Mas é para tanta comoção?

Televisão segunda-feira, 01 de dezembro de 2014

2014 taí, provando mais uma vez que o ano não acaba até o ano acabar, e que com um mês pro fim ainda dá pra levar muita gente. É, mais um texto sobre o Chaves, sobre Roberto Gómez Bolaños (Acostumei a chamar pelo nome completo), simplesmente porque não dá para passar sem isso.

Não dá para dizer que foi uma surpresa: Os problemas de saúde apareciam de tempos em tempos nas notícias, e já há muito que se via que ele não estava bem. E, no fim das contas, todo mundo morre.

Entre as várias notícias, homenagens e retrospectivas da carreira fica a velha sensação de que, agora, é um gênio, uma pessoa boníssima e todos os outros clichês de velório: Não era; ninguém é. E, ainda assim, há de se admitir que não só fez coisas realmente incríveis, como fez mais do que se poderia esperar: Não via algo desse tamanho há um bom tempo, a nível de atingir tantos países, tanta gente… Quando escrevo isto já faz dois dias, e mais e mais coisas surgem, de todos os lados.

Não lembro qual foi a primeira coisa que assisti dele, se Chaves ou Chapolin (Porque se alguém te disser que conhece outra coisa, pode apostar no contrário), provavelmente o primeiro: Não só foi o que eu mais assisti como era o que eu mais gostava. Talvez se revisse agora a coisa inverteria, já que Chapolin era mais adulto. Ainda assim, tenho que dizer aqui que assisti bem menos do que seria de se esperar, menos do que a maioria das pessoas: Sempre assisti mais Globo que SBT, é verdade.

Conseguem imaginar algo maior que isso? Ver que um dos maiores nomes do século 20, ao menos para a América Latina, morreu e que, mesmo após anos sem fazer nada, tanta gente ainda lembra (Sim, as reprises, eu sei…) e se importa? Pois eu consigo: Don Ramón. Maior que isso acho que só o Silvio Santos.

E ainda assim, cá estamos: Falando de alguém que, se formos parar para pensar, fez muito mais no México e nos outros países que falam espanhol do que aqui no Brasil. Claro, Chaves e Chapolin são clássicos, todo mundo conhece, todo mundo já deu risada (Ainda que alguns infiéis insistam que não gostam), mas é só isso. Não sei o que dizer agora, e o motivo para isso é que, além do que já foi dito por aí, não há mais nada a se dizer: Para nós brasileiros tudo que o Bolaños deu foram alguns minutos de alegria, como tapa buraco, como recurso para aumentar o IBOPE… Imaginem só se ele fosse para nós o que foi para tanta outra gente.

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