsese é a prova de que os produtores tem razão, quando dizem que a data de lançamento é tão importante quanto o filme em questão. Esquecido nas premiações devido ao seu lançamento no primeiro trimestre, Scorsese faz um efetivo suspense, com uma direção que lembra em alguns momentos o trabalho de Hitchcock e Polanski.

18) 127 Horas

Diretor: Danny Boyle
Se você tem dificuldades de entender o trabalho de um diretor, 127 Horas é muito didático quanto a isso. Com um dos roteiros mais monótonos do ano (Assim como o caso de Enterrado Vivo) – não confundam com mal escritos – o filme poderia dar muito errado, se não pela veia de ação colocada por Boyle. Se utilizando de uma edição frenética e uso de câmera inusitado (Como na espetacular cena de amputação) – o homem descarrega adrenalina a cada cena. E a atuação do pior apresentador da história recente do Oscar também ajuda.

17) A Mentira

Diretor: Will Gluck
Quando se fala de comédia de colegial, existem duas vertentes a serem discutidas – a Porky’s, onde o sexo é o mote principal, e a John Hughes, onde os problemas dos adolescentes carregam a narrativa. A Mentira é um exemplo clássico da segunda. Usando diálogos inteligentes e lotados de referências a cultura indie e pop (Inclusive a uma ótima homenagem a Hughes) e com uma Emma Stone ótima no papel (Rendendo inclusive uma indicação ao Globo de Ouro), a obra se destaca em uma época de tão poucos filmes do tipo.

16) A Origem

Diretor: Christopher Nolan
E o diretor adorado pela crítica e público, mas por algum motivo odiado pela academia, atingiu um patamar que James Cameron (Avatar) não conseguiu alcançar. Uma ficção científica de orçamento monstruoso, mas com uma história original e, principalemente, complexa e aberta a interpretações. Falta de criatividade mesmo, só no Di Caprio reprisando o papel de “homem afetado pela morte da mulher”, como fez no filme de Scorsese.

15) Reino Animal

Diretor: David Michôd
Daniel Plainview, Anton Chigurh, Coringa, Hans Landa… o final da década foi muito produtivo, ao menos no que se diz na produção de vilões marcantes. E é direto de um ótimo filme australiano sobre uma família mafiosa em decadência, que vem mais um personagem marcante para integrar essa lista: Janine “Smurf” Cody, personagem de Jacki Weaver, indicada ao Oscar pelo papel. Não bastasse nos apresentar tal personagem, o drama revigora o gênero e mostra uma produção não-estadunidense de um dos gêneros mais americanizados que existem, e que não deve nada aos grandes clássicos policiais.

14) A Rede Social

Diretor: David Fincher
O segundo filme mais superestimado do ano (Discurso do Rei, estou olhando para você) é, sem a desculpa da contradição, um ótimo filme. Com uma direção sutil e um roteiro montado em cima de uma material original tendencioso, A Rede Social se configura como o Cidadão Kane do século XXI. Embora sem a ousadia técnica do filme de 1941. E um filme que consiga uma indicação (Merecida) para um dos clones de Michael Cera, só me fazem pensar que os conservadores da academia estão perdendo lugar… Até eu lembrar do vencedor desse ano.

13) Quatro Leões

Diretor: Christopher Morris
Possivelmente o filme mais importante do ano. E eu falo de uma comédia “pastelão”, com um estilo de câmera que lembra muito as usadas nos seriados The Office e Parks and Recreation. Mas porque tal alcunha? É simples: Quatro Leões é um filme que faz graça do terrorismo e, principalmente, dos terroristas e da paranóia ao seu entorno. E rir de assuntos sérios, e que nos dão medo, é um dos artifícios mais importantes do humor (Negro) – que o diga Dr. Fantástico. Não bastasse a importância do filme, que virou sensação na Inglaterra, ele tem alguns dos momentos mais hilários do últimos anos.

12) Kick Ass – Quebrando Tudo

Diretor: Matthew Vaughn
E viva a nova era, onde adaptações de quadrinhos e filmes de super heróis não necessariamente fedem. Recheado de momentos impoliticamente corretos, com uma Chloe Moretz amputando tudo e a todos e um Nicolas Cage como a muito tempo não se via, Kick Ass não é só uma grata surpresa – é uma diretriz de como serão feitos os filmes dos gêneros nos próximos anos. Além de mostrar mais um interessante clone de Michael Cera.

11) O Vencedor

Diretor: David O. Russel
Se eu comparei A Rede Social com Cidadão Kane, posso facilmente comparar meu décimo primeiro lugar com Rocky – Um Lutador: Um filme que você sabe o que vai acontecer e como vai progredir desde o primeiro minuto de projeção, mas que ainda sim não te deixa tirar os olhos da tela. Talvez porque todos gostam de Marky Mark (Uma das pessoais mais legais e competentes de Hollywood) ou da adequadíssima direção documental de David O. Russel. E se isso falhar, o time de coadjuvantes é monstruoso – seja a mãe interesseira vivida por Melissa Leo, Amy Adams fugindo do seu papel de mocinha ou Christian Bale demonstrando ele tem algo a mais que a bizarra capacidade de mudar de peso.

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  • Uiara

    Se “a mentira” fosse ruim, ainda valeria pelo combo Hughes. Desses que (quase) levanta defunto com febre o/.

    Se bem que esse filme ainda não estreou no Brasil, então ÓBVIO que não vi. Caham.

  • Uiara

    Ah é, deixei passar isso
    “Talvez porque todos gostam de Marky Mark (Uma das pessoais mais legais e competentes de Hollywood)”
    TODOS QUEM, CARA PÁLIDA?

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