O Hobbit (J.R.R Tolkien)

Livros segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Falar de literatura e não citar J.R.R Tolkien chega a ser blasfêmia. Para alguns é impossível separar as duas coisas, já que além de ter escrito um dos maiores sucessos literários de todos os tempos, Tolkien acabou inspirando vários outros escritores, como Stephen King, Christopher Paolini e até C.S.Lewis.

 O mestre.

Aqui no baconfrito, já li todas as análises feitas dos livros dele, mas ainda falta analisar a história que mostra como toda a saga do anel começou: O Hobbit.

Mas antes, algo importante tem de ser dito. Se você não leu o Senhor dos Anéis, mas assistiu ao filme, saiba que acabou perdendo alguns fatos importantes da história, e deixou até de conhecer alguns personagens importantes. Se depois de descobrir isso te deu vontade de ler o calhamaço de folhas que são os três livros, digo-te que vale muito mais a pena incluir as 298 páginas de O Hobbit antes. Primeiro por que depois de ler O Hobbit, à vontade de ler o resto fica ainda maior, e segundo por que se é pra ficar sabendo da história, que seja 100% dela.

O Hobbit, ou Lá e de volta outra vez, é o livro que conta a história de Bilbo Bolseiro, tio de Frodo, e o cara que achou o anel. Pra quem viu o filme, Bilbo é o cara que faz uma festa de aniversário e some no meio dela. O enredo é o seguinte: Há muito tempo atrás, os Dwarves (Ou anões) tinham o domínio de uma montanha recheada de tesouros, situada próxima a uma cidade chamada Valle. Um belo dia, um dragão chamado Smaug chegou lá e mandou os caras embora, destruiu a cidade, matou uma porrada de gente, e tomou a montanha e o ouro para si.

 O dragão Smaug

Depois de muito tempo, 13 anões chamados Dwalin, Balin, Kili, Fili, Dori, Nori, Ori, Oin, Gloin, Bifur, Bofur, Bombur e Thorin Escudo-de-Carvalho decidiram matar Smaug e retomar o domínio da montanha, e juntamente com Gandalf, buscavam um ladrão para ajudar na aventura. É ai que Bilbo entra. Só que ele não era um ladrão, e nunca havia estado em uma aventura. Não gostava de sair de casa, e era aquele tipo de sujeito que não faz muita coisa alem de comer, beber e dormir, mas de um jeito ou de outro acabou caindo no meio da coisa e obteve a maior aventura de sua vida.

Alem de Gandalf e Bilbo, outro personagem já conhecido aparece nessa história. No meio da trajetória para a aniquilação de Smaug, Bilbo encontra Gollum pela primeira vez, e no meio da confusão acaba saindo com o precioso do rapaz. Esse encontro acaba sendo uma das coisas mais importante na vida do hobbit, já que graças a ele a aventura pode ser terminada com alguma segurança, afinal de contas, por mais sorrateiros que sejam os hobbits, nada supera a invisibilidade proporcionada pelo anel, pois até o Gollum usava-o para caçar orcs desavisados.

 Qualquer semelhança com o Pizurk é mera coincidência.

Enfim, minha vontade era de comentar cada parte da história e de analisar todos os detalhes da mesma, mas como a coisa é muito intrínseca, um fato acaba levando a outro e corro do risco de tornar a análise em um spoiler gigante. Mas posso te adiantar que se você gosta de uma história concisa, mas com várias “etapas” no melhor estilo Tolkien, O Hobbit é pra você. Por mais que o livro seja mais curto que um único volume da trilogia, você vai ver que desde a saída da casa de Bilbo até a volta dele ao condado, muita coisa acontece, como encontro com orcs, visita a criaturas estranhas, lutas com aranhas gigantes, e fugas utilizando barris.

Talvez o único problema deste livro seja que a leitura é tão cativante, que quando você menos espera o livro acaba! Com certeza um dos livros mais fáceis de ler que eu já vi, e uma das histórias mais bem boladas que eu já li. Resumindo, se você procura um livro que te prenda, e que não deixe a coisa esmaecer, O Hobbit é pra você.

O Hobbit (J.R.R. Tolkien)


O Hobbit (J.R.R. Tolkien)
Ano de Edição: 2009
Autor: J.R.R Tolkien
Número de Páginas: 298
Editora: WMF

Leia mais em: , , , , , ,

Antes de comentar, tenha em mente que...

