Não tenha Medo do Escuro (Don’t Be Afraid of the Dark)

Cinema quinta-feira, 13 de outubro de 2011

 Sally Hurst (Bailee Madison), uma criança solitária e introvertida, acaba de chegar a Rhode Island para morar com o pai, Alex (Guy Pearce), e a nova namorada dele, Kim (Katie Holmes), na mansão do século 19 que eles estão reformando. Enquanto explora a ampla propriedade, a menina descobre um porão oculto, intocado desde o estranho desaparecimento do construtor da mansão um século antes. Quando Sally, inadvertidamente, liberta uma raça antiga e obscura de criaturas que conspiram para dragá-la para as profundezas infinitas da misteriosa casa, ela precisa convencer Alex e Kim que não se trata de uma fantasia – antes que o mal que espreita na escuridão os consuma.

Eu não sei se vocês sabiam, mas na idade média elfos, fadas, trolls, orcs e essas criaturas míticas eram todas farinha do mesmo saco, tudo bicho do mal. Não se sabe porque caralhos depois houve uma diferenciação [E a humanidade resolveu abaitolar as fadas e os elfos], e hoje em dia eles são tidos como criaturas graciosas, delicadas, bondosas e todo esse tipo de frescura. Mas é claro que nem todo mundo tem essa visão.

O gordito Guillermo del Toro é um que manja dessas putaria. É só ver que ele fez [Não exatamente fez, mas está ligado ao projeto] Splice – A Nova Espécie, O Labirinto do Fauno e a série Hellboy. Entre outras coisas que te fazem cagar tijolos, como O Orfanato. Ele é um mitólogo [Neologismos, mothafucka]. Ele vai te enrolando com uma história bobinha, e de repente você tá laçado num novelo de pura tensão, cravado na poltrona pra saber como terminar aquela merda. Merda porque sempre termina dando merda. Final feliz não é uma constante pra todo mundo.

 Bonitinha, porém ordinária.

Eu costumo achar criancinhas [E personagens em geral] desse tipo de filmes muito burros, tapados, cretinos e coisa do gênero, mas essa aqui se superou na imbecilidade. Puta que me pariu, me fala que criança, ouvindo vozes sombrias vindas de uma lareira, vai lá desmontar a porra de uma porta de ferro fundido pra libertar a fonta daquela voz? Nem fodendo, maluco, criança é o bicho mais cagão que tem. Mas não, a Sally tem que dar uma de fodona e ir atrás daquelas vozes ásperas.

 Mais bonita, e mais ordinária.

Ai, quando ela se dá conta que é tarde demais e precisa da ajuda dos adultos, se fodeu. Adulto nenhum vai acreditar nessas pirambeiras. A menos, é claro, que existam provas criadas por outro adulto de que aquela merda existe. Mas ai, meu amigo, já é tarde demais, e as criaturas do demônio já tomaram conta.

 Ordinário, porém burro pra caraio. E não, não é bonito, não insistam.

E o que aprendemos com esse filme? Que o Guillermo del Toro faz uns filmes foda a gente já sabia. Nós aprendemos mesmo é que o escuro esconde criaturas terríveis, e nem sempre matar o vilão resolve o pobrema.

Não tenha Medo do Escuro

Don’t Be Afraid of the Dark (99 minutos – Horror)
Lançamento: Austráli, EUA, México, 2010
Direção: Troy Nixey
Roteiro: Guillermo del Toro e Matthew Robbins, baseados no programa televisivo de Nigel McKeand
Elenco: Guy Pearce, Katie Holmes, Bailee Madison, Alan Dale, Emelia Burns, Jack Thompson, Julia Blake

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