Maiz oçê imteinde uqê eu tô falanu, né?!

Livros segunda-feira, 06 de setembro de 2010

Tem muita gente que fala o português coloquial errado. Para quem não entendeu (E isso significa que eu estou falando sobre você nesse parágrafo): tem gente que fala o português que já é errado, errado. Não tá entendendo porra nenhuma? Pois bem, vou ilustrar:

O interessante sobre a burrice é que em 99% dos casos, ou a pessoa é MUITO burra ou é só ligeiramente burra, no melhor estilo “8 ou 80”. O jeito que uma pessoa fala é o reflexo direto de como aquela pessoa escreve: Se você fala mortandela, você escreve mortandela. E a recíproca é verdadeira: Escreveu adevogado, você fala adevogado.

Além de ser extremamente irritante ouvir alguém falando coisas como menas, agente vamos e eu si divirto é (Falo agora por mim, vocês deixem suas opiniões nos comentários) um quebra clima gigantesco. Pare e preste atenção no jeito como as pessoas falam e você verá que ouvir um consçença é algo absurdamente chato.

Claro que ninguém fala tudo 100% certo, é algo quase impossível quando se está falando normalmente, sem prestar atenção à fala. É algo muito comum usar apenas o “mais” enquanto se fala, mesmo que o sentido seja de “mas”, só que na hora de escrever isso, a diferença entre “mas” e mais” é uma exigência.

 Tá dando pra entender?

Aquela história de “pra tudo na vida tem limite” é a mais pura verdade. Qualquer pessoa que tenha o mínimo de conhecimento em seu idoma não gosta de ouvir uma pessoa falando muito errado, é chato, irritante, tosco. Não que a pessoa tenha que saber todas as regras existentes no idioma, mas pelo menos tem que ter um vocabulário “limpo”. Pra vocês terem uma idéia da ironia, o presidente da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vinicios Vilaça fala errado.

 E se veste mal

Então, caros leitores, vai aí uma dica, mas (MAS) e só para quem não quer ser odiado por todos ao seu redor: Só abra a boca, não importa o que você iria falar, se você tiver o mínimo (De zero à dez, digamos… 6) de conhecimento do seu idioma, não importa qual seja (Nota: sejE NÃO existe) ele. Mas (MAS) mais (MAIS) importante que isso, não use terno e gravata azuis.

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  • K

    Bom, não sou nenhum EXPERT sobre a Língua Portuguesa, mas existe uma coisa chamada “preconceito linguístico”. Em outras palavras, não existe o conceito de falar errado ou falar certo. Na verdade, você pode falar como você quiser e ninguém pode te chamar de burro por causa disso. Claro, a mesma lógica não se aplica à Língua escrita. E existem certos eventos em que você não pode falar errado – como uma entrevista de emprego. Entretanto, errar de propósito pode ocorrer com o intuito de aproximar o orador do público alvo (alguém assistiu ao debate e ouviu o Serra errando onde/aonde?).
    Resumo da ópera: cê não pode chamar alguém de burro por não falar de forma… Polida. Isso só funciona na escrita, quando o cara não tem licença poética. O Manuel Bandeira que o diga, já que ele manja da Língua do povo.
    P.S.: duvido que cê fale “amo-te” no dia a dia. E isso é óbvio, já que NINGUÉM gosta de VOCÊ!!1

  • Já vou para o Inferno mesmo, mais ou menos gente gostando de mim não muda isso

  • Ryllder

    Acredito que, levando em consideração o fato do brasileiro não ler nem placa de trânsito,é até esperado e nada estranho verificarmos que o Português é muito maltratado nestas paragens.O problema é tão sério que,dependendo das pessoas que o rodeiem no momento,se você usar um nível linguístico um pouco mais sofisticado,será considerado arrogante.

  • Mariana

    Há casos… A minha fala não reflete tanto na escrita. Eu, deficiente auditiva, não sabia que falava “artrás”, mesmo sabendo que o certo é “atrás”. Quando me corrigiram, eu fiquei chocada. Hahahaha Falava “beneficiente”, falava “piça”, “seço”… Mas (MAS) não, nunca falei “arvre somus nozes”…

  • Mas “atrás” se fala como escreve…

    “Pizza” é uma exessão, já que é uma palavra de origem italiana.

    Mas acho que pior do que falar errado (existe todo o problema da cultura, educação e tudo mais), é escrever errado, SABENDO que está errado

    “vS nAuM InTEinDeIn NADa”
    Como conversar com alguém que escreve assim?

  • Oportuno o comentário do Rafael.
    Serviu pra ilustrar a ideia do texto e também pra lembrar que todos erramos, sem exceções, ou seria “exessão”?

    Enfim, temo que diante de todas flexibilizações que a internet tem criado, daqui a um tempo o “internetês” seja o padrão linguístico mais aceito.

    PS: Marcos Vilaça é o cara!

  • caiadinho

    Como diria o mestre Homer: “A culpa é minha e eu ponho em quem eu quiser”.

    @K: Falar certo e errado é questão do grupo em que você está inserido no momento. Assim como eu não vou falar português erudito com minha diarista, não vou falar miguxês com meus colegas de fórum.

    @Loney: Mudaria o final para só abra a boca se sabes com quem está falando.

    Diga-me com quem falas e eu te direi o que falar.

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