Não gosta, mas não vive sem

Música segunda-feira, 05 de Março de 2012

Sabe aquela coisa que tu detesta, que tem pavor, mas se empolga todo quando entra em contato? Não, eu não to falando daquele seu pega fdp ou da mina que tira o teu sono. Tô falando é de música mesmo. Aquele tipo de música que galere em geral considera ~ruim~, mas sabe de cor e em várias versões. Pros que se ofendem com tudo, não estou julgando qualidade musical nem nada. Tô é falando daqueles clássicos que a gente vê o povo reunido pra cantar no karaokê da Liberdade, ou nas rodinhas de viola depois de umas 50 cevas. Tá ligado? Vem comigo, então.

Daí tu tá na rua, caminhando tranquilamente, passa um carro com o som nas alturas, e tu ouve um “Ai, se eu te pego” bem daora (Só que não). E tu faz o quê? Continua a música toda mentalmente (Espera-se que seja só mentalmente mesmo). Daí, por algum motivo na vida, tu ouve um “Essa é a mistura do Brasil com o Egito”, e você sabe o resto da música que eu sei. O que acontece? O mesmo. Tu continua cantando a música mentalmente. É tudo uma porcaria (Com o perdão daqueles que curtem, mas né? Cês tão me entendendo que eu sei). Mas tu sabe de cor, e ainda se empolga se estiver de galera.

É ou não é?

Mas, o pior é quando tu se depara com esses clássicos da música, e percebe que tu realmente conhece mais daquilo do que gostaria. Anos atrás, eu fui num show do Latino. Sim, eu fui. Era meu aniversário e, de ~presente~, meus amigos me deram ingresso pra um show surpresa. Era o show do cara. Anyways. Não bastava a bizarrice desenfreada de estar no show do cara mais brega, depois do Falcão. A situação agravou quando eu me dei conta que eu não só sabia cantar Festa no Apê de trás pra frente, como sabia TODAS as músicas do rei do brega jovem. BKN, só que não. Imagina quando ele entrou rebolando no palco essa lindeza, e eu cantei junto com o bonito do meio da platéia:

Sad, but true.

Anyways. Agora, imagina tu com os amigos reunidos, e galera resolve fazer um sonzinho coletivo. E ae sai alguém disparando isso:

Tu não canta junto? Canta. E tu sabe cantar até o finzinho. Por quê? Porque a gente é assim. A gente reclama até a morte, mas não nega um bom e velho momento brega. O cérebro armazena, não adianta. A gente tem tendência a lembrar das coisas ruins, a evidenciar o lado ruim das coisas e das pessoas, e por que não seria assim com as músicas? Aquilo que a massa coloca uma etiqueta de música ~ruim/brega/chata/irritante/whatever~, normalmente, vai ser aquele tipo de som que tu vai lembrar com muito mais facilidade, e bem provavelmente vai ficar com cada pedacinho martelando na tua cabeça. Mas, isso, generalizando, é claro. Música boa e música ruim são coisas muito relativas. Mas é bem verdade que se rolar um All By Myself num momento dor de cotovelo, tu vai cantar junto. E a todo vapor. Vai ou não vai? Então.

É a lei da vida, galere. Aquilo que tu não curte vai ficar preso na memória e no coração. E eu ainda tô falando de música. Pensa que, pelo menos, a música pode ser grude, mas ela não vai te ligar em horários inapropriados e nem encher a sua paciência. Ou vai, vai saber.

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  • Outro dia tava conversando sobre isso com uns amigos numa social. Tem várias músicas que você não gosta ou não ouve, mas sabe a letra toda! No final ficou um bando de bêbado empolgado cantando desde ‘Ai se eu te pego’ até crássicos do Jorge Vercillo (que nem é tão brega assim).

  • rafael

    Brega é relativo. Por exemplo, eu acho brega escrever um texto e enfiar nele um monte de expressões em inglês, pra ficar moderninho.

  • acho que esse foi o post com mais “tu” que já li XD

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