O Grupo Baader Meinhof (Der Baader Meinhof Komplex)

Cinema quinta-feira, 23 de julho de 2009

 Não é nada comum a história de um grupo político extremista, posteriormente considerado terrorista, virar filme. Baseado em uma historia real, esta adaptação para os cinemas é um filme de ação repleto de mortes, explosões e drama psicológico, com um roteiro que vai fundo nos bastidores do grupo Baader Meinhoff. Na década em que sexo, drogas e rock’n roll eram a base da juventude, um movimento surgiu com alta dose de ideologia e terminou com a execução de diferentes crimes. Atentados a bomba e ações terroristas ameaçaram por anos a democracia européia. O radicalismo dos jovens criados no período pós nazismo liderados por Andreas Baader, Ulrike Meinhof e Gudrun Ensslin levaria até as últimas consequências a tentativa de romper um possível fascismo. Buscar os direitos do homem sem aplicar uma forma humana de protesto foi o maior erro destes jovens que, por uma revolução limpa, acabaram sujando muitas histórias com sangue.

Você lê a descrição e já pensa: “Opa, filme de terrorista, vai ter ação, sangue, morte e tripas voando!”, achando que é um negócio hollywoodiano. Mas não é. Quer dizer, até tem explosões, e mortes, e treta, e sexo, e drogas, entre outras coisas de hippies, mas o filme não é o que vende no trailer. Pelo menos eu não achei.

 “1, 2, 3! CURINTIA É FREGUÊS!”

Basicamente, a história se desenrola longamente por duas horas e meia, cravado, sobre um grupo de ultra-esquerda que resolve implantar o socialismo derrubar o imperialismo americano à força. Só esqueceram de avisar os americanos, já que o grupo é alemão e os compradores de Ford não tão nem ae. Mostra como o grupo se formou, no movimento estudantil [Sempre ele], passou pra ala de partido político e acabou virando grupo terrorista. Tudo isso por medo de que os nazistas ou outros facistas tomassem o poder. Ou continuassem nele, segundo os doidos militantes.

 “Eu não sou o Che Guevara, porra!”

Claro que temos cenas de ação, tiroteios, explosões, mas elas não são empolgantes como deviam. Não pro filme se vender como ação. Afinal, temos muito mais embate ideológico entre o grupo, fundado por Andreas Baader, Ulrike Meinhof e Gudrun Ensslin e o chefe da polícia alemã Horst Herold, que os entende, apesar de não concordar com as ideias. O porém é que as ideias do povo são muito radicais pras pessoas normais, blá blá blá. Mesmo porque, as pessoas normais tão acostumadas com o capitalismo e uma transição suave entre um modelo e outro, e negada quer é transformar tudo na base da bordoada.

 “Desculpae, mas alguém tem que comer azeitona quente…”

O problema do grupo é que, de um inicial apoio da sociedade [Já que eles evitavam alvos civis], eles acabam sendo temidos, já que a merda acontece e nego faz burrada. O filme sofre da mesma coisa: No começo, cê até se empolga e tal, mas a morosidade faz com que você não aproveite tanto quanto poderia, se a película não se arrastasse tanto.

O Grupo Baader Meinhof

Der Baader Meinhof Komplex (150 minutos – Ação)
Lançamento: Alemanha, 2008
Direção: Uli Edel
Roteiro: Bernd Eichinger, baseado em livro de Stefan Aust
Elenco: Martina Gedeck, Moritz Bleibtreu, Johanna Wokalek, Bruno Ganz, Simon Licht, Jan Josef Liefers, Alexandra Maria Lara, Heino Ferch, Nadja Uhl, Hannah Herzsprung

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