Musas

Analfabetismo Funcional segunda-feira, 02 de março de 2009

Escritores, pessoas tão diferentes entre os outros escritores, cada um com uma personalidade tão única que os define desde a maneira de viver até o estilo que cada um escreve. Podem falar que qualquer pessoa pode ser definida de acordo com esse parâmetro, mas apenas os escritores têm o poder de transformar sentimentos, imagens, dores e tudo o mais em palavras. Poetas também fazem isso, mas eles também não são escritores, no final das contas?
Mas mesmo assim, às vezes escritores precisam de um empurrãozinho extra para que as palavras saiam da cabeça e vão para o papel. Algo que os faça seguir em frente, algo que os motive a colocar tudo ali, palavra após palavra. Assim como a inspiração, que de acordo com a mitologia grega era motivada pelas Musas, filhas de Zeus e uma outra mulé lá, as deusas da arte e das ciências, cada uma responsável por um tipo de inspiração. Mas hoje em dia elas ainda servem de muita ajuda para algumas pessoas…
Mas acho que não é isso que estou querendo falar exatamente, a palavra “musa” apareceu na minha cabeça logo que comecei a escrever isso e agora, cheguei nesse ponto. Acho que o que eu quero falar mais exatamente são daquelas pessoas que funcionam como válvulas de escape dos escritores, aquelas pessoas, que mesmo inconscientemente, fazem com que ele seja motivado a seguir em frente.
Vamos ver… um exemplo, sempre é bom colocar um quando não se tem idéia do que escrever. Edgar Alan Poe era um cara estranho, depressivo, mas tinha um grande talento para as histórias com estilo gótico e terror. Mas qual seria o motivo para ele escrever? Eu prefiro acreditar que as melhores histórias dele só apareceram depois que ele se casou com Virgínia Clemm. Então, de acordo com o que falei um pouco antes, o que motivava ele a escrever era sua mulher, ele escrevia pensando nela, dedicava tudo o que pensava em homenagem a ela. Quando ela morreu, suas histórias começaram a ter um aspecto mais negro, mais focadas na dor e tudo o mais, o que refletia tudo o que ele sentia pela morte da mulher. Então, nesse caso, posso dizer que o que motivava ele a escrever era a mulher antes, viva, quem sabe lendo e opinando no que ele escrevia e depois, morta, dando inspiração para ele seguir em frente, nas suas histórias cada vez mais pesadas. Até que ele morreu, mas isso é outra coisa.
Ter alguém assim para te ajudar a jogar tudo o que se tem pra dizer pra fora é algo que eu admiro, mas ainda não consegui entender como é feita a escolha de algo ou alguém pra isso. Algo, porque muitos outros usam o álcool e as drogas para descarregarem tudo. Mas isso se reflete nas suas palavras, como por exemplo Bukowski, que escrevia de forma insana, dando a impressão de estar martelando o teclado, de tão intensa e rápida que é a escrita dele.
Mas eu fico aqui, só observando tudo isso, aprendendo como cada um usou sua válvula de escape e escreveu coisas que os tornaram conhecidos e na espera de minha própria maneira de descarregar tudo o que tenho para escrever. Porque continuar assim, dessa maneira, está começando a ficar deprimente…
Fico por aqui e até mais. Um buldogue babou no meu caderno.

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