Mafia II (PC, Mac, PlayStation 3 e Xbox 360)

Games terça-feira, 05 de novembro de 2013

Dia desses o Pizurk chegou com a notícia que tavam dando uns jogos digrátis. Cê deve ter visto se tá ligado no feisse do Bacon. Pois então, cê podia escolher: Mafia II ou Civilization V. Já que Civilization é um saco, as pessoas legais e descoladas escolheram o joguinho da violência. E porra, não é que, aí sim, fomos fui supreendido novamente?

 Altas confusões com uma turminha do barulho.

Pois então, é 1943, a Segunda Guerra tá comendo solta, e após ser preso durante um assalto, Vito Scaletta (Você, caso não fique claro) é mandado pra Europa, pra compensar pela merda que fez. Cê vai lá, mata uns alemães e leva um tiro, o que te garante uma volta temporária pra Empire Bay (Claramente Nova Iorque). Na volta, cê revê tua família e seu melhor amigo, Joe Barbaro, que foi quem tava junto no assalto, mas que conseguiu escapar. E bem, ele é meio que rico, considerando que os outros imigrantes italianos da cidade tão na merda. Dois pontos pra quem adivinhar o que o Joe faz da vida.

Uma ligação depois e você não precisa mais voltar pra guerra, e pode ficar em casa, mas sua família tem uma dívida, você tá desempregado e sem lugar pra morar. E é claro que o Joe arranja as paradas pra você: Roubar carros pro desmanche. E assim começa sua nova vida, com trabalhinhos pra família, nada grande. Cê já viu alguma história sobre a máfia acabar bem? Pois é. Inclusive, o final é particularmente revoltante.

Mafia II tem uma história realmente legal. O jogo se passa entre 1943 e 1952, e tem personagens bem legais, mesmo que a participação deles não seja significativa. A verdade é que você verá todos os clichês possíveis sobre a máfia: De roubos à lojas e carros até a sua família te renegando, passando pelas frases clássicas, a tommy gun, o casaco pra chuva e chapéu, reuniões entre os chefes das famílias… Cê tem o pacote todo. E não pensem que isso atrapalha o jogo ou a história, muito pelo contrário: É realmente divertido pegar as referências aos filmes e livros, principalmente O Poderoso Chefão e Scarface.

O problema do jogo não está na história. E, de certa forma, nem nas mecânicas. Quero dizer, é um saco estacionar seu carro no meio da rua, correr pruma loja, roubá-la e, ao voltar para o carro, descobrir que outro motorista arrancou a porta dele, te tornando um alvo melhor pros tiros. Além de roubar lugares e carros você também pode comprar roupas (Elas mudam seu status de procurado), armas e munição, ir à bares e lanchonetes. Você, eventualmente, precisa abastecer seus carros, bem como pode tuná-los. Nada ao nível Need for Speed, é claro, mas eles ficam bem melhores.

Enfim, é um mundo aberto, e há várias coisas pra fazer nele, ainda que, comparado à GTA, Saints Row e outros jogos do tipo, o mapa não seja tão grande. A questão é que em momento algum o jogo te deixa realmente livre pra explorar esse mapa, e também não faz nada pra te motivar a fazer isso. Ainda que você possa fazer várias coisas, são sempra as mesmas várias coisas. É legal entrar numa loja, roubá-la e matar o atendente, e quando passar na frente da loja, um tempo depois, ver que todas as pratileiras e vitrines foram esvaziadas, e que a porta tem as faixas amarelas de “não ultrapasse”, mas depois de fazer isso umas três ou quatro vezes, pronto, acabou.

O tempo todo você está ocupado com alguma missão que dá continuidade à história, e ainda que algumas destas realmente te ensinem o que fazer quando não se está em missão, você não quer fazer tais coisas. Quero dizer, no começo do jogo, como eu já disse, cê tem que roubar um carro e levar pro desmanche. Depois disso, se você vai falar com o dono do ferro velho, ele simplesmente diz que está ocupado e que você deve voltar depois. Sem problema? Sem problema… Pelo menos até, lá pro final do jogo, você descobrir que basta roubar um carro qualquer e levar até o ferro velho, pra ganhar dinheiro. Quer dizer, você podia fazer isso a qualquer momento, mas o jogo não te fala que você não precisa falar com o dono do lugar e nem que “cê tá na merda, para de fazer o que a gente tá te mandando fazer e vai roubar essas merdas aí”. Eu sei que é um jogo de exploração, mas se você me ensina um jeito e depois toca o foda-se pra ele, A CULPA NÃO É MINHA.

