Nós ainda te amamos Netflix

Sit.Com sexta-feira, 18 de agosto de 2017

É verdade que já faz alguns anos que séries produzidas pela Netflix não são mais sinônimo de qualidade. Não é como se ela tivesse despirocado e se tornado uma SyFy da vida, mas andou mais errando do que acertando, tanto em séries quanto em filmes. Mas eis que me arrisquei a assistir três novas produções da Netflix e me surpreendi novamente. Se isso é bom eu não sei.

A primeira série que assisti, e estava munido de todos os meus itens de preconceito, foi Castlevania. Sim, eu sei que o jogo é maneiro, sei também que o Warren Ellis tá envolvido no rolê, mas qualé, era um anime e animes são ruins. Sim, eles são. Não importa o subgênero que cês dão pra eles, todos são ruins. Com exceção talvez de One Punch Man, que é legalzinho justamente por zoar os animes. Enfim, voltando ao que interessa, Castlevania me surpreendeu bastante, mesmo acabando quando deveria estar começando.

Ando em dúvida quanto a essa segunda série da Netflix que assisti. Tamanha dúvida deve-se ao fato de eu estar levemente embriagado quando a assisti. Friends From College é a mais nova comédia produzida pela Netflix e, como muitos já devem ter dito por aí, é Friends pra adultos. Sabe aquela reunião de Friends que vocês tanto anseiam e que nunca vai acontecer? Então, Friends From College é o mais perto que vocês verão disso. E essa não é uma comparação exagerada pelo simples fato das duas séries de comédia contarem a história de seis amigos inseparáveis. Não senhores. Se vocês já assistiram Friends por tempo o suficiente pra conhecer bem os personagens você os reconhecerá facilmente em Friends From College.

Ozark, entre essas três novas séries, é a que de fato conquistou meu coraçãozinho gorduroso. É impossível não comparar a série com Breaking Bad, inclusive existem certas homenagens bem claras à série de Heisemberg e cia, mas eu de fato gostei muito mais de Ozark e tô ansioso pela segunda temporada. A história gira em torno dum sujeito que lava dinheiro prum cartel mexicano e que é fodido por um sócio que roubou dinheiro do tal cartel. Tentando salvar a própria vida e da família, ele faz um acordo absurdamente mentiroso com o representante do cartel e precisa dar seus pulos pra conseguir cumprir o acordo. Isso tudo em uma cidadezinha de caipiras, Darlene que não me ouça, com uma filha adolescente, uma esposa em quem não confia e uma criança esquisita. Ah, e tem o FBI na cola dele também.

É bom que a Netflix esteja finalmente errando, afinal, quanto mais Sense8‘s forem cancelados maiores as chances de termos novas Ozarks, Castlevanias e Friends From College. Apesar do que dizem, e eu mesmo citei no início do texto, os cancelamentos não significam que a Netflix virou a madrasta megera, mas sim que ela tornou-se uma mãe mais atenciosa para com seus filhos. Então sim, Netflix. Nós ainda te amamos.

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