Nem só de adolescentes grávidas vive a MTV – Death Valley

Televisão segunda-feira, 04 de março de 2013

Num passado não muito longínquo, a Music Television gringa se preocupava mais em passar clipes de música do que em fazer séries. Mas eu não tou aqui pra reclamar que essa época era melhor e hoje em dia é pior, não senhor. Eu estou aqui pra dizer que eu nunca assisti a MTV gringa, então quero que ela se foda. Por ter cancelado Death Valley. Porra, melhor cria dessa nova onda de adoração a zumbis, vampiros e lobisomens.

Vamos lá, você deve estar se perguntando do que diabos eu tou falando. Muito simples, Death Valley é, antes de mais nada, um vale extremamente seco e quente, que também é a área mais “rebaixada” da América do Norte, ficando 86 metros abaixo do nível do mar. Se você acha que isso não é o bastante, foi lá que a maior temperatura ambiente foi medida confiavelmente no planeta, com meros 56.7 °C. E o que essa região tem a ver com a série? Nada, mas o nome é o mesmo, achei que vocês poderiam se interessar por um pouco de cultura.

 Cultura, tá bom…

Ok, chega de embromação, vamos falar da série. Um ano antes dos eventos iniciais da série, vampiros, lobisomens e zumbis começaram a brotar na região de San Fernando Valley, na Califórnia. Um grupo especial foi montado às pressas pra tratar desse povo, a Undead Task Force [UTF, ou Força=Tarefa Morto-Vivo, numa tradução livre], uma divisão da famosa LAPD, o departamento de polícia de Los Angeles. Numa jogada de metalinguagem do caralho, a série mostra a força-tarefa sendo seguida por uma equipe de filmagem, fazendo um documentário. O que só expande a possibilidade de piadas. Sim, porque por mais sobrenatural que seja o assunto, a primeira vista, a série na verdade é de um humor negro… Me desculpem, humor afro-descendente afiado. Vocês, moças politicamente corretas, provavelmente vão achar a série um horror. Tanto pelas piadas quanto pelos efeitos visuais, meio tosqueira.

 “Meio tosqueira? Impressão sua!”

Mas, por incrível que pareça, além de tudo isso a bagaça ainda tem história. E não era uma história ruim não. O season finale inclusive me deixou babando pra ver a segunda temporada. Que infelizmente nunca veio a existir. Malditos, todos vocês que assistem Jersey Shore e Grávida aos 16. Pronto, passou, cabou o xilique. Voltemos à série em questão. O conceito foi criado por Michael David Cummings, mais conhecido no meio artístico como Spider One, vocalista do Powerman 5000. Não conhece? E o Rob Zombie, você conhece? Então, é o irmãozinho do Rob Zombie, o caçulinha. Que meigo, né?

 Fofo, eu diria.

Como eu tenho tempo de sobra, e você também, vou até passar um perfil básico dos puliça pra vocês. Porque que não é guardinha é coadjuvante.

Comecemos pelo capitão, Frank Dashell, que é um homem antigo [Não velho] em um mundo politicamente correto, e que acaba se embananando as vezes por falar mais do que devia. Ou por não calar a boca na hora certa. Joe Stubeck é aquele cara bonachão, gente boa, que tem uma esposa esperando em casa e uma filha, que ele tenta educar da melhor forma possível. O que gera umas piadas hilárias envolvendo atrizes pornô. Já Billy Pierce é o parceiro de Stubeck, e o oposto dele [São os dois na foto acima]. Manwhore, pussyeater, cafajeste ou como você queira chamá-lo, ele é aquele maluco que se deixar come até aquela sua tia meio estragada. Kirsten Landry é a rookie, a novata, a estagiária, a pobre coitada que não manja nada da vida [Segundo o capitão], mas na verdade é uma das melhores em campo [Até cagar uma investigação que parecia singela].

E temos Carla Rinaldi e John Johnson, ou John-John, que são a dupla mais esquisita e ao mesmo tempo a que se dá melhor. Ou não, Stubeck e Pierce também tem uma química foda. Mas eles não transam e… Pera, isso foi um spoiler. Ah, foda-se, não é como se alguém fosse realmente assistir a série por minha conta. Mas voltando, Rinaldi inicialmente é uma lésbica mais macho que a gente tudo, enquanto John-John é o clássico tira da pesada [Sacou a referência?]. No final, pra ver se ajudava a galera, Rinaldi promete a John-John que, se eles sobreviverem, ela dá pra ele. “PUTA MERDA, QUE SÉRIE MACHISTA MIMIMI BLÁ BLÁ BLÁ!!!” É, é, tá bom, ninguém te perguntou, senta lá no seu cantinho, Cláudia. Dentro do contexto de putaria e avacalhação da série, é engraçado porque é verdade.

 “Não aguento mais esses machistas FDP…”

Foda foi que a trama, que inicialmente parecia não valer nada, foi se elaborando de uma maneira inesperada pra uma série de besteirol. Tou até agora esperando pra saber qual era o plano dos vampiros. Mas infelizmente ninguém nunca saberá, porque em 2012 Spider One anunciou em seu Twitter:

O que poderia nos dar a esperança de ver Death Valley ter seu encerramento no cinema. Seria maneiro, mas eu duvido que venha a acontecer. Descanse em paz, Death Valley. Com um tiro na fuça.

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