Aliás, alí na primeira imagem cê tem uma Playboy em cima da mesa, e sim, você pode pegá-las, pra completar a sua coleção. E sim, tem peitos de fora. Há outras coisas pra colecionar também, como cartazes de procurado, mas o jogo também não te diz isso. E esse é o resumo: Achievements, colecionáveis, bônus… Estão todos lá, cê só precisa ignorar todas as ordens do jogo e ir tentar adivinhas onde estão todas as coisas. E, tal qual outros jogo, depois de terminá-lo, você não fica livre pra andar pela cidade e fazer o que quiser, e isso é algo que eu realmente acho que faz falta.

A polícia é um troço à parte. Acho que nunca, em nenhum outro jogo, vi uma polícia tão boa quanto esta. Sério, a habilidade da galera aqui é realmente incrível, com patrulhamentos, perseguições e tudo mais. Você pode chamar atenção da polícia fazendo tudo: Andar com uma arma, atirar, atirar em pessoas, atirar em coisas… A polícia te segue se você passa o limite de velocidade e se você ultrapassa o semáforo vermelho. E quando a polícia não tá empatando a sua foda, tá te levando à falência através do suborno, já que resistir à prisão só traz mais polícia, desta vez atirando antes de perguntar. Fica a dica: Se você começar uma briga na rua (Sim, você não mata gente só com tiros), fique sem fazer nada, só fugindo, que a polícia chegará é, eventualmente, matará no seu oponente. É sério.

O jogo é maior que pensei, sendo que não explorei nada e ainda sim levei aproximadamente 15 horas para terminá-lo. O troço também tem alguns DLCs, incluindo dois com novas missões, sendo um deles com o próprio Joe, mas né, de cavalo dado não se lustra a sela. Deu até uma certa emoção ver, após tanto tempo, meu computador rodando algo próximo ao máximo. Não que o jogo seja feio, na verdade, é bem bonito, mas não deixa de já ter mais de três anos. E vou dar mais uma dica: Se tiver dinheiro, gaste. Apego é uma merda, pode ter certeza, e esse jogo te mostra isso claramente.

Por fim, Mafia II é um jogo bem legal, e se você gosta de boas histórias, vá em frente. Se espera um bom jogo de mundo aberto, não gaste seu tempo. Tem coisas divertidas pra se fazer, o jogo é bonito e porra, se você gosta das décadas de 40 e 50 o jogo é pra você (Se liga aí, Kirk): A ambientação é foda pra caralho. As roupas, os carros, as armas, os prédios, as ruas… Tudo que cê puder imaginar tá lá. O jogo tem apenas três estações de rádio, mas todas elas tem conteúdo próprio, de propagandas à notícias sobre a guerra e sobre os seus próprios atos no jogo, além de várias e várias músicas, de Chuck Berry à The Andrews Sisters, passando por Muddy Waters, Buddy Holly, Bing Crosby e Dean Martin. Eu sei que de graça é mais gostoso, mas se achar por um bom preço, não hesite. Já falei que, em 2010, o Guinness reconheceu Mafia II como o jogo que mais fala “fuck”?

Mafia II


Plataformas: PC, Mac, PlayStation 3 e Xbox 360
Plataforma Avaliada: PC
Lançamento: 2010
Distribuído por: 2K Games
Desenvolvido por: 2K Games
Gênero: Tiro em terceira pessoa

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  • Luiz Carlos Santos

    Lembro que joguei o máfia 1 no meu velho pc de hd de 40 gb, 256 de ram, e placa de 64 mb. Bons tempos onde você se divertia e se sentia satisfeito com coisas mais simples. Hoje dia são essas bostas de jogos para consoles custando 199,00 e PS4 de R$ 4.000. E um monte de gente achando o máximo pagar esse absurdo.

  • Loney

    Tive 256 também, altas partidas de GunBound

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