...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • Grunge

    Saiu uma versão em quadrinhos muito bem feita, com uma arte espetacular, recomendo,,,,,

  • “Falar de literatura e não citar J.R.R Tolkien chega a ser blasfêmia.”

    Falar de literatura e não citar Fiodor Dostoievski, por exemplo, é que seria complicado. Falam de Tolkien como se ele próprio tivesse inventado as mitologias nas quais ele se baseou; como se tivesse feito a Idade Média toda com as próprias mão pra usar o conceito depois em uma série de livros.

    Ah, vá. Endeusar é sacanagem.

  • Lil

    Júlio, queira ou não, o cara criou todo um universo complexo, com línguas próprias, povos etc. Sim, ele condensou vários elementos da mitologia européia preexistente, mas ninguém cria nada do nada. Dostoiévski é um outro tipo de literatura. Ele também não “inventou” nada mirabolante. Utilizou-se de conflitos inerentes à vida humana. Tudo bem que faz isso de forma magistral, mas ainda assim, a diferença entre ele e Tolkien não é quanto a “quem teve mais criatividade”. São estilos completamente diferentes.

    Eu gosto de O Hobbit. Ele é meio infanto-juvenil, com uma história com mais toques cômicos e momentos leves do que a trilogia que nasceu daí. Pra alguns, isso é ruim, pra outros vem a calhar. Mas acho indispensável pra quem gostou da história, de qualquer jeito.

  • Cara Lil,

    Decerto não era meu intento comparar os dois autores. O que pretendia era demonstrar que Tolkien não tirou nada do ar, como querem supor seus fãs mais radicais. Como você disse, “ninguém cria nada do nada”. Sem mais.

  • Vito

    Mas ninguém tá dizendo que Tolkien tirou alguma coisa do ar. O fato é independente disso, os livros do cara fizeram mais sucesso do que os de Dostoiévski.
    Nem sempre o cara que escreve primeiro sobre determinado assunto é o que faz mais sucesso, o que recebe o merecido mérito.

  • Alan

    Esse livro eh fantástico! (literalmente kkk)
    O melhor eh que eu meio que estava “preso” lendo O Silmarillion, e já tava me dando dor de cabeça de tantos nomes desconhecidos, aí comprei O Hobbit e renovou totalmente meu ânimo com Tolkien!

  • Olá!
    Pois é, mesmo achando que endeusar Tolkien é meio que exagero, temos que admitir que o cara é um dos nomes mais importantes da literatura. Do que ele criou surgiu muita, mas muita coisa, como o RPG, por exemplo.
    Mas, eu, particularmente, não gostei de O Hobbit. Concordo que é uma aventura legal e talz, mas sou fã de Stephen King, e os dois têm estilos completamente diferentes. Enquanto Tolkien fala de guerreiros e aventuras com dragões, King discursa sobre a natureza repugnante do ser humano. São diferentes, não sendo nenhum melhor que o outro.
    Mas tenho que dizer: eu achei o livro extremamente chato. Eu não gosto de histórias que tem mil historinhas no meio. E quando o King tentou fazer algo parecido com O Senhor dos Anéis (A Torre Negra) detestei também.
    Pior que estou com a trilogia lá + Silmarillion…

  • @Vito

    Ninguém diz, mas muita gente dá a entender.

    Quanto à Tolkien e Dostoiévski, não queria e ainda não quero compará-los. Seria estupidez, ainda que o russo já fizesse sucesso antes de Tolkien nascer. O que eu afirmo desde o começo é que alguns fãs se colocam a pintar um Tolkien-deus, e desconsideram qualquer argumento que demonstre que o mesmo só começou sua escalada ao enorme sucesso atual lá pelos anos 60, com livros de fantasia, e quarenta anos depois explodiu entre os mais jovens no mundo com a trilogia de filmes; enquanto isso, tem 500 anos de escritores falando de realidades, de História, relegados ao ostracismo.

    A frase que iniciou o texto me lembrou tais coisas pelo uso da palavra “blasfêmia”. Achei meio forte. Só.

    Ademais, pode-se dizer que a literatura fantástica é muito mais fácil de penetrar na cabeça de um jovem do que, sei lá, a realidade da Rússia imperial e o sofrimento e dificuldades REAIS das pessoas que lá viviam.

    Sobre o próprio John Ronald Reuel Tolkien, soldado da Primeira Grande Guerra, filólogo, escritor e professor universitário, nada contra. Pelo contrário, admiro-o: lutou numa guerra e era (como eu) apaixonado por idiomas.

busca

confira

quem?

baconfrito