Maturidade retardada

Música terça-feira, 24 de abril de 2012

Ela já foi diva adolescente. Já foi símbolo de rebeldia. Já foi xingada e amada com o mesmo fervor e dedicação. Já foi meiga, meio lovely rocker. Já foi mulherzinha, já quase caiu pro lado ~piriguete~ cheio de brilhos e cor de rosa. Já passou batida, sem estilo definido, tanto de música quando no visual. Ela já foi de tudo um pouco, mas sempre com o mesmo arzinho de ~criança rebelde~, tipo a Sandy com seu estigma de ~garota santa eterna~.

Avril Lavigne.

Desde que ela apareceu por aí com seu Complicated embalando sua chegada no mundo da música, ela sofreu algumas transformações. Tenta amadurecer, muda seu jeito de se vestir, de circular por aí, mas não altera muito sua essência. Há quem diga por aí que, agora, ela amadureceu. Eu diria que, agora, ela mudou a cor do cabelo. And that’s it.

Uma vez, ela mesma disse que não cantava na frente dos outros porque, segundo seu irmão, sua voz era irritante demais, e parecia de menininha. Não falo nada sobre o “ser irritante demais”, porque eu curto a cantora (Me julguem), mas sobre a voz de menininha, sim, ela tem. O que eu não sei até que ponto é um problema ou não.

Cada artista tem sua marca registrada. Seja por algum detalhe imperceptível ou por algum detalhe que não é detalhe, mas é um todo. Talvez, o detalhe da Avril seja essa voz que não amadurece. E, por não amadurecer, me refiro ao timbre, que permanece meio de menininha, meio roqueirinha, meio revoltadinha e santa ao mesmo tempo. Isso não quer dizer que a voz dela seja infantil, ou que não tenha maturidade como cantora. Mas que ela tem um ar de ~Hey, tenho 17 anos e vou mostrar pro mundo como eu sou má~, tem, né?

Eu curto Avril. Eu mesma já tive uma mecha rosa no cabelo, inspirada pela moçoila. Eu já fiz cara de má, cantei a todo pulmão My Happy Ending e banquei a tiete no show dela em Porto Alegre. E como ser que acompanha a carreira da moça, percebo que seu estilo sofre alterações de quem busca seu lugar ao sol. E essa tal maturidade que andam falando por aí, não vejo evidente não.

Ela é uma artista que já tem seu espaço garantido. Ela tem seus fãs, tem suas músicas, grava disco com frequência (Tá gravando o quinto já, galere), mas ainda tem conflitos quase que adolescentes. O que não tem problema nenhum, afinal, quem não tem conflito, hein?

Não sei ainda o que nos aguarda nos próximos meses, com seu novo álbum, mas o visu vai ser esse aí:

Gosto é gosto. E entre todas as misturas de estilo que eu curto, Avril Lavigne tá no meio. Seja por sua imagem que eu já quis imitar quando era adolescente (Quem nunca?!), seja por sua música de guriazinha que toca no meu rádio de tempos em tempos, seja por esses conflitos de ~who am I?~ que ela passa, mostra, e não liga se está fazendo feio ou bonito.

A maturidade pode até demorar pra chegar, ser meio retardada e esperar um pouco mais pra ficar evidente. Mas who cares? Ela, pelo visto, tá muito bem assim, obrigada.

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  • TIME ~AMY LEE~

    se é pra ser adolescente, lets get deep

    brinks

  • Allyne

    Curti a Avril apenas no início (beeeem no início), na fase ‘quero ser rockeira’, depois ela parecia repetir demais e me parecia que todas as músicas eram iguais. Sei lá, acho que falar de conflito de adolescente já deu, ela não é mais uma, já tá velha pra esse tipo de letra… Mas né? Gosto é gosto.

  • Avril é um lisho. Eu já gostei também, quando ela era só uma adolescente revolts de classe média canadense. Hoje ela é uma fingida qualquer que se faz de mocinha de 15 anos pra ganhar uns trocos. Pelo menos na época de adolescente revolts ~quero pichar a parede do meu quarto com tinta rosa~ ela se sintonizava com alguma coisa.